
Pélico compôs a trilha para o último dia de um homem sem juízo e, no final das contas, encontrou o sujeito. Ele se chama Rafael Castro, verborrágico e cafajeste, sensível como poucos que se propõem a escrever sobre o amor nos termos que o amor escreve. E cantar isso com sinceridade.
Certo dia, o Myspace resolveu uni-los. Ambos compositores se assanharam, cada qual com o trabalho do outro, e a vida e os perrengues acabaram juntando os caminhos de Pélico e Rafael Castro, além d’Os Monumentais Filipe Franco e o antigo baterista Willian Bueno, que há pouco cedeu as baquetas, ainda estepes, para Ítalo Ribeiro, do Fast Food Brasil.
Pélico, que lançou seu primeiro e solitário disco em 2008, requisitou os serviços grooviados d’Os Monumentais para alguns de seus shows e essa parceria, que rende potência e beleza, vem se repetindo e se repetindo e se repetindo. O Rock’n Beats bateu um papo com os moços para saber como tudo isso começou, os planos para o futuro e, claro, como andam as gravações para os próximos lançamentos.
Seu disco “O último dia de um homem sem juízo” possui uma sonoridade bastante complexa, são vários instrumentos sassaricando em momentos diferentes. Como você trabalha isso ao vivo?
Pélico: No começo o baterista (Loco Sosa) levava laptop e ipod pra disparar esses instrumentos. Conseguia reproduzir a sonoridade do disco num show. Mas com o tempo fui desancanando disso. Comecei a sacar que o show ficava amarrado, porque tínhamos que tocar com click e tal. Hoje prefiro que o show tenha uma sonoridade diferente do disco.
Conhece o som d’Os Monumentais há tempos? Como aconteceu essa aproximação?
Pélico: Conheço os rapazes desde de 2007, se não me engano. Nos conhecemos pelo MySpace. E, pra mim, foi paixão a primeira ouvida! Logo rolou uma afinadade, aí começamos a trocar umas idéias, depois mãozinha na cintura, olhos nos olhos, juras de amor… (risos)
E você, Rafael, como conheceu o trabalho do Pélico? Foi um xaveco demorado até começarem a tocar juntos algumas vezes?
Rafael Castro: Lembro de ter visto um ventilador azul no Myspace escrito “Pélico”, clicar pra ouvir e achar foda. Curti demais a sonoridade e quis levar uma prosa logo de cara. Chegando em São Paulo, em 2008, nos trombamos num show de alguém, dei pra ele um pré-mix do “Amor, Amor, Amor”, depois começamos a frequentar um o show do outro e brincar com algumas canções, participando aqui e ali. Portanto, foi um xaveco demorado, mas com um excelente timing.
Vi vocês tocando juntos no festerê do Apê 80 e na Livraria da Esquina, e parece que a sintonia acontece não apenas nos acordes, mas rola uma sinergia, há diversão no meio daquilo tudo. O que esperar da próxima vez que Pélico e Monumentais estiverem no mesmo palco? Já existe uma previsão para este novo encontro?
Pélico: Já fizemos vários shows juntos, e sempre são muito intensos. Eles dão uma sonoridade mais rock pro show, que eu adoro. Fora que é diversão garantida. Não temos nenhum outro show marcado. Mas num próximo, é certo que vamos aumentar o repertório.
Rafael Castro: Eu acho incrível essa sintonia. Apesar das nossas sonoridades partirem pra lados diferentes nas gravações, no palco as intenções são muito parecidas (beber!). Compartilhamos dum comportamento leve, divertido, descompromissado e isso dá um gás danado na hora de tocar. Pélico e Os Monumentais, numa próxima vez, será a surpresa e o improviso de sempre, qualquer coisa pode acontecer. Ainda não temos um ataque em conjunto programado, mas logo pinta.
E o que podemos esperar dessa parceria para o futuro?
Pélico: Rafael Castro e eu temos um projeto de show só com músicas de amor, e só para mulheres. Repito, só para mulheres. Homens não entram. (risos). Acho que essa é a nossa nova presepada.
Rafael Castro: Rapaz, já tentamos várias vezes nos sincronizar pra até gravar alguma coisa, excursionar juntos, Rafael Castro e Pélico usando Os Monumentais como banda de apoio, essas coisas. Daí, talvez pela distancia com a capital, e todos os contratempos, ainda não conseguimos levar nada adiante, mas a idéia sempre esteve aí. Qualquer hora dessas a gente se concentra, deixa a preguiça de lado e faz acontecer.
Pélico, no seu último show você tocou uma música nova, se não me engano chamada “Recado”. Ela estará no novo álbum? Aproveitando, como está o processo desse disco, já há previsão de lançamento?
Pélico: Sim, a música “Recado” estará no próximo disco. Tô na reta final do novo álbum. Acho que daqui um mês o disco vai pra fábrica, só não sei se vou lançá-lo ainda este ano.
Bom, Rafael, você está tocando também com a Tulipa e outros músicos. Como está essa vida de compor aqui, tocar com outro pessoal ali, ensaiar com os Monumentais, marcar shows pra banda?
Rafael: Está sendo ótimo, né. É bom concentrar energia musical em outras coisas. Assim eu paro um pouco de gravar músicas compulsivamente e lançar disco a perder as contas. De vez em quando junta show meu, da Tulipa, do Pélico, participação em rádio, em TV, divulgações, agendamento e tudo é cansativo, mas é uma baita experiência massa. Constrói e, sobretudo, diverte. Tem uma porção de músicos por aí que tocam em cinco ou seis projetos. Eu ainda estou engatinhando nessa de multifuncionalidade. Neném.
Bicho, você está com o disco “Aquele Embalo” praticamente pronto, é cheio de baladas e solos bem construídos. Como está o plano para o lançamento desse disco?
Rafael Castro: Oras! isso é um SEGREDO ABSOLUTO, meu!
















outubro 13, 2010 às 01:40
hein?? hum…
outubro 19, 2010 às 00:01
hahaha! massa.