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Entrevista: Supercordas desvenda seu próximo disco, “A Mágica Deriva Dos Elefantes”

Postado por Leandro Filippi. Posted in Rock 'n' Beats

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Publicado em 19 abril, 2010 - Nenhum Comentário

SupercordasFoto por Cristiano Andrigheto

Texto e entrevista por Leandro Filippi

Um disco mais elétrico e acelerado, flertando com o dub, folk-rock e permitindo baladas românticas. O Supercordas não quer mais prever o lançamento do seu novo trabalho, A Mágica Deriva dos Elefantes – inicialmente planejado para 2009 -, mas está com o caminho bem delineado para conclusão do sucessor de Seres Verdes ao Redor.

Recentemente a banda disponibilizou duas faixas, O céu sobre as cabeças e Índico de estrelas, que vão compor o novo álbum, e apontam para o rumo que deve seguir o Supercordas.  Além delas, outras 10 já estão garantidas em a A Mágica Deriva dos Elefantes, como Declínio e queda do Império Magnético, Um grande trem positivista e Orquestra de mil martelos, como revelou ao Rock ‘n’ Beats Pedro Bonifrate, compositor e multi-instrumentista do Supercordas. Confira a entrevista completa.

Rock ‘n’ Beats: O último lançamento do Supercordas tinha sido em 2008, com o single Mágica. E agora a banda volta com duas novas músicas e a promessa de um álbum pra 2010. Nesse período de hitato vocês se reuniam, trabalhavam juntos? A sensação que tenho é que o Supercordas estava parado…

Pedro Bonifrate: De forma alguma estivemos parados. Durante todo o ano de 2009 tivemos nosso próprio estúdio aqui no Rio, o Musgo, onde trabalhamos no novo álbum. Ensaiamos bastante, melhoramos muito os concertos (apesar de não terem sido tantos no dito ano) e fizemos trabalhos de gravação com algumas bandas amigas como Do Amor, Filme e Columbia. No segundo semestre produzimos nossas dez vinhetas da MTV, que foram um sucesso, com uma baita equipe de amigos cineastas. Só neste último verão estivemos um pouco parados porque fez muito calor, e porque entregamos o Musgo e tivemos problemas com os nossos equipamentos pra montar um estúdio caseiro e terminar o disco. Mas agora voltamos pra finalizar essas duas canções novas, O céu sobre as cabeças e Índico de estrelas, no estúdio Fábrica de Monstros com o Marcos Thanus e logo recomeçaremos as gravações por lá mesmo com ele.

O Céu Sobre as Cabeças trouxe a guitarra e deixou a bateria muito mais presente na música do Supercordas. Diferente do Seres Verdes ao Redor, que é uma viagem em que os efeitos ficam em primeiro plano. É uma tendência pro novo disco?

Não acho que a diferença resida aí. O que você chama de “efeitos” estará tão presente neste quanto no anterior, inclusive está em O céu sobre as cabeças. Acho que o Seres Verdes ao Redor tem de específico sonoramente as camadas de violões e harmonias vocais, uma certa justapozição obsessiva de planos sonoros. O novo single tem mais espaços e, de fato, as guitarras são muito mais presentes, e isso vai ser uma constante no disco.

Numa entrevista, após o lançamento de Seres Verdes ao Redor, você disse que já tinha cerca de 20 faixas pra um novo trabalho. O Céu Sobre as Cabeças é uma dessas? A letra é muito Seres Verdes ao Redor

Talvez vinte faixas tenha sido um certo exagero. Ou talvez até tivéssemos nessa época, mas não vai ser um disco tão grande. O céu sobre as cabeças é certamente uma delas e Índico de estrelas também. Não vejo grandes semelhanças entre a letra de Cabeças e a maioria das coisas do Seres Verdes. Acho que no Seres Verdes predominam as celebrações abertas, quase ou totalmente ingênuas, de certas idéias escapistas. Em Cabeças não há mais esperanças para a humanidade. O tom é sarcástico, o fim é certo. Escapar não é uma opção, nem digna e nem possível.

Alguma dessas 20 vão entrar no disco? Já tem nomes?

Sim, todas essas novas vão entrar. Quase todas têm nomes, e o disco vai se chamar A Mágica Deriva Dos Elefantes. Divulgaremos os títulos das faixas quando estiverem todas gravadas e com a ordem escolhida. Alguns deles são Declínio e queda do Império Magnético, Um grande trem positivista Orquestra de mil martelos. Estas canções já fazem parte do nosso repertório há um tempo.

