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Descobertas N# 25 – Wannabe Jalva

Postado por Christian Camilo. Posted in Descobertas

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Publicado em 02 junho, 2010 - Nenhum Comentário

Wannabe Jalva

Quanto tempo leva uma banda para ganhar entrosamento e maturidade suficiente para produzir boas músicas e idéias artisticamente relevantes? A quem diga que os primeiros discos do Beatles até o lançamento do álbum Revolver, teve muito altos e baixos e que  é neste disco que se nota um amadurecimento de John, Paul, Ringo e George.

Claro que se trata de uma história que muitos fãs sustetam e outros muitos criticam ou ignoram. Mas a análise vale para falar da proxima banda Descoberta que surpreende por fazer boa musica em tao pouco tempo de existência.

Wannabe Jalva é um grupo de Porto Alegre formado por Felipe Puperi (vocal e guitarra), Rafael Rocha (guitarra,vocal,baixo, synths), Tiago Abrahão (vocal, guitarra) e “Paulista” (bateria). A banda surgiu a cerca de uma ano e talvez a amizade e o bom gosto musical seja um fator primordial na dinâmica do grupo.

Musicalmente a banda traz nas primeiras cancões (disponíveis no myspace) algumas referências que nos remete a grupos brasileiros como os paulistanos do Holger e também do Milocovik. Um misto de riffs e beats dançantes com uma carga bem trabalhada de experimentalismo.

O grupo lançou recentemente suas primeiras faixas – disponíveis em stream no MySpace oficial. Abaixo, vocês podem baixar gratuitamente o primeiro single Come and go e conferir uma entrevista com Rafael Rocha – peça polivante do Wannabe Jalva, já que toca quase todos os intrumentos no grupo.

Coloque o download no seu site ou blog com o código abaixo

1 – Explica esse nome! Eu não saquei a expressão…o que significa “Jalva”?

Rafael Rocha: Jalva é um lugar, estado de espírito, que todos querem chegar. Nada é jalva e tudo quer ser jalva ao mesmo tempo. Era um nome que tinha que acontecer. Estávamos reunidos pensando nomes, pensando, pensando, sabe, naquele velho dilema que a grande maiorias das bandas deparam-se, o tal questão “NOME DA BANDA”. Estávamos todos reunidos, quando falamos nessa história de Jalva, um cometa passou no céu, todos viram, e o nome da banda ficou esse. Meio no freestyle, na loucura hahaha.

2 – Quando o grupo surgiu? Parece muito novo… Contudo as músicas são ótimas. Uma sonoridade madura. Como vocês alcançaram tão rápido esse resultado?

Rafael Rocha: Começamos a tocar juntos há um ano atrás, mais ou menos. Mas, antes disso, já éramos amigos e divídiamos uns palcos por aí. Então foi muito natural a gente querer fazer algo diferente juntos. O Tiago e o Felipe trampavam no mesmo lugar, uma produtora de áudio, estavam sem bandas na época, e começaram a registrar umas idéias perdidas, assim, pós-expediente. Eu também tava meio parado, quando um dia eles me mostraram essas idéias novas. Não deu outra, quando vi já tava tocando junto e dentro do projeto.

Depois de um tempo procurando bateristas e formulando os sons que estamos tocando hoje, chamamos o Paulista, que já havia tocado com o Felipe em algumas bandas.

Acho que todo esse tempo de composição, de conceitualizar o projeto, nos deixou com um som mais maduro. Foi algo bem natural, pois tivemos um tempo de composição e de muita conversa antes de gravar valendo.

3 – Como foi o processo de produção, e gravação destas três músicas?

Rafael Rocha: Estas músicas estavam quase prontas antes de entrar em estúdio de fato. Sempre tocávamos elas em ensaio, mas ainda não havíamos as definido perfeitamente. Na véspera de gravar as baterias, deu uma louca em cima da produção dos sons, e resolvemos mudar muitas partes e composições. Mas detalhe, o Paulista, não estava presente nessa mudança! Chegou na hora, no outro dia pela manhã, apresentamos as prés com várias partes novas e ele gravou na raça, no improviso mesmo, o que acabou por influenciar, para melhor, o resultado final da gravação.

O resto foi um processo bem experimental. Nos trancamos dentro da produtora de áudio que o Tiago e Felipe trabalham e experimentamos muitos pedais, efeitos malucos, entre outras coisas. Talvez esse lance de poder experimentar várias opções, acabaram por moldar o som e transformar ele no que é a Jalva hoje.

4 – Estas três primeiras faixas me lembraram um pouco a proposta de uma banda paulistana chamada Milocovik. Também senti uma energia semelhante a do Holger. Claro, cito estas referências pois quero contextualizar a música de vocês nacionalmente. Vocês gostam de quais bandas nacionais? E que outras referências estão presentes na música de vocês?

Rafael Rocha: Das bandas atuais brasileiras gostamos muito da Pata de Elefante, Hurtmold, Céu, Thiago Pethit, Superguidis, Burro Morto, Macaco Bong, Black Drawing Chalks, Lucas Santtana, entre muitas outras. O cenário brasileiro independente está vivendo uma fase riquíssima! Com bandas fazendo sons próprios originais, livres de pressões e rótulos…

Quando começamos a tocar o projeto, já tinhamos em mente uma direção de som que queríamos fazer, não conhecíamos o trabalho de bandas como Holger e Milocovik, depois de estarmos com os sons prontos, um grande amigo nosso, o Tatu, chegou e disse: “deem uma sacada no som dessa banda, a Holger. Acho que têm a ver com o que vocês estão fazendo”. Nós gostamos do som dos caras, mas acreditamos que seja uma outra praia do nosso, com outras referências. Vamos tocar com eles em Porto Alegre, no dia 22 de julho, no Beco, vai ser foda.

De influências diretas da Jalva, sempre ouvimos bandas como Queens of The Stone Age, Raconteurs, Foo Fighters, Jamiroquai, Led Zeppelin, Kiss, Red Hot Chili Peppers. E das bandas mais atuais, gostamos muito de Arctic Monkeys, Klaxons, Kings of Leon, Phoenix, Killers.

Toda essa mistura de influências vindas de fora, e distintas entre si, fez com que o som da Jalva se tornasse essa montanha russa de estilos que é hoje. E com certeza, nos leva a uma constante reformulação sonora. Algo constante, pois não gostamos de nos prender a um estilo de música apenas… O que vier tá valendo.

5 – Existe algum plano para um EP ou videoclipe em breve?

Rafael Rocha: Sim, a idéia é nunca pararmos de gravar. Um lance meio Jimi Hendrix com o Electric Lady hahaha. Quando tivermos mais umas 3 músicas gravadas, lançaremos um EP. Não sei de que maneira ele vai vir, fisíco, digital, não importa. Acho que isto será dentro de uns 6 meses, quando estas músicas dê agora já estiverem bem difundidas. Depois os planos, claro, é fazer um disco, com uma obra consistente.

Temos a vontade de gravar um video de “Come and Go” em breve, algumas idéias já estão aparecendo, mas não temos nada ainda no papel. Mas vai rolar, com certeza…

Sobre Christian Camilo

Jornalista, editor do Rock 'n' Beats, produtor cultural do Espaço MOG e fotógrafo. sites umafotopordia.com // www.instiga.com // @chriscamilo80 // @fiznocometa

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