Carl Barât – Carl Barât
Desde 2008 sem lançar material inédito, Carl Barât resolveu seguir o seu sonho de carreira solo, comentava sobre isso desde 2004, quando o Libertines ainda estava junto. Biggles, como é conhecido pelos fãs de sua primeira banda, já afirmou que esse pode ser seu último trabalho como músico, já que pretende voltar a ser ator, como fazia antes de conhecer Pete Doherty, em 1997, mas como o disco foi lançado por um selo criado por ele é possivel que ele mude de idéia.
Neste trabalho homonimo, Barat faz algo mais maduro que seus registros anteriores. O som é mais limpo que o do Libertines ou do Dirty Pretty Things. E sua capacidade vocal (Carl começou a cantar por acaso, quando Doherty não apareceu em um show) melhorou bastante também. O disco parece ser uma ruptura em relação as suas duas bandas, mais adulto e com letras mais elaboradas que as do DPT.
Destaque para a fantástica The Fall, que tem um estilo cabaret, e foi co-escrita por Neil Hannon, do Divine Comedy. Já Ode to a Girl, mosta um Barât completamente diferente daquele de What a Waster ou de Bang Bang you’re Dead, o músico sai de vez do indie rock misturado com punk para mostrar toda sua habilidade como um excelente músico.
Fistful Of Mercy – As I Call You Down
(Hot Records)
O filho de George Harrison vem com Ben Harper e Joseph Arthur repetir o que seu pai fez na década de 80 com o Traveling Willburys: reunir grandes músicos para formar um dreamteam.
Com nove faixas, As I Call You Down é um trabalho tranquilo, gostoso para se ouvir no trânsito ou em qualquer outra situação na qual se precise relaxar um pouco. Destaque para Father’s Son, que até lembra um pouco o trabalho dos Willburys, e para a faixa Fistful Of Mercy, que além de levar o nome da música, carrega a responsabilidade de ser uma das mais bonitas do álbum.
Provavelmente este álbum não ganhará todo o destaque que seu ineditismo merece na mídia, mas quem ouvir, garanto, é uma pessoa de sorte.
Alain Johannes – Spark
(Rekords Rekords)
Com apenas oito faixas, o debut de Alain Johannes é gostoso de se ouvir. Em Spark, conseguimos sentir um gostinho de Queens Of The Stone Age e até mesmo de Led Zeppelin misturado com The Doors, influência explícita da faixa Make God Jealous.
Um músico de bastidores traz um ótimo disco de estreia, que você pode ouvir no stream liberado por Johannes. O abre do disco fica por conta de Endless Eyes, que já consegue representar bem o que ele preparou. Return To You e Gentle Ghosts também são faixas que merecem destaques.
Antony and the Johnsons – Swanlights
(Secretly Canadian)
Swanlights, o novo disco do Antony and the Johnsons, mantem a maioria dos elementos de seus discos anteriores. A voz singular de Hegarty, a teatralidade das composições e todo o clima melancólico que o músico cria em cima de suas composições podem ser notadas.
A diferença aqui é que, ao contrário de seus antecessores, podemos perceber um certo otimismo na voz de Hegarty e em suas letras. Isso fica mais claro em faixas como Thank You For Yor Love e Christina’s Farm, um dos destaques do álbum.
Mas a cereja do bolo no disco sem dúvidas é o belíssimo dueto entre o cantor e Bjork em Fletta, onde ironicamente é a islandesa que rouba a cena.
Former Ghosts – New Love
(Upset The Rhythm)
Com um debut avaliado medianamente pelos principais sites de música alternativa, o Former Ghosts volta em menos de um ano com o novo álbum, New Love.
Um disco difícil de ser absorvido numa primeira avaliação. O trio abusa do experimental e New Love segue em uma escuridão com poucas mudanças, somente alternando o vocal de Freddy Ruppert pelo de Zola Jesus, dando um pequeno espaço para Jamie Stewart. Os destaques ficam para Winter’s Year, o single New Orleans, Chin Up, And When You Kiss Me e Only In Time.
Clinic – Bubblegum
(Domino)
Construir uma sonoridade consistente e criar com isso uma identidade para as suas composições é geralmente um dos principais objetivos de qualquer banda, mas pode ser uma faca de dois gumes.
É esse o caso do Clinic. Em Bubblegum, seu sexto álbum, a banda mantém basicamente a mesma fórmula de seus antecessores e, apesar das sutis tentativas de introduzir novos elementos e texturas a cada disco, a banda causa uma impressão de que tem medo de arriscar em algo novo.
O resultado disso é mais um disco consistente, com algumas pequenas pérolas como Baby e a faixa de abertura I’m Aware, mas que não vai conquistar mais fãs do que a banda já possui.














outubro 7, 2010 às 16:08
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