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INTEGRANTES DO MONO 4 ANUNCIAM O FIM DA BANDA E COMENTAM A RESPEITO | Rock 'n' Beats

INTEGRANTES DO MONO 4 ANUNCIAM O FIM DA BANDA E COMENTAM A RESPEITO

Por Junior Passini - February 25, 2010 - 18:36 - | Categoria : Música Independente, Rock Independente
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monofour

A banda paulistana Mono 4 anunciou o fim das atividades. Expoentes do rock eletrônico no Brasil, o grupo formado pelo trio Julie, Pollak e Edo, acabou antes de completar 4 anos de estrada. De acordo com Julie, vocalista do Mono 4,  a empolgação no projeto chegou ao fim. “Quando a empolgação acaba, das duas uma: ou você empurra com a barriga até onde aguenta ou acaba logo e beijo. Nosso caso foi a primeira opção. Cansamos por ser um trabalho que estava nos dando trabalho. O prazer e o tesão de antes se foram, acho que isso faz parte de amadurecer mesmo”, disse.

Ainda sobre a decisão, Julie contou que o fim era inevitável e que conversavam sobre isso desde o ano passado. “No final do ano passado, conversamos bastante. Cada um de nós estava num rumo diferente e isso interfere muito. O Edo decidiu sair, não estava mais feliz com o rumo que as coisas estavam tomando (ou deixando de tomar), na real, nenhum de nós estava. Não havia sentido algum continuar um projeto feito e idealizado sempre por três pessoas. Se eu saísse primeiro, iria acabar. Se o Pollak saísse primeiro, iri acabar também. O Edo foi o mais corajoso, então…”, explicou.

Na conversa que tive com a banda, eles citaram alguns problemas vividos na noite paulistana como uma banda independente. As principais queixas são detalhes básicos, mas primordiais, como falta de estrutura técnica, profissionalismo e respeito. Pollak foi ainda mais severo nas críticas e falou sobre a banalização da arte. “O Mono 4 nos concebeu a aproximação das pessoas perante a nossa música, isso era muito mais importante pra gente do que qualquer status hype. Nosso conceito não era música por demanda e sim música por prazer em fazer música.  Dentro da “noite paulistana” há pessoas maravilhosas, mas como também existem pessoas que não deveriam ter saído de suas casas. A gente era a essência do que sempre pensamos e agiamos. Isso se refletia nas nossas músicas, o que era construído ali, era realmente o que sentiamos e pensavamos, as nossas letras dizem tudo. A cena de São Paulo se defasou, tudo ficou muito mais imagem do que conceito/critério, e a gente já não se identificava mais”.

O Mono 4 teve uma carreira de destaque em poucos anos de vida. Com letras em inglês e experimentações eletrônicas, a banda tornou-se uma das mais divertidas e dançantes inovações da música independente brasileira, ao unir a precisão ritmada dos sintetizadores com a urgência de três mentes criativas. Tudo isso os levou a shows por todo o país, blogs, jornais, e ao reconhecimento de fãs e de colegas músicos. “A energia deles no palco é sensacional. São super divertidos e riem deles mesmos. Quem não viu perdeu. Agora só na turnê de retorno daqui a 15 anos pra ganhar uma fortuna…”, disse o baixista do Milocovik, Gus Gialuca.

Sobre histórias e lembranças dos momentos marcantes do Mono 4, Pollak destacou projetos na Inglaterra e no Japão, mas contou que não queria ir para fora apenas para falar que foram. “A gente recebeu propostas pra tocar em outros países, participamos de projetos em Londres, no Japão -- pensa: no Japão!  Mas porque não fomos? Primeiro que a gente nunca foi deslumbrado. Ir tocar em qualquer buraco só porque era fora do país pra não ganhar nada em troca e ainda ter que pagar alguma coisa por isso só pra colocar no myspace ”Tour Européia Mono 4”, é muito feio, né? Além disso, tínhamos nossos trabalhos e responsabilidades aqui. Agora, se chamassem a gente pra um Coachela da vida, seria outra história, né? Brincadeiras a parte, foram muitos momentos bons!”, concluiu.

Mas Julie fez questão de deixar claro que o que acabou foi a banda, e não a amizade entre os integrantes, e ainda revelou alguns rumos musicais de cada um deles. “Como eu disse, continuamos amigos. A prova real disso é que vamos continuar trabalhando juntos, de certa forma. O Edo tem um projeto chamado Azul Marinho e Bege. É uma coisa totalmente diferente do Mono4, pessoal, e me chamou para participar de algumas faixas do álbum novo”, conta.

Já Pollak prefere não não se apressar ao falar do projeto com Julie. “O projeto ainda vai começar a ganhar caracteristicas, mas de uma coisa nós temos certeza ele será bem mais flexivel do que um projeto de banda comum, não tem como adiantar nada ainda, mas não ira se resumir só em música video/arte e outras coisas”, disse ele.

Uma coisa é certa, a banda não vai se despedir sem um presente para os fãs. “Nós vamos lançar um EP de despedida com as músicas novas que ficaram prontas, como pedido de desculpas aos nossos fãs que esperaram o albúm sair, como a música é eterna ela fica pra sempre! Ficamos triste em acabar com o Mono4, mas abrimos espaço denovo para respirar novos horizontes, então abrimos caminho para eventuais coisas musicais/artisticas que possam vir a calhar de cada um dós três mas não mais como Mono4″, finalizaram, os três integrantes.

A notícia é triste para a música independente brasileira, já que mais uma banda não sobreviveu ao ainda muito difícil cenário underground de shows, mas Gialuca, baixista do Milocovik, resumiu bem o espírito que caminhou com a banda nesses quase 4 anos: “Ninguém morreu, né?”. Se depender da inquietude musical dos integrantes do Mono 4, não precisamos ficar preocupados.

mono4tres

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5 comentários para “INTEGRANTES DO MONO 4 ANUNCIAM O FIM DA BANDA E COMENTAM A RESPEITO”

  1. 1Fernanda Micocci

    Olha que vai fazer falta pra caramba viu…realmente, que não viu, perdeu..
    Mas, vcs são foda…muita sorte..e vê se não sumam tá…

  2. 2Carlos Henrique Caetano

    vieram à Campinas, uma vez, no Clube Informal e eu perdi :(

  3. 3Andréia Fausto

    Vou sentir muita de falta de vcssssssss!!!
    Bjussss.

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  2. 2. Move That Jukebox! » A gente não postou, mas você precisa saber

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