Índico de Estrelas tem uma letra diferente das que você costuma escrever pro Supercordas. A Mágica Deriva dos Elefantes vai sair completamente da temática rural?

Não sei se Índico tem uma letra tão diferente assim. Ela tem o mesmo tipo de figura de linguagem que as minhas letras quase sempre tiveram. Talvez seja uma canção de amor um pouco mais explícita. Mas sobre sair da temática rural, se é que ela existiu no Seres Verdes inteiro (e eu discordo em parte) pode-se dizer que sim. Nossos EP’s anteriores não apresentavam essa temática. Foi uma coisa que o Seres Verdes tinha que trazer de uma certa forma, mas não determina o som dos Supercordas de forma alguma. As Supercordas são partículas subatômicas que compõe todo o universo, então podemos falar sobre qualquer coisa.

Continuando no novo disco, como está a produção? Há alguma previsão de lançamento? Quantas faixas a banda já tem encaminhadas?

Nós paramos de fazer previsões. Tem sido uma produção muito longa, um pouco perfeccionista e bem difícil. Eu digo que deve sair este ano, e quero que saia o mais cedo possível, mas depende de muitos fatores. Temos cerca de 12 faixas encaminhadas, muitas delas já gravadas.

Após o lançamento do disco, a banda tem planos pra sair em turnê de shows?

Sim. No máximo de lugares que conseguirmos. Estamos loucos pra viajar de novo.

Em uma entrevista pra Alavanca, você diz que “rolou um certo retrocesso quantitativo de produção, compensado por um grande progresso qualitativo” do Supercordas. É por isso que o disco foi adiado? Estava previsto pra 2009…

Se não me engano, a comparação se referia aos tempos de Supercordas em relação aos tempos anteriores. Eu gravava muito antes de formarmos os Supercordas, devo ter pelo menos uns 10 discos, alguns disponíveis no http://shroomrecords.blogspot.com. O lance é que sempre foram trabalhos inconsequentemente lo-fi. Com o Seres Verdes ao Redor, começamos a produzir menos, mas com muito mais qualidade. E esse novo disco em relação ao anterior também se apresenta como um salto significativo qualitativamente.

As diferenças entre o Supercordas de Seres Verdes ao Redor e A Mágica Deriva dos Elefantes

Pra começar, temos o Kauê Ravaneda nas guitarras e o Digital Ameríndio na bateria. Isso já muda bastante coisa. A Mágica Deriva será um disco muito mais elétrico e muito mais acelerado. Seres Verdes tinha uma certa monotonia de levadas e de andamentos, e o novo é muito mais esquizofrênico e diverso nesse sentido. Um rock’n'roll da pesada como O céu sobre as cabeças pode estar lado a lado com um épico de vários movimentos, com um dub incidental, com um folk-rock surrealista, com uma valsa progressiva inspirada em Camões ou com uma balada romântica de menos de 3 minutos como Índico de estrelas. O que importa pra nós é nunca fazer um disco parecido demais com o outro. Devemos vibrar em muitas dimensões diferentes.

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  1. [...] com o vocalista Pedro Bonifrate sobre o vindouro álbum, A Mágica Deriva dos Elefantes. Clique aqui para ler. Tags: Bonifrate, Rock'n'Beats, Supercordas, Trabalho [...]

  2. [...] Bonifrate definiu o rumo do trabalho do grupo como “mais esquizofrênico, experimental e pop, ao mesmo tempo”, em entrevista ao blog Bloody Pop. “Um rock’n’roll da pesada como ‘O Céu Sobre as Cabeças’ pode estar lado a lado com um épico de vários movimentos, com um dub incidental, com um folk-rock surrealista, com uma valsa progressiva inspirada em Camões ou com uma balada romântica de menos de 3 minutos como ‘Índico de estrelas’. O que importa pra nós é nunca fazer um disco parecido demais com o outro. Devemos vibrar em muitas dimensões diferentes”, explicou o vocalista do grupo ao site Rock’n'Beats. [...]

  3. [...] O segundo álbum da carreira dos caras e ainda não tem data de lançamento. Quando perguntado pelo Rock’n'Beats sobre as diferenças do primeiro para o segundo disco, eles [...]

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