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Entrevista | Holger: “Somos famintos como um lobo”

Postado por Izadora Pimenta. Posted in Entrevistas

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Publicado em 05 novembro, 2010 - Nenhum Comentário

por Izadora Pimenta, Raphael Bispo e Vinícius Cunha

O Holger não é isso, o Holger não é aquilo, e o Holger também não é qualquer outra coisa. O Holger é o Holger. Uma banda que começou com uma explosão contida no EP Green Valley, mas que soube utilizar todo o espaço que alcançou com este para romper toda e qualquer amarra, se despir e ficar apenas de Sunga.

Sunga é o primeiro álbum do Holger. Se você ainda não escutou, é bom fazê-lo. E fazê-lo de mente aberta: resolver botar a Sunga é absorver a música alternativa em sua forma mais literal. Tem rock? Tem. Tem pop? Tem. Tem axé? É claro (os caras gostam bastante de Luiz Caldas, considerado o rei do estilo). E é neste(s) ritmo(s) que a banda vem conquistando cada vez mais o seu lugar, tendo voltado de uma turnê pelos EUA e Canadá e estando às vésperas de uma apresentação no Planeta Terra Festival no próximo dia 20.

E os futuros rumos da banda? Ah, estes poderiam muito bem ser definidos com alguns versos de seu carro-chefe, Let ‘Em Shine Below, uma celebração ao verão, à vida, ou até mesmo à coisa nenhuma, que até a Eliana (a dos dedinhos) curtiu. “And I cannot know how the things will flow/And I cannot know where this path will go (E eu não posso saber como as coisas irão fluir/E eu não posso saber para onde este caminho vai). O Holger só pensa no dia de amanhã, no próximo show.

E o dia de amanhã é a vez de o Holger trazer a sua apresentação contagiante para Campinas, na Rock it!, festa mensal produzida por Leandro Filippi, Junior Passini e Breno Oliveira, do Rock ‘n’ Beats, que tem como foco as novidades no mundo da música. E a abertura fica por conta dos também paulistanos do Some Community. E aí, será que dessa vez também rola um topless coletivo ou o público vai além?

Vocês já tocam as músicas do Sunga há algum tempo. Com o lançamento oficial mudou alguma coisa? Ficou mais instigante tocar o álbum?

Nossas músicas são muito difíceis de tocar, então sempre é um desafio fazê-las ao vivo, é sempre instigante. E cada vez está soando melhor. Mas a verdade é que gostaríamos mesmo de tocar nossas novas músicas.

De onde vem essa força para cativar os gringos a subirem no palco, como aconteceu em NY? E a onda do topless que se espalhou pelo Brasil? Show do Holger tem efeito colateral?

Gostamos demais do que fazemos. Isso é nossa vida. Já leu “O Segredo”? Tá tudo ali. Nosso som tem a ver com deixar uns padrões de lado. Libertar a luz. Abrir o soutien. O efeito colateral, para nós, é felicidade.

Sobre os shows no exterior, especificamente… O que vocês esperavam deles antes de por o primeiro pé no palco? E como é tocar para uma plateia que não sabe cantar a sua música? Ter letras em inglês facilita?

Esperávamos nos divertir. Conhecer gente legal. Sair um pouco mais. Ter letras em inglês facilita sim, mas o Garotas [Suecas], por exemplo, canta em português e tá tudo certo…

Algumas bandas brasileiras estão começando a tocar desde cedo no exterior. Tá mais fácil entrar no mercado lá de fora? O que essa experiência agrega?

Novas experiências sempre são massa. Acho que crescemos a cada show, e em shows lá fora, onde é tudo muito mais “profissional”, temos uma noção maior do que fazer e não fazer no palco. Sem falar que sempre estamos em contato com bandas que curtimos quando estamos por lá. É desafiante. E desde CSS e Bonde [do Rolê] o mercado lá fora está mais aberto a bandas brasileiras…

O Sunga tem um apelo popular (até a Eliana curtiu) por se desprender de qualquer amarra. O Holger tem planos mais ambiciosos para espalhá-lo por aqui? Quais seriam esses planos?

Só pensamos no dia de amanhã. No próximo show. Depois disso, foda-se se a banda acabar. O que importa é… é… é…

E o Planeta Terra Festival? Vocês vão tocar para um público que também vai lá para ver uns nomes mais influentes, como Smashing Pumpkins e Phoenix… Um grande momento para um grande impulso para a banda no Brasil, com um tratamento mais especial, ou apenas mais um show do Holger? Há um certo receio por parte da banda devido a recepção do público destas grandes bandas ou o Holger encara tudo sem medo?

Somos famintos como um lobo. Que venha o Terra, mas, no final das contas, ele só é um show em um lugar bem legal, com algumas das nossas bandas favoritas para muita gente. Mas é só mais show.

Campinas: da última vez rolou topless coletivo. E agora, o que vai ser? Strip-tease?

Queremos que as meninas se sintam a vontade de fazer o que elas quiserem. O show é delas.

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SERVIÇO

Rock it! com Holger e Some Community

Quando: Dia 06/11 (sábado), a partir das 22h
Onde:
Kitnet Bar -- Av. Imperatriz Leopoldina, 235, Taquaral, Campinas/SP
Quanto:
R$15

Sobre Izadora Pimenta

Estudo jornalismo e tenho um vício grave em informação. Contato: izadora@rocknbeats.com.br

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