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Ouça mixtape e leia comentários das 10 melhores canções dos Beatles segundo a Rolling Stone

Postado por Izadora Pimenta. Posted in Rock 'n' Beats

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Publicado em 27 agosto, 2010 - 1 Comentário

por Izadora Pimenta e Marina Bastos

Do imenso catálogo musical dos Beatles, é muito difícil eleger quais seriam as melhores canções. A flexibilidade e a crescente evolução musical dos garotos de Liverpool, com seus yeah yeah yeahs e power chords, ou com suas letras profundas e melodias trabalhadas, permitem que várias pessoas, de diferentes gostos musicais, consigam encontrar ao menos alguma que lhes agradem. E este é o grande motivo que dita o porquê de a banda ser tão respeitada e idolatrada no meio musical.

Mas a Rolling Stone americana, que já elegeu as 500 Melhores Músicas de Todos Os Tempos, resolveu abraçar a causa, elegendo as 100 Melhores Músicas dos Beatles em homenagem ao aniversário de 40 anos do álbum Let It Be, de 1970.

A lista completa, que conta com uma introdução de Elvis Costello, só confere quem adquirir uma edição de colecionador, que ainda contará com depoimentos de Paul e John falando sobre as suas faixas favoritas, uma reportagem sobre o trabalho de George Harrison como guitarrista, entre outras coisas.

Porém, com as 10 mais divulgadas no site da revista, o Rock ‘n’ Beats aproveitou para comentar faixa por faixa, e também para disponibilizar uma mixtape com estas pérolas.

Confira a lista comentada:

10ª – While My Guitar Gently Weeps

While My Guitar Gently Weeps, como toda pérola de George Harrison, foi subestimada por Paul McCartney e John Lennon. Mas logo depois eles perceberiam que a “guitarra que chora”, tocada por Eric Clapton, transformaria a sua melodia em uma mensagem universal e em um dos clássicos do indiscutível White Album.  Sua letra é toda inspirada nas sabedorias do I Ching e todas essas manias transcendentais de Harrison… Mas, sinceramente, quem consegue focar na letra?

9ª – Come Together

Come Together foi escrita por John Lennon em 1969, e foi originada a partir do slogan de duplo sentido da campanha de Timothy Leary para governador da California:  “Come together, join the party”. Lennon, sabendo que Leary era um grande entusiasta e estudioso das drogas, se inspirou na frase para escrever a música que compõe o disco Abbey Road. Acredita-se que os versos descrevem os Beatles, sendo “one holy roller”, George; ” the monkey finger”, Ringo;  “one spinal cracker”, o próprio Lennon e  “got to be good-looking ’cause he’s so hard to see”,  Paul. Mas há também a teoria de que Lennon escreveu uma sátira irônica em relação a sua própria pessoa.

8ª – Let It Be

Let it Be, que intitula o último disco dos Beatles, foi o último single lançado enquanto a banda ainda estava na ativa, em 1970. A música, escrita por Paul McCartney, foi inspirada em um sonho que ele teve sobre a sua falecida mãe. Por isso,  os versos iniciais: “When I find myself in times of trouble, mother Mary comes to me, speaking words of wisdom, let it be.”  Linda McCartney, primeira esposa de Paul, gravou os backing vocals. A música conta também com o orgão de Billy Preston, além do fantástico solo feito por George.

7ª – Hey Jude

Hey Jude foi composta por Paul McCartney em 1968, como uma forma de confortar Julian Lennon, filho de John, sobre o divórcio de seus pais. A música foi lançada apenas como single, mas posteriormente entrou no Past Masters II. Com mais de 7 minutos de duração,  é a música mais longa a alcançar o topo das paradas britânicas. Seu título original era Hey Jules, mas Paul resolveu trocar por Jude por ser sonoramente mais agradável. John acreditava que a música tinha muito mais a ver com ele do que com seu filho, especialmente em relação ao verso “take a sad song and make it better”, que significava, subconscientemente, que Paul queria que ele fosse em frente com sua vida, mas que, em seu nível de consciência, era contra John trocar Cynthia Powell por Yoko Ono.

