“Vamos montar uma banda?” deve ser assim que todos eles começam. Seja intimando um amigo, um anúncio de jornal, encontros no backstage ou um solitário com sua cabeça rolando no travesseiro. Às vezes por diversão, outras por fome ou sede. Às vezes da certo, às vezes alguém ouve.
O próximo degrau é gravar um disco. Os Beatles já imploraram, Guns’N'Roses já tiveram Appetite For Destruction. Os Strokes disseram “Is This It” pra criar burburinho, os Arctic Monkeys começaram negando o seu hype e a gente quis mais.
Aqui, o Rock’n'Beats lista os projetos que chamaram em 2010 com seus discos de estreía. Esperamos mais, fingindo desconhecer a maldição do segundo disco. Boa sorte para eles.

10º Tired Pony

Com um escalação impressionante: Gary Lightbody, do Snow Patrol, Peter Buck, do REM, Richard Coburn do Belle & Sebastian, Scott McCaughey do Minus 5, Ian Archer e Jacknife Lee, o Tired Pony surgiu na tentativa de Lightbody de mostrar a escuridão da América. Isso ele não conseguiu, o que fez foi na verdade foi o exato oposto. O disco de estréia da banda mostra uma sensibilidade imensa, letras tocantes e fácil e leve de se ouvir. Soa exatamente como deveria ser: um Snow Patrol tocando alt-country, ou o melhor de trilha sonora para uma road trip. (Marina Bastos)
Tired Pony – Northwestern Skies
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9º Best Coast

A moda do indie-pop praiano, lo-fi e impulsionado por substâncias químicas ilícitas tem como maior expoente o duo Best Coast. A banda formada por Bethany Cosentino e Bobb Bruno juntou, em faixas como o single Boyfriend, melodias viciantes e grudentas com letras quase adolescentes e criou um álbum de estreia, Crazy for You, que traduz a juventude californiana como nenhum outro desde que Brian Wilson abandonou a prancha. (Ana Clara Matta)
Best Coast – Boyfriend
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8º Stornoway

Uma das grandes aposta da 4AD este ano, o Stornoway correspondeu com folga a expectativa. Senão, vejamos o ótimo Beachcomber’s Windowsill, disco