ENTREVISTA – MAMMA CADELA

”Garotos, ao completar 18 anos tomem cuidado para não se tornarem viciados nos leilões do Ebay.com. Na Gringa todos equipamentos musicais são mais baratos, e você pode se individar pra valer se tiver um cartão de crédito internacional. Eu pego um emprestado, se não estaria na lama.”
Fernando Coelho, guitarrista do Mamma Cadela.
Na próxima edição do Rock ‘n’ Beats teremos como convidada uma das melhores bandas paulistanas, o Mamma Cadela.
Será a primeira vez que eles vão se apresentar em Campinas, contudo, já tive o prazer de assistir dois shows dessa incrível banda em São Paulo e inclusive filmei um deles.
Abaixo publico a primeira entrevista que produzo para o Rock ‘n’ Beats. Meu entrevistado é o Fernando Coelho, guitarrista do Mamma Cadela e também do Seychelles, outra excelente banda que já passou pelo Rock ‘n’ Beats em dezembro de 2008.
1- Coelho, sou um grande fã das suas duas bandas, o Mamma Cadela e o Seychelles. As duas bandas são experimetais e tem uma sonoridade original. Entretanto, as canções do Mamma Cadela soam como trilhas de vídeos e isso causa uma familiaridade em quem escuta. Gostaria de saber, o processo criativo no Mamma Cadela é mais fácil do que no Seychelles ou é só diferente?!
O ouvido Humano anda muito pop, acostumado demais em esperar da música aquele mesmo caminho pro prazer auditivo. O nosso som talvez pareça estar sempre faltando algo, como uma letra ou solo, ai quem ouve a gente fica pirando em cenas e imagens.
Tocamos pois temos que tocar, essa é a nossa missão, não somos do tipo de banda que se juntou para tocar um único tipo de som. Quando criamos uma música nova temos a conciência se ela extrapolou nosso estilo ou se tem a nossa cara.
2 – Qual foi a banda ou músico que despertou seu interesse pela guitarra? E com quantos anos começou a se dedicar a prática musical?
Comecei a estudar música aos 15 anos depois que um amigo meu me ensinou o tema do filme Poderoso Chefão tocado pelo Slash no Rock in Rio 2, mais tarde fui descobrir Nino Rota, que se tornou grande influência pro Mamma Cadela. Da minha adolescência os guitarristas que gosto até hoje são Jimy Page e B.B. King.
Garotos, ao completar 18 anos tomem cuidado para não se tornarem viciados nos leilões do Ebay.com. Na Gringa todos equipamentos musicais são mais baratos, e você pode se individar pra valer se tiver um cartão de crédito internacional. Eu pego um emprestado, se não estaria na lama.
4 – Vocês em breve vão lançar o “Mamma Cadela e a geração espontânea”. Qual a diferença desse disco para o primeiro. Tem alguma faixa desse disco disponível na internet?
Nosso Segundo disco foi produzido magistralmente, começamos as gravações tradicionalmente no sítio do Fábio, onde levamos os equipamentos de gravação e começamos com os sons mais simples em que poderíamos gravar em separado. Depois fomos para o “Nosso Estúdio” uma baita sala onde podemos gravar nós cinco ao vivo se olhando, uma coleção de microfones vintage e um técnico de som só para acompanhar a timbragem da bateria e emprestar uns pratos e caixas. O Victor Rice que mixou o disco acompanhou um dos dias pra sacar o que estava rolando e tomar uma cervejinha conosco.
Temos vários vídeos das faixas novas ao vivo pelo You tube e tem uma versão de Lição marítima número 5 (gravada no estúdio da Trama) no nosso myspace .
5 – Qual é o melhor vídeo do Mamma Cadela na sua opinião? Pode ser de um show ao vivo ou um videoclipe.
Travesseiro do Serial Killer, uma das primeiras músicas criada pelo mamma, regravamos ela para o Mamma Cadela e a Geração Espontânea.
O Nilson (nosso baixista) montou esse clipe com pedaços de uma animação doida, feito a partir do curta de animação “Tale of Tales”, de Yuri Norstein. Não temos autorização para mandar pra TV, mas adoro muito a linha de piano desse som, e as imagens casaram muito bem.
República de Fiume: http://republicadefiume.blogspot.com/
Site crítico, pra quem não tá feliz com nossa sociedade atual. Tem dicas de Filmes, Links de discos raros, Textos da pesada. Por que nem tudo na vida é cor de rosa.
Em vez de um clipe, mandei a primeira parte desse documentário sobre David Bowie, assiste ele essa semana e adoro demais toda historia que envolve ele, o Lou Reed, Iggy Pop e afins.
8 – Além do Mamma Cadela e do Seychelles, você tem alguma outra atividade ligada a música? Se tiver, deixa os links!
http://www.myspace.com/monmaion
Acabei de entrar na banda da Monique Maion, cantora maluca e querida que apareceu na vida de todos nós. Ela gravou com o Gustavo (cantor do Seychelles) o Sunset, e com o Renato (Seychelles) e Ismael (Dj do Mamma) o Die Katzen. Acompanho ela ao vivo, tocando sons de seu primeiro disco (Lola) e estamos em uma temporada de Jazz com releituras de Ella Fitzgerald. Pra mim tem sido um grande estudo voltar a tocar Jazz.
Além da Monique também toco no Heroes, banda tributo ao David Bowie, estamos sem site, mas tocamos uma vez por mês no Studio SP.
Myspace do Mamma Cadela – www.myspace.com/mammacadela
1Leandro F.
wrote on 6 July 2009 at 16:43
Estou ansioso pela apresentação do Mamma Cadela, me identifiquei muito com a banda. Em algumas produções eles me lembram Aphex Twin, na época do álbum “Richard D. James”. E isso é genial.
E, aproveitando, ouvi tbm um pouco do trabalho da Monique Maion, e achei sensacional. “Don’t wait too long” é absurdamente boa.
2Tainá Hernandes
wrote on 6 July 2009 at 17:27
Muito boa a entrevista e muito bom o som dos caras, também!
Estava no Seychelles – amei! E, com certeza, estarei também no mamacadela!
Massa!
Parabéns, Chris!
3Ladislau
wrote on 20 July 2009 at 1:44
Legal pessoas!!
Estamos chegando…
Coloca a cerveja na geladeira! e cuidado com o ebay….
Abração!
Ladis