por Tainá Hernandes
Formada por: Tássio Carneiro (guitarra, violão e teclado); Giovani Cidreira (vocal e violão); Caio Araújo (baixo); Maicon Charles (bateria) e Filipe Cerqueira (Percussão e Flauta), a Velotroz surgiu “como a maior parte das bandas: da vontade comum de amigos em fazer música.”
O nome da banda veio de uma aula de história na escola, quando o professor comentou que tinha um velotrol. Tássio, que já estava atrás de um nome de banda para tocar com Eric (ex-tecladista da banda), acrescentou o z e anotou no fundo do caderno. Estava decidido.
Com uma demo e um EP, Parque da Cidade, no currículo, a banda está gravando agora o seu primeiro cd -- com previsão de estréia no final do ano. Suas principais influências? “O rock clássico e a música popular brasileira dos anos 70″.
Sobre a experiência de fazer rock em salvador e os novos projetos, a banda conversou com a gente.
Como surgiu a banda?
Foi no início de 2007. Tássio e Eric se conheciam do colégio e queriam tocar juntos. Ao mesmo tempo Danilo, Jeferson, Giovani e Caio também queriam montar uma banda. Danilo e Jeferson já haviam tocado com Eric em outra banda, chamada Platô. Resolvemos nos juntar todos então, e estava formada a Velotroz. Hoje Eric, Danilo e Jeferson já não fazem mais parte da banda. Maicon assumiu a bateria há alguns meses e as coisas estão fluindo muito bem com ele.
Como funciona o processo de composição da banda?
Como quase todo mundo compõe na banda, o processo de cada um é bem particular. Geralmente alguém chega com uma canção pronta e apresenta aos outros. Daí o que gente faz junto é estruturar aos poucos os arranjos. Teclado, guitarra, baixo, bateria etc… Vez em quando, por acidente, rola uma parceria.
A cena de rock em salvador está crescendo cada vez mais, como vocês sentem isso?
É um sentimento ambíguo. Ao mesmo tempo em que somos esperançosos e ficamos felizes por ver as coisas melhorando, ainda que muito lentamente, ficamos também um pouco frustrados por perceber que esse crescimento se deve a ação de alguns de poucos, e não de uma força coletiva. Não sei nem se podemos falar de uma cena de rock em Salvador, porque o que realmente temos visto é o reconhecimento de algumas bandas por esforço e méritos próprios e não pelo fortalecimento do cenário local. Ultimamente temos vivenciado iniciativas interessantes, mas ainda muito pontuais e isoladas. Ainda temos muito que melhorar, transformar essas pequenas ações em algo mais forte e profissional.
Há mais espaço para tocar e mais incentivo para as bandas independentes?
Espaço para tocar sempre foi um problema em Salvador. Esse ano perdemos mais uma casa de shows, a Boomerangue, onde as bandas locais costumavam se apresentar com freqüência. Está cada vez mais difícil, porque espaço até há, mas normalmente eles não possuem estrutura adequada para comportar as apresentações. Acústica, equipamentos, nada. É comum que as bandas fiquem responsáveis por tudo: desde arranjar os equipamentos até a venda dos ingressos. O resultado quase sempre é um som de qualidade abaixo do desejado, até porque, nem todo mundo possui PA’s e bateria e às vezes fica difícil alugar por um bom preço. Isso acaba desestimulando muita gente, nem toda banda tem condições de organizar um evento sob essas condições. As coisas ainda funcionam num esquema muito faça-você-mesmo, não existem muitos produtores ou profissionais interessados.
Como vocês sentem o público em salvador?
