
Terminou ontem o SXSW. Por lá passaram inúmeras bandas brasileiras, muita gente na qual as gravadoras apostam pra 2010, e artistas consagrados. O festival que rolou em Austin, no Texas, é o único no mundo que compõe a maior parte do seu line-up com bandas independentes.
A peculiaridade em 2010, pros brasileiros, foi o números de bandas daqui que foram convidadas para tocar no festival. Mais de 20, todas (ou quase) independentes.
Confira o último dia do festival para Lucy and The Popsonics, que ficou até sábado no SXSW. No domingo, teve programação musical também, mas foi minguada e composta quase que completamente por artistas locais, da cidade de Austin.
O último dia de Lucy and The Popsonics no SXSW
Sábado (20)
Hoje foi meeeeeeeeega Style!!!
Não conseguimos entrar na festa da Levi’s, mas entramos em outra festa do lado que estava horrível! Só tinha banda ruim tocando. Tava foda!
Fomos lá para ver o Oh No Ono (Dinamarca), mas chegamos com 1 hora de atraso. Porém, achamos que teriam mais bandas legais tocando. Pura ilusão! hehehe.
Resolvemos ir embora. Eu falei pro Pil para irmos ao Convention Center para descansarmos um pouco. Ainda estamos muito quebrados da fila do The xx ontem e acabei tomando muitos energéticos e uma pílula para dores musculares porque não aguentava mais tanta dooooooooooooooooooor!
No meio do caminho paramos para ver o poster da festa da Dinamarca e lá estavam os Oh No Ono que iriam começar em 5 minutos. Entramos e vimos.
A banda é maravilhosa! No final ainda gritei: mais uma por favor!!! Vim do Brasil! Manda mais uma para mim!!! Eles olharam pra mim e riram, mas não responderam e foram embora. hehe.
Tudo bem, pelo menos tentei, neah?
Depois fomos ao Convention Center e deitamos por algumas horas. Dei uma cochiladinha… foi quando o Pil tirou esta foto aí [abaixo].
Quando deu 7:20 da noite resolvemos descer para ver o show do Papier Tigre e depois resolvemos ir ao Club de Ville, onde tocaram o Classixx (LA), Solid Gold (MN), Tanlines (NY), Neon Indian (NY), quando resolvemos ir embora. A festa estava legal, mas o som tava bem ruim.
Aqui não se faz passagem de som. Sempre é check-line porque é muita banda. Dá para perceber quem são as bandas mais legaizinhas, mas às vezes é meio difícil ouvir um som realmente bom por aqui. Rola com bandas com mais estrutura, porque eles trazem seus próprios técnicos de som etc.
Bom, deixar claro que o ruim aqui não chega a ser nem perto do que se é um som ruim no Brasil, ok? Quando eu quebrei aquele palco lá em Brasília, o som estava em comparação com aqui algo muitiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiisimo pior. Só para esclarecer e ninguém dizer que só dou escândalo em Brasília. haha. O som ruim daqui é um som bom no Brasil. Até mesmo porque equipamento de som aqui é uma coisa muito barata. Algo em torno de 3 vezes mais barato, no mínimo, mesmo fazendo a conversão para reais.
Essa é a parte pior do SXSW, mas em compensação é ruim para todo mundo praticamente. Não rola aquelas diferenças que alguns passam e são mais privilegiados que outros. Aqui todas as bandas são tratadas da mesma maneira tecnicamente.
Bom, amanhã vamos viajar de volta pra casa e estamos muitíssimo cansados mesmo! Queremos ver nosso napoleãozinho, que deve estar putíssimo com a gente a esta hora.
Porém, não queríamos nunca mais ir embora do SXSW. Apesar dos momentos mais difíceis, aqui é um lugar que você realmente lava a alma e esquece do stress do dia a dia.
Bom, voltar aquela rotina dos horrores de volta, neah? Fazer o que? Nem tudo é perfeição, como já disse o Renato Russo.

Fernanda Popsonic no SXSW: sim, era o último dia de festival
Beijocas
Fer













novembro 30, 2010 às 12:40
[...] da banda Lucy and the Popsonics, que durante a última edição do South by Southwest relatou suas experiências através de um diário, aqui mesmo no Rock ‘n’ Beats, a qualidade do som nas apresentações de bandas menos [...]