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Entrevista: Holger fala sobre o primeiro álbum da banda, gravadora, topless e cutuca o Polvo Paul

Postado por Junior Passini. Posted in Entrevistas, Rock 'n' Beats

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Publicado em 15 julho, 2010 - Nenhum Comentário

Entrevista por Junior Passini e Luiza Borges.

O ano passado foi excelente para o Holger. Com o EP “Green Valley”, Pepe, Arthur, Rolla, Pata e Tché construiram um caldeirão musical com instrumentos como o banjo e o cavaquinho em meio à guitarra, bateria e baixo, além de abusarem de instrumentos de percussão, e se destacaram no Brasil e no exterior.

Além de duas turnês internacionais, o trabalho rendeu shows dividindo palco com Googol Bordello, Super Furry Animals e Dirty Projectors. Por fim, foram indicados em duas categorias no VMB, da MTV:  Revelação do Ano e Rock Independente.

Mas provando que são uma das bandas mais criativas e inventivas da atualidade, o Holger resolveu mudar tudo em 2010. Foram buscar o produtor Roger Paul Mason no Brooklin e as influências em todo tipo de música propícia para duas coisas: dançar e se embebedar.

As mulheres, rum e carnes de primeira linha continuam sendo inspiração para a banda, mas a ajuda do produtor com outra cabeça para a construção de novas canções foi primordial para o nascimento do álbum Sunga, da forma como cada integrante esperava.

Em entrevista ao Rock ‘n’ Beats, o Holger contou detalhes da concepção do primeiro disco da banda, adiantou que vai assinar com uma gravadora independente, comentou a repercussão do single Let’em Shine Below, prometeu explodir mais amplificadores no show de sábado em Campinas, e por fim mandou um recado nada amigavel ao Povo Paul, o grande destaque da Copa do Mundo de 2010, ao lado de Larissa Riquelme e Felipe Mello.

::: Confira a entrevista abaixo! :::

Baixe o Single Let’em Shine Below, do primeiro álbum do Holger (Sunga)!

Rock ‘n’ Beats: agora que o álbum (Sunga) está pronto, você podem dizer que o resultado ficou da forma como esperavam? Qual é a opinião da banda sobre o disco?

O disco sem dúvidas ficou melhor do que esperávamos. Investimos em um “buraco negro”. Quando começamos a gravar não tínhamos idéia do que esperar dele, um produtor que não conhecíamos, músicas novas, pouca verba mas muito tesão. Sabemos que fizemos o disco que queríamos, o disco que registra nossas vidas, bebedeiras e mulheres.

Aproveitem e falem um pouco da escolha do Roger Paul Mason para produzir o disco e de que forma ele influenciou nesse novo trabalho.

Roger: gringo, do Brooklin. Não queríamos uma pessoa que tivesse as exatas influências que a gente tem. O Roger cresceu em outro ambiente, ouvindo outras coisas. Um verdadeiro especialista em estrutura pop, que faz trilha sonora para cartoons japoneses e sintetizadores para o Fantomas.

Era o cara que a gente precisava, e ele queria esse trabalho. A gente se matou e ele também, era o disco das nossas vidas e da vida dele; a gente morou com ele, dormiu com ele, bebeu com ele, comeu com ele. Ele conheceu nossas famílias, discos brasileiros, cachaça e nos mostrou o Brooklin. O disco é nosso e dele.

E quais foram as maiores influências musicais para o Sunga?

Proto-axé, afrobeat, dance hall, cúmbia digital, coletâneas caribenhas, indie rock antigo e novo, Starway to Heaven e Rush. Sem falar do rum, cachaça e mulheres.

Holger e a uma das inspirações do novo álbum: uma Miss

Além da música,  rum e mulheres, o que costuma influenciar no trabalho da banda?

Drogas e carne.

O álbum deve sair em setembro. Como a banda pensa em fazer o lançamento oficial? Vocês vão disponibilizar pela internet ou estão com outra estratégia em mente? Algum contato com selos e gravadoras? Qual é a forma mais eficaz, na opinião de vocês?

O disco sai no formato físico em CD e vinil, mas também o disponibilizaremos na internet. Já fechamos um contrato com uma gravadora independente que deve ser divulgado nos próximos dias.

Quanto ao formato mais eficaz…é muito mais pratico baixar um disco, mas é muito mais legal compra-lo fisicamente. Difícil dizer.

“Let’em Shine Below”, o primeiro single do álbum, teve uma boa repercussão, além de criar uma expectativa grande para o álbum completo. Como acham que será a aceitação do público nos shows, com uma apresentação predominantemente de novas músicas?

A gente já toca parte das músicas que estão no Sunga há mais de um ano, então não sei se haverá uma enorme diferença. Lógico que tem músicas que quase não tocamos como a própria Let’em Shine Below…Se estivermos curtindo já atingimos o que gostaríamos, espero que o público tenha a mesma reação.

Baixe o Single Let’em Shine Below, do primeiro álbum do Holger (Sunga)!

E o clipe da música, já está pronto? Quando será o lançamento?

O clipe já está gravado. Falta agora editar e dar uns toques finais nas cores, etc. Em poucas semanas deve estar no ar.

Com o disco sendo lançado oficialmente em setembro, isso quer dizer que uma turnê pelo país só a partir dessa data ou já planejam algo antes?

Tocamos em qualquer lugar que nos quiser, basta escrever para holgerhills@gmail.com e acertamos os pormenores. Não temos nenhuma turnê em vista por enquanto, talvez depois do lançamento do disco role alguma coisa do gênero. Quem sabe?

Sobre o show de sábado no Rock ‘n’ Beats, em Campinas, com o The Name, vocês acham que as músicas do novo álbum funcionam melhor ainda ao vivo?

Se não rolar topless, deu tudo errado.

Ano passado vocês tocaram na festa e o show foi explosivo -- explodiu até o Amp do Christian, do Instiga…hahaha. Tem como melhorar?

Tem, ainda sobraram outros amplificadores para explodir.

Vocês vão trazer algo exclusivo de São Paulo para os fãs que forem na festa, sábado. Podem falar mais o que vão trazer só para quem assistir ao show, no Bar do Zé?

Sim, levaremos 30 cópias limitadas do nosso single Let’em Shine Below e junto com ele estará uma versão de Geneçambique (última do disco) que nosso produtor fez pra gente. Espero que gostem!

Pra finalizar, a Espanha mereceu ser campeã ou vocês também estavam torcendo pro Uruguai?

Rolla: torceu pra Gana e hoje chora, mas dança após o gol.

Pata: filho do Lugano, torci para o meu Pai; afinal ele me ensinou a ser homem.

Arthur: Alemanha é futebol arte.

Pepe: Felipão é verdão, pau no cu da seleção

Tché: depois que o Brasil foi embora não torci mais pra Copa.

*** PS: Polvo Paul, seu cuzão: http://www.octopusgirl.com/ [NSFW]

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