É um público pequeno quando comparado com a quantidade de habitantes e o potencial da cidade. Mas é um público fiel, porque não existem muitos atrativos em um show de rock em Salvador além da música. Não fazemos parte de uma grande indústria de entretenimento (como acontece, por exemplo, em eventos de axé ou no carnaval) e praticamente não temos festivais ou grandes atrações por aqui. Quem está ali, assistindo o show, está porque quer e gosta. Pensar nisso é confortante, faz bem saber que aquelas pessoas saíram de suas casas apenas para prestigiar sua música. E existem também as pessoas gostariam de estar ali também e não estão, porque a falta de estrutura acaba prejudicando quem, por exemplo, mora longe e depende do transporte público ou quem ainda não tem idade suficiente para freqüentar os locais onde costumamos nos apresentar. Entendemos as dificuldades desse público também, e é por isso que nos preocupamos em oferecer nosso trabalho na internet, através de vídeos, disponibilizando nossas músicas para download, mantendo um blog e o myspace sempre atualizado.
Existe colaboração entre as bandas daí?
Todas as bandas de rock de Salvador, independentes de seu estilo, sofrem praticamente os mesmos tipos de problema. Então é natural que as bandas se aproximem, porque unidos é bem mais fácil conseguir as coisas. Existe sim muita colaboração entre as bandas locais, ela vem dessa vontade de ver a cena da cidade melhor. Isso é uma coisa boa, porque muitas iniciativas surgem justamente dessas uniões e isso acaba impulsionando também outras bandas e assim vamos fortalecendo todo o cenário. Ao mesmo tempo, é uma coisa um pouco triste, porque acabamos sendo mais unidos pelas adversidades em comum que por outras afinidades. Entre essas bandas em particular -- Weise, Velotroz e Você me Excita -- existe uma cooperação mais intensa por conta da amizade e identificação. Temos feito alguns shows juntos e é bacana porque são sons totalmente diferentes, dando ao público a oportunidade de conhecer uma variedade muito boa de bandas de uma mesma geração.
Quais são próximos planos da banda? Pretendem tocar em outros estados?
Estamos procurando um novo guitarrista, para consolidar a nova formação da banda depois da saída de Danilo e Jeferson. Estamos pensando, repensando e amadurecendo nosso som e ao mesmo tempo, compondo e preparando nosso CD, o primeiro independente da banda (anteriormente tínhamos produzido uma Demo e um EP, o Parque da Cidade). O CD deve ficar pronto no fim do ano e quando ele estiver finalizado vamos começar a tocar por aí para divulgá-lo o máximo possível. Adoraríamos quebrar as barreiras locais e tocar também em outros estados e estamos trabalhando para isso. Já começamos a fazer bons contatos fora da Bahia e planejamos ir à São Paulo no fim do ano, se tudo der certo.
Como a internet ajuda a banda no processo de divulgação e gravação?
A internet é fundamental para qualquer banda hoje em dia, esteja ela perto de algum eixo cultural mais forte ou não. Muitos dos artistas da atualidade começaram assim, não faltam exemplos nacionais e internacionais. Entendemos a internet como uma ferramenta importantíssima em todos os processos da banda. Ela assume um peso ainda maior quando pensamos na divulgação: é através da internet, principalmente, que as pessoas têm acesso a nossa música. Apesar de sermos apenas uma banda independente, procuramos ser os mais profissionais possíveis com a qualidade do nosso trabalho. E tentamos manter essa preocupação não apenas quando compomos, mas também na divulgação da nossa banda. Usamos todas as ferramentas possíveis disponíveis na internet para manter uma boa comunicação com o público: youtube, myspace, twitter, orkut, flickr… pensamos e produzimos em todos os formatos possíveis, para que nossa música chegue cada vez mais longe.
Vocês vivem de música ou trabalham/estudam?
Viver de música? Não, não dá para viver só de música ainda. Todos estudamos e temos outras atividades paralelas à banda.















agosto 9, 2010 às 00:50
[...] This post was mentioned on Twitter by Rock 'n' Beats and Tainá Hernandes, Tainá Hernandes. Tainá Hernandes said: Apresentando: Velotroz – banda soteropolitana fala sobre novos projetos e seu primeiro álbum http://bit.ly/dB7qyY via @AddToAny [...]
agosto 13, 2010 às 00:10
Velotroz
Num caminho chamado SUCESSO
Então, Vamos continuar caminhando….
Sempre