
Um Brandon Flowers que produziu três álbuns totalmente diferentes para o The Killers não poderia ser um Brandon Flowers que repete fórmulas quando segue em carreira solo.
Há cerca de cinco meses, um misterioso relógio no site da banda fazia uma contagem regressiva. As especulações foram as mais diversas e ninguém esperava pelo o que viria. Sem muitas informações, o site apenas anunciou que Brandon gravaria um disco solo.
Foi instaurado o caos entre os fãs da banda. “The Killers acabou? Vai acabar? E agora?!”, perguntavam-se. Mas bastou uma entrevista para nos acalmar e, aí sim, comemorarmos a vinda desse disco.

O debut Flamingo lembra sim The Killers. Afinal, é um disco do frontman da banda e algumas músicas eram, de fato, b-sides de Day & Age (2008). Porém, além de conseguir identificar o Hot Fuss (2004) e Sam’s Town (2006), é possível ver um Brandon renovado, que traz uma pegada country e gospel com o já conhecido indie rock dos matadores.
A faixa que abre o disco, Welcome To Fabulous Las Vegas, nos mostra como seguirá Flamingo: uma história de amor de Brandon pela sua cidade natal. “Traga os seus sonhos, suas dores de cabeça e seus pecados. Las Vegas, ninguém te contou que essa é a casa que sempre ganha?”, questiona no refrão. Já Only The Young tem um quê de Hot Fuss, mas sem toda aquela eletricidade e guitarras, substituídas pela calmaria do teclado de Brandon.

Em Hard Enough, o backing vocal de Jenny Lewis aquece a frieza da faixa anterior e começa a apresentar o country do disco, reforçado por Jilted Lovers and Broken Hearts, uma das mais viciantes de todo Flamingo.
Brandon Flowers — Hard Enough (Feat. Jenny Lewis)
Imagine o cenário: são cinco horas da manhã, você acabou de sair do bar para curar seu coração partido. Aí você liga o rádio e começa aquela música que toca o fundo da alma. É assim que poderia descrever Playing With Fire, a faixa sedutora de Flamingo. Seis minutos se passam, e então a emotiva faixa dá lugar à animada e ótima Was Something I Said?.
Já estamos no final do disco e Magdalena vem para comprovar que Brandon realmente criou outra fórmula para seu debut solo. Se ele tivesse aquele sotaque característico do Texas, essa faixa poderia ser um retrato dos anos 50.
Ao ouvir Crossfire, o carro chefe do disco, tem-se a impressão de um revival de When You Were Young, single de Sam’s Town, só que modificada para se adequar à genialidade de Flamingo.
Brandon Flowers — Crossfire
The Killers — When You Were Young
E onde encontramos influências gospel é na belíssima On The Floor, com um coral que arrepia no refrão. E, então, Swallow It fecha Flamingo de forma espetacular.
Um disco que vicia e que supera as expectativas. Até agora essa é a melhor frase que consigo pensar para descrever Flamingo. Brandon Flowers mostrou, novamente, que conquistou seu posto como músico, e não somente como vocalista de uma banda de sucesso.














setembro 7, 2010 às 18:04
[...] Brandon Flowers não para. Depois de lançar Flamingo, que resenhamos, e fazer uma aparição na TV divulgando o álbum, o primeiro single -Crossfire-, chegou ao topo da [...]
setembro 15, 2010 às 22:37
Ótima crítica…
Tem previsão de venda no Brasil??
setembro 29, 2010 às 14:29
Fui transportada!!! é fantástico, introspectivo, e sim ele fala muito de Deus, é uma grande reflexão.
dezembro 9, 2010 às 12:52
Muito bom o CD mesmo….ele consegue remontar ao The Killer mas de maneira nao melhorada,mas com mais sentimento emoçao e intensidade