
Alex Scally e Victoria Legrand, a dupla que faz o Beach House
O ano passado certamente foi um dos piores da música da última década. As listas de melhores discos de 2009 apontavam para bons álbuns, mas que não teriam o mesmo destaque se tivessem aparecido nos anos anteriores. Animal Collective, The xx, Grizzly Bear, Phoenix, Bat for the Lashes e Dirty Projectors foram os nomes destacados, e deixaram 2009 com uma cara no máximo de “é, foi legal”.
Mas se 2009 não deixou tanta saudade, comecemos uma nova década cheia de promessas, com grandes bandas anunciando lançamentos e com um mês de janeiro que fez o ano começar agitado. 2010 já tem uma penca álbuns e faixas que precisam estar no playlist. Massive Attack, Vampire Weekend, Spoon, Beach House, The Magnetic Fields, Hot Chip e outros esperados já deram as caras, e boas surpresas como Broken Bells e Owen Pallett surgiram, agradando ouvidos.
Até aqui, os discos mais comentados tem sido o ótimo Teen Dream, do Beach House, e Contra, do hypado Vampire Weekend. Dois discos obrigatórios que já podem ser achados facilmente para audição. Mas janeiro de 2010 reservou muito mais do que isso.
Janeiro de 2010: os melhores discos que já vazaram

Vampire Weekend – Contra
No tão temido segundo disco, o Vampire Weekend manteve a sonoridade do primeiro trabalho, mas o objetivo de suas músicas parece ser outro. Os fãs que adotaram a banda por faixas agitadas como A-Punk, certamente ficaram desapontados, já que o que se ouve em Contra são composições muito menos pensadas para a pista, com poucas exceções, como em Cousins, por exemplo. O segundo trabalho não assustou o Vampire Weekend, que continuou competente, mas a banda não fez um disco tão bom quanto o lançado em 2008.
Beach House – Teen Dream
Antes de falar um pouco sobre Teen Dream, é preciso pontuar: é o melhor disco de 2010 lançado em janeiro, portanto o melhor até aqui. No seu terceiro álbum, o Beach House emplacou um belo trabalho, com faixas marcantes como Used to Be e Zebra. O que se ouve em em Teen Dream é um indie pop que descansa nossos ouvidos sem deixar de instigá-los com as belas melodias. Alex Scally e Victoria Legrand fizeram o seu melhor trabalho, em um disco que deve figurar em muitas listas de referências do ano.
Spoon – Transference
Como fazer o disco sucessor do incrível Ga Ga Ga Ga Ga? Mesmo para uma banda que agora tem 7 discos de estúdio no currículo não é uma tarefa simples. E, de fato, Transference não é um Ga Ga Ga Ga Ga, mas tem bons momentos, em faixas como em Written in Reverse, The Mistery Zone e Is Love Forever. Em Transference continua sendo fácil identificar o Spoon, por que as guitarras sempre melodiosas não enganam.
The Magnetic Fields – Realism
The Magnetic Fields sempre vai ter como sombra um dos discos clássicos dos anos 90: 69 Love Songs, lançado pela banda em 1999. De lá pra cá, incluindo Realism, foram 3 discos, e nenhum trouxe para banda a mesma atenção. Contudo, Realism é um bom álbum, ainda mais para quem gosta de um indie pop com acordes doce do início ao fim.
Massive Attack – Heligoland
Desde 2004, com Danny The Dog, o Massive Attack não colocava um novo trabalho nas prateleiras. Não é à toa que Heligoland era um dos discos mais esperados deste ano. Em geral, o disco não agradou fãs, que devem achar que a espera resultou em um trabalho pouco relevante para a histórico do Massive Attack. Mas o sexto disco dos ingleses é obrigatório para este início de ano.
Janeiro de 2010: as surpresas

Broken Bells – Broken Bells
Ouvir o disco de uma banda estreiante em meio a tantos lançamentos que parecem ser mais relevantes é difícil. Mas o primeiro trabalho do Broken Bells vazou em dezembro, e foi a primeira boa surpresa de 2010. Não é muito difícil entender por que ao descobrir quem são os integrantes do projeto: Danger Mouse, do Gnarls Barkley, e James Russell Mercer, do The Shins. O que se ouve com Broken Bells são músicas que passeiam entre o indie pop e o experimental, com ótimos arranjos e faixas surpreendentes como The High Road e Vaporize.

Owen Pallett – Heartland
Ler um pouco sobre os trabalhos que Owen Pallett já realizou antes de Heartland, é descobrir por que o violonista produziu um disco tão interessante. Afinal, ter trabalhado com Arcade Fire, Beirut e ter sido o cabeça da banda Final Fantasy já apontaria para um disco que certamente não viria simplesmente para figurar em 2010. Heartland pode lembrar Joanna Newsom em alguns momentos, e também soar como Beirut em outras faixas. É desses discos que crescem à cada audição.
Janeiro de 2010: as melhores músicas
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Beach House – Used to Be
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Broken Bells – The High Roads
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Owen Pallett – Midnight Directives















fevereiro 3, 2010 às 12:31
Eu citaria também o Surfer Blood e o disco de versões orquestrais do Peter Gabriel que tá uma lindeza.
Além do novo do Los Campesinos!, que apesar de não estar tão bom quanto o “Hold Now Youngster” ainda é um disco razoável…
2010 começou bem demais!!
fevereiro 3, 2010 às 21:50
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