6ª – Something

Considerada uma das melhores canções de amor de todos os tempos, com um dos melhores solos de guitarra da história da música, está presente no lendário álbum Abbey Road, de 1969. Composta por George Harrison em homenagem a sua primeira esposa, Pattie Boyd, é a segunda canção mais regravada dos Beatles (perdendo apenas para Yesterday). Mas, para o azar de George, ela não foi o suficiente para Pattie não o trocar por Eric Clapton, que, por sua vez, escreveu a impotente Layla para a moça.

5ª – In My Life

In My Life foi composta por John Lennon e Paul McCartney, em 1965, para o disco Rubber Soul.  Originalmente, era um longo poema que John havia feito sobre sua infância em Livepool, falando sobre os lugares da cidade. Mas Lennon desistiu da idéia, achando que se parecia com uma “versão ridicula de uma viagem de ônibus”, e, com a ajuda de Paul, regravou com os versos conhecidos. O belíssimo piano que compõe a base e o solo é inspirado em Johann Sebastian Bach. Acredita-se que alguns dos versos da canção seja sobre o grande amigo de John e primeiro baixista dos Beatles, Stuart Sutcliffe, como em “some are dead and some are living, in my life I love them all”, uma vez que Stu morreu em 1962.  A música ganhou importantes covers como o de Johnny Cash, Ozzy Osbourne e Keith Moon.

4ª – Yesterday

A melodia de Yesterday também nasceu a partir de um sonho de Paul McCartney, e não tinha lá muito a ver com as canções que a banda fazia no início da carreira, marcada pela loucura da Beatlemania e pelas letras adolescentes cheias de “yeahs”. Por isso, quase acabou ficando fora de Help!. Mas o destino é que lhes respondeu se a coragem foi certeira: A música é, simplesmente, a mais regravada da história da música. E mais: Existem milhares de interpretações para seu significado. Figura também a lista da Rolling Stone das 500 Melhores Músicas de Todos Os Tempos, na 13ª posição.

3ª – Strawberry Fields Forever

Strawberry Fields Forever é outra pérola escrita por John Lennon. Foi lançada no Magical Mystery Tour, de 1967.  O jardim do Exército da Salvação de Liverpool era chamado de Strawberry Field, e por ser próximo à casa em que John morava na infância, ele costumava brincar no local.  A canção, lançada em single junto à Penny Lane de McCartney, é uma lembrança e homenagem às suas vidas em Liverpool. A música recebeu excelentes críticas quando lançada, como a da revista Time, que disse que ela continha uma  “inventividade impressionante”, pela forma com a qual a composição é estruturada, uma vez que John, não safisfeito com as gravações, quis juntar dois takes diferentes da música ao mesmo tempo, o que era considerado quase impossivel na época. A música nomeou o Strawberry Field Memorial, construido no Central Park, em Nova York, em frente ao Edificio Dakota, local no Lennon morava e foi assassinado, e seus fãs levam flores e cartas para o local até hoje.

2ª – I Want To Hold Your Hand

Quando I Wanna Hold Your Hand surgiu, explodiu porque a maioria das garotas da época piravam ao ver quatro garotos bonitinhos cantando músicas de amor. Foi o grande marco da Beatlemania, na qual John, Paul, George e Ringo, garotos simples de Liverpool, tiveram de aprender na marra que, dar sopa por aí, só em Museu de Cera. I Wanna Hold Your Hand é uma fórmula mágica, é a combinação de uma letra de música inocente com a mania do yeah yeah yeah (iê iê iê, em bom e velho português), que representava o rock ‘n’ roll, o pesadelo de qualquer pai dos anos 60. Ganhou até mesmo uma versão em alemão da própria banda, além de ocupar a 16ª posição da lista de 500 Melhores Músicas de Todos Os Tempos da Rolling Stone.

1ª – A Day In The Life

A Day In The Life conquista o primeiro lugar da lista por ser um caso épico. É a fusão de duas letras de música – uma feita por John Lennon, inspirado em uma série de notícias do Daily Mail, e outra por Paul McCartney, que, simplesmente, contava um dia na vida de alguém. Com várias apologias à drogas como maconha e LSD, acabou sendo banida das rádios inglesas na época. George Martin chegou a descrevê-la como um “orgasmo orquestrado” – e, se ele estivesse errado, a música não estaria aqui, certo?

Sobre Izadora Pimenta

Estudo jornalismo e tenho um vício grave em informação. Contato: izadora@rocknbeats.com.br

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