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Descobertas N#29 – Visitantes

Postado por Christian Camilo. Posted in Descobertas

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Publicado em 23 julho, 2010 - 2 Comentários

Em muitos contextos classificamos pessoas de “Visitantes“. Em alguns contextos eles são bem vindos – como amigos que nos visitam em casa por exemplo. Em outros casos os Visitantes podem ser desde um time e sua torcida ou um sujeito estranho não convidado. A natureza de um visitante pode ainda ser ao mesmo tempo estranha e íntima – como quando recebemos um familiar ou parente distante que só tem o mesmo sangue e o sobrenome em comum.

A banda paulistana  chamada Visitantes poderia ser uma dessa figuras que chegam na nossa casa com o duplo aspecto – o da intimidade e o da estranheza. O primeiro por se tratar de uma banda de rock  – um quarteto com baixo, duas guitarras e bateria.  Até aí tudo normal, como um bom terninho ou ‘ropinha para ir bonito na casa da tia’. Contudo a personalidade é um caso a parte – a visita dos Visitantes muda as coisas de lugar.

A banda tem uma forte atitude experimental. É fácil criar uma conexão com os Mutantes (que foram os primeiros “Visitantes” no sentido mais marcante do termo). E outra impressão pessoal que tenho é que o  Syd Barret (fundador do Pink Floyd) gostaria muito do som dos caras.

Os Visitantes lançaram ano passado seu primeiro álbum, chamado “Na brasa fugaz da cana queimando”. Conversei com a banda (Fábio, Sabão, Dods e Tika) para saber um pouco mais sobre seu trajeto até este momento: o álbum, a parceria com Hélio Flanders (Vanguart) e sobre o futuro.

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1 – Por que “Visitantes”??!

Fábio: Porque é um nome sonoro, estradeiro e a gente ganha um monte de mídia espontânea, começando pela portaria do meu prédio!

2 – Qual a relação de vocês com Campo Grande? E como surgiu a relação com o Hélio Flanders?

Fábio: Campo Grande é uma graça de cidade, que nunca tem engarrafamento. Bem, quase nunca… Tocamos lá ano passado na Bigornada e foi foda, aliás Letz, queremos CG de novo esse ano, aêê! Foi muito massa ir pra lá, foram 12 horas de carango saindo da Pauliceia, movido a Desert Sessions, bolacha Bono e biscoito de polvilho.

Já a fita com o Helinho vem de quando o Vanguart aportou em Sampalândia em 2007, os caras moraram com nosso batera por uns tempos e são parceiros de estrada, tanto que ganhamos uma resenha do Hélio pro nosso álbum “Na brasa fugaz da cana queimando” e subimos no palco com os caras em fevereiro num tributo aos Beatles. Montamos também uma lendária Federação de Futebol de Botão, que já foi tema de matéria da Trama. Ultimamente a cartolagem comeu solta e faz tempo que não libera a verba, mas parece que a próxima temporada tá sendo negociada com transmissão ao vivo. Vai ser fino. Nosso batera é o atual bicampeão. E eu sou o atual lanterna.

3 – O primeiro álbum de vocês, “Na brasa fugaz da cana queimando”, foi lançado ano passado. Um disco de rock que pode ser classificado como experimental. Como vocês enxergam esse trabalho hoje em termos de influências e referências?

Fábio: Eu vejo “Brasa Fugaz” como um agradável sopão de Pixies com Mutantes. O próximo disco vai ser um Nirvana com Secos e Molhados, aguardem!!

Sabão: “Na Brasa Fugaz…” são as nossas músicas mais brasilianas, criamos a maior parte das músicas pela nossa referência de viagens de turnês, conhecendo cidades de vários Estados do país. É experimental sim, porque demos muitos rolês em lugares diferentes e experimentamos todos eles. Este CD é dedicado a todas as pessoas de todas as cidades que conhecemos e São Paulo é o início de tudo isso.

4 – E como foi a produção deste primeiro álbum de vocês?

Fábio: Foi gravado no talo pra soar pop e barulhento, daí as bateras marcadonas, as guitas dobradas e aí vai. No final ficou uma cara meio Nevermind, meio Everclear, graças ao trabalho do Jander.

Sabão: A pré-produção foi do Douglas Godoy (Vanguart), no Estúdio FC. Arrematamos no Estúdio Ferradura, com a produção de Jander Antunes. “Na Brasa…” foi produzido, mixado e masterizado pelo grande Jander “Cavalo” (que também trampa com o Cachorro Grande). É um álbum com músicas recheadas de momentos da música, de Chuck Berry até nomes do rock brazuca de hoje.

Fábio: Como Porcas Borboletas, por exemplo. E tem também referências à Abrafin e ao Stanley Kubrick.

5 – Qual o próximo objetivo de vocês? Algum videoclipe vem por aí ou quem sabe algum single?

Fábio: Hoje em dia, em pleno 2010, estamos num lóve com a metrópole. Nosso atual set é portátil e cabe na rua, em pontos de táxi, viadutos, terraços e lojas, além do show tradiça no palcão, contratável a preços módicos. Enquanto digitamos esta entrevista por e-mail, eu e Sabão estamos surfando na néti pra divulga do nosso próximo show, um pocket na FNAC Paulista dia 15 de julho, grátis, a partir das 19h. Sampa será pano de fundo do primeiro vídeo-clipe de “Na Brasa Fugaz da Cana Queimando”, em pré-produção. Comendo pelas beiradas man. Com a palavra, nosso bicampeão de botão:

Thika: Confiram o making of do programa Música de Bolso . Gravado com câmera de celular. Brasilzão bonito! Óxente!

Visitantes em uníssono: UM SUPERBEIJO DOS VISITANTES!

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Visite, conheça e escute: www.tramavirtual.com.br/visitantes ou www.myspace.com/visitantesbr

Sobre Christian Camilo

Jornalista, editor do Rock 'n' Beats, produtor cultural do Espaço MOG e fotógrafo. sites umafotopordia.com // www.instiga.com // @chriscamilo80 // @fiznocometa

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2 Comentários

Existem atualmente 2 Comentários no Descobertas N#29 – Visitantes. Deixe seu comentário

  1. Hahahaha essa foto é du caraio

  2. [...] This post was mentioned on Twitter by Visitantes, Visitantes and Christian Camilo, Christian Camilo. Christian Camilo said: Alá @visitantesbr RT: @rocknbeats: Descobertas N#29 – Visitantes http://bit.ly/bRkzyl [...]

  3. Curti! Agora fiquei ansiosa pra ver esse esquema “Nirvana com secos e molhados”.

    Bacana!

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