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Descobertas N#22 – Tiro Williams

Postado por Christian Camilo. Posted in Descobertas

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Publicado em 18 maio, 2010 - Nenhum Comentário

matéria de Christian Camilo

Tiro Williams é uma banda de Brasília-DF que em 2009 lançou de maneira totalmente desprentesiosa seu primeiro álbum. A intenção da banda era registrar as canções que o grupo vinha tocando ao vivo em shows já algum tempo…contudo, os brasilienses não contavam que poucos meses após o lançamento do álbum (homônimo)  alguns críticos bem antenados fossem morrer de amores pelo disco.

O som da banda é empolgante . O Tiro Williams segue seu caminho inspirado pelos gaúchos do Superguidis – um fato notável a se considerarmos que o circuito do rock alternativo no Brasil – nesse ‘boom do mp3′, é bem novo.

Um outra referência, mas esta que me  me veio a cabeça ouvindo o som dos brasilienses, foi o trabalho de Nevilton. Entre influências e referências ainda poderíamos citar o Weezer, Pavement, Supergrass….aí é a perder a conta de vista!

Entrevistei os caras pra saber um pouco sobre a história do nome da banda e sobre o processo do primeiro disco que é ‘bom por bosta’ (como dizem em Pirassununga – a terra dos Suéteres)

Abaixo a entrevista com respostas de Eduardo, Felipe e Moraes
1 – Como surgiu esse nome tão peculiar? Ele tem algum significado?

Moraes: Tem vários.Eu gosto muito de Hank Williams, escuto bastante. Uma vez, na minha casa, de tanto eu escutar o pessoal encheu o saco e ficou falando “tira esse williams, tira esse williams”. Na hora de escolhermos um nome, lembramos desse dia.

Felipe: Além disso, como 3/4 da banda são de flamenguistas, a gente sempre lembra do Williams tirando a bola dos adversários. “Tira Williams! Tira Williams!” É o coro entoado no boteco onde sempre assistimos os jogos do Flamengo. Recentemente soubemos que tem um cara do Sul, meio cowboy, meio billy, que atende pelo apelido de “Tiro Williams”..  até que esse nome não é tão incomum, não acha?

2 – A banda tem um certo parentesco com o Superguidis na sonoridade.  Como é a relação do Tiro Williams com a banda gaúcha? Vocês são amigos? Como conheceram os caras?

Eduardo:  Sou muito fã deles. Todos nós somos, na real. Como eles são a única banda brasileira que a gente costuma citar entre as influências,  acaba sempre rolando essa comparação. A gente abriu o último show deles em Brasília e rolou participação do Andrio numa música nossa e do Moraes em uma deles. Foi foda demais. E claro, acabamos fazendo amizade com eles, os caras são todos muito gente boa.

Felipe:  Eu conheci por intermédio do Eduardo, que acho que é o maior fâ deles que eu conheço.Iinclusive, quando nossa banda começou, a maior motivação que fez o Eduardo entrar foi após ter visto um show dos caras e resolvido voltar a tocar, pois estávamos todos há um bom tempo sem banda autoral, só tocando covers por ai. Gostei bastante dos Guidis, assim como todo mundo da banda, e esperamos tocar com eles novamente! Foi com certeza um dos nossos melhores shows!

3 – Em 2009 a banda lançou o primeiro CD e esse trabalho foi muito elogiado por importantes ‘figuras’ que escrevem sobre o rock alternativo nacional. Como foi o processo de produção e composição? Vocês gravaram tudo num quarto? Levaram quanto tempo para produzir as canções desse disco?

Felipe: Gravamos tudo num quarto, do nosso amigo Gustavo Bill (Macaco Malvado Records), quase um McGyver das gravações. Os elogios foram totalmente inesperados, afinal estavamos apenas querendo gravar algumas musicas que ja tocavamos há algum tempo e nos divertir. No processo de gravação fomos incrementando algumas musicas, criando outras, e deu no que deu! O que achavamos que ia durar poucas semanas, virou trabalho de meses, sempre regado a muita cerveja e confraternização com os amigos!
Mas estamos felizes com o resultado positivo, e pela repercussão gerada pelo cd!

Moraes: é importante lembrar que nosso plano era de gravar em um, dois meses. Mas começamos em janeiro e só fomos terminar em julho


4 – Como é a visão de vocês do atual cenário alternativo de Brasília? Acreditam que novas bandas do DF podem despontar ainda este ano?

Eduardo – A cena daqui passa por um momento muito bom em termos de quantidade de bandas boas. O problema é que falta interesse do público, então muitas vezes bandas excelentes acabam fazendo shows só pra amigos e namoradas. Então qualidade não falta para bandas daqui despontarem, falta só o público descobri-las. Talvez esse interesse todo da mídia nos 50 anos de Brasília atraia um pouco da atenção pra música daqui. Vamos ver, né?

Felipe – No que enxergo como alternativo, Brasilia tem mostrado muitas bandas boas, que só carecem de um investimento e uma articulação maior para atingir o publico pelo Brasil afora. Por outro lado, o cenário de Brasilia como um todo não é dos melhores. No geral, o rock daqui carece de casas com boas estruturas para shows,  de produtores interessados tanto em alavancar bandas novas quanto fazer shows atrativos visando atingir novos publicos.

Da pra ver que boa parte do publico que comparece aos shows em Brasilia é o mesmo de vários anos atras. Consequentemente, esse publico deu uma “envelhecida”, no sentido de já não ter tanta disposição pra ir em tudo quanto é show, de querer ficar mais sossegado e só sair de vez em quando, de ter uma rotina de trabalho o dia todo e querer mais descansar do que agitar. Já a molecada com os hormônios a flor da pele, disposição e energia de sobra, é mais fácil encontrar nas festinhas de discotecagem do que em shows de Rock, infelizmente.. Eles precisam ser “catequizados”! HAHA!

5 – Qual o próximo projeto/objetivo da banda? Estão trabalhando em algum videoclipe ou turnê?

Eduardo – O videoclipe da música 1, 2, 3 está a caminho, já na fase de edição. Não sabemos ao certo quando fica pronto, mas provavelmente no começo do segundo semestre, depois da Copa. Quem filmou foi o Arthur Dois Sete, grande amigo, ex-parceiro de banda e co-autor dessa mesma música. Sobre shows, estamos tentando agilizar uns em São Paulo e em outros lugares. Também nos inscrevemos em tudo que é festival, mas depende de quererem chamar a gente… hehe.

Felipe: Falar em “Turnê” por agora seria meio surreal, hehe, ja que temos um cotidiano comum de aula, trabalho, etc. Estamos todos com 24, 25 anos e um diploma universitário, e se bancar com a grana dos pais nunca foi opção heheh. Aí entramos naquele velho dilema, ou largamos nossos empregos pra arriscar tudo sem garantias, ou continuamos trabalhando e tocando a banda como podemos…
Mas estamos sempre nos virando, dando um jeito de  tocar fora da cidade e tudo o mais. Agora que estamos fazendo algumas musicas novas essa vontade aumenta mais ainda!

Finalizando, quem tiver interesse na banda, em trocar ideias, conhecer, ou cogitar sobre fazer shows, nosso contato é o falecomotiro@gmail.com. Estamos sempre acessando os emails e conversando com o pessoal.
—————-

Quem quiser conhecer o som do Tiro Williams deve acessar o myspace: www.myspace.com/tirowilliams e se você gostar – baixe o disco completo gratuitamente.

Tem uma banda? Ou conhece alguma boa?
A coluna ‘Descobertas’ do Rock ‘n’ Beats destaca somente bandas que estejam divulgando seu primeiro EP, álbum ou demo.
Mande seu material: rocknbeats@rocknbeats.com.br

Sobre Christian Camilo

Jornalista, editor do Rock 'n' Beats, produtor cultural do Espaço MOG e fotógrafo. sites umafotopordia.com // www.instiga.com // @chriscamilo80 // @fiznocometa

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