ENTREVISTA – MILOCOVIK

Os paulistas do Milocovik tocam neste sábado, dia 25 de julho, no Rock ‘n’ Beats, em Campinas. É a primera vez que Toni (Voz e Guitarra), Claudio (Guitarra), Gustavo (Baixo) e Tonini (Bateria) vem para a região.
Com melodias e acordes dançantes, eles não rejeitam as comparações com ídolos do rock, do pop e do indie rock, mas também não sofrem de falta de personalidade. Pelo contrário, além das canções serem autorais e refletirem a bagagem cultural de cada um dos membros, eles apostam na união da imagem e do som em projeções feitas por um coletivo de VJ’s, e inovam em uma forma nada convencial na hora de divulgarem o trabalho do banda.
Confira a entrevista com os quatro Milocovik’s.
1 – Onde vocês estavam quando ficaram sabendo da morte do Michael Jackson?
O Toni tem o Michael Jackson como um dos seus ídolos e, quando a notícia começou correr, o Gu estava no aeroporto esperando pra embarcar para N.Y. e tratou de ligar pro Toni, pois parecia mentira e, provavelmente, o Toni saberia o que estava ocorrendo. Era verdade, todo mundo ficou meio passado, né?
É inegável que todos ficaram abalados com a morte repentina do M. J. O Gustavo falou uma coisa muito interessante a respeito: são figuras que fazem parte da nossa própria história. A morte do M.J. fez com que a gente olhasse pra gente mesmo. Nos sentimos bem mortais num momento como esse, entende?
2 – Como surgiu o Milocovik? Contem sobre a banda, a evolução, as influências e onde pretendem chegar com o rock feito para as pistas de vocês.
O Milocovik surgiu de um encontro de novas amizades feitas em São Paulo. Todos sempre tivemos tesão em ter uma banda, porém, elas não traduziam o som e as idéias que a gente queria exprimir. Até então, encontrávamos esses conceitos na nossa outra profissão, designers. E foi nesse meio que essa nova amizade surgiu e, então, tudo se encaixou perfeitamente.
O rock dançante é um reflexo do nosso espírito criativo nesse momento, é uma das coisas que mais estamos fazendo. Estamos sempre abertos para sentir o que traduz mais o momento e qual melhor maneira de usar nossa música para expressar isso.
3 – Quando o EP vai virar um LP?
Ou então: quando essas músicas vão para um álbum em vinil com uma capa incrível e um encarte mais louco ainda?…rsrs. Já pensou que legal??
Achamos que se depender de conteúdo, isso não vai demorar tanto, temos várias músicas em gestação e cada vez gostamos mais do que criamos. O formato é uma conseqüência natural. O importante é que temos a internet hoje pra distribuir nosso trabalho.
Aliás, se você não baixou o EP, baixe agora “for free”, no link “www.milocovik.com/sexpack”. Deixe baixando enquanto você termina de ler a entrevista. Rsrsrs…
4 – Todos os integrantes da banda são designers. Percebemos que todo material de divulgação do Milocovik é diferenciado visualmente: fotos, vídeos, releases, porta copos, shows em desfiles das marcas IÓDICE e Ópera Rock. Isso foi pensado desde o início?
Sim, desde o início. Uma banda não é só música. O público busca o universo do artista. Sua visão de mundo é o que endossa seu trabalho. É assim que o público diferencia uma execução técnica de uma artística.
O design gráfico, assim como a ilustração, as artes urbanas fazem parte da formação artística da banda e isso, sem dúvida, sempre estará presente no nosso trabalho.

5 – Além dessa abordagem na divulgação, vocês também trabalham a linguagem audiovisual. Contem mais sobre as projeções que vocês fazem nos shows em parceria com um coletivo de VJ’s.
O trabalho é feito com os VJ’s do coletivo Televisão de Cachorro. É incrível, pois eles são altamente criativos e têm milhões de idéias das quais interferimos muito pouco. A sincronia no nosso trabalho se dá por dois pontos: um é que somos muito amigos e estamos sempre juntos, saindo, compartilhando idéias. Outro ponto é no próprio show, a coisa acontece simultânea; a banda toca e os VJ´s vão desdobrando suas idéias simultaneamente. É bem espontâneo.
6 – E essa história de porta copos do Milocovik?
Ahahaha!!! Tudo começou quando algumas pessoas pediam cartão pra gente depois do show. Não nos sentimos muito confortáveis com esse formato.
Parecia algo como escritório de advocacia. Hahaha!!! Sintetizamos tudo numa bolacha de chopp. É um material bem legal pra gente distribuir, tanto como brinde, quanto como um cartão para informações da banda, e também é bem útil na balada onde, geralmente, ele é distribuído. Tem um tom menos sisudo que um cartão.
7 – Vocês acham que o Rock Independente na era Myspace além de ter mais divulgação, também melhorou em qualidade? Vivemos uma boa fase, ou nada disso acontece?
Achamos que liberdade é a palavra chave. Não sabemos como a indústria vai funcionar nessa nova etapa , mas é ótimo, pois todos têm um panorama mais real do que se está sendo criado. Não é uma coisa premeditada ou filtrada. Acho que a qualidade vem pelo acesso às tecnologias que antes só as grandes companhias poderiam oferecer. Mas, claro, sem conhecimento aprofundado e sensibilidade isso tudo só serve pra criar mais ruído. Porém, sem dúvida, não se trata mais de uma questão de dinheiro. E isso é revolucionário, não é?
8 – Quais são as melhores bandas independentes, hoje, no Brasil?
Indique algumas pra quem está acompanhando a entrevista. Tem muita coisa legal, muitas conhecemos via myspace, trocamos informações e até tocamos com várias delas: Mono4, Bazar Pamplona, Black Drawning Chalks, Copacabana Club, Naná Rizinni, Seamus, Radiare, Holger, Juliana R., Músicas Intermináveis para Viagem, etc…

9 – Qual é a melhor música do Milocovik? Contem a história desta
canção desde a idéia e os primeiros acordes.
Poxa, achamos que cada membro da banda tem uma música em particular. A preferida do Toni, por exemplo, é a Daniel Johnston. Assistindo a um documentário sobre ele, Toni se interessou muito por esse grande artista esquizofrênico e inspirou-se em sua vida para falar de sensações e neuroses que todos nós temos.
10 – Indiquem um blog ou site que gostem muito e digam o porquê.
Tem o www.getinvolved.com.br , de umas amigas nossas; fala sobre design, cinema e moda. Outro que acessamos é o www.dominodromo.com.br que tem várias informações sobre música alternativa.
11 – Mandem também um videoclipe que vocês acham muito bom e me contem porque gostam dele.
Escolhemos esse videoclip do Franz Ferdinand com a música “Can’t Stop Feeling”. Uma idéia simples e ótima:
12 – Além do Milocovik, vocês tem alguma outra atividade ligada a
música? Se tiverem, mandem links.
Damos nossa contribuição na direção de arte pra alguns projetos. O Toni fez trabalhos assim com Naná Rizzini, Moxine, Código B e, também, colaborou com algumas composições para esses artistas. Gustavo ilustrou algumas capas de discos do selo “Si no Puedo Bailar, no es mi Revolución”, também para a banda “Dois em Um”, etc.
www.flickr.com/gialuca
www.youtube.com/watch?v=GmJHGPZuZDw
www.youtube.com/watch?v=RdvgnPGzDiY
13 – Quais as três melhores bandas do mundo?
Isso é muito injusto…rsrss: Beatles, Radiohead, Ramones
14 – E as três piores?
Isso é muito antiético…rsrsrss









1Monica
wrote on 25 July 2009 at 6:35
Essa banda é uma das minhas preferidaaas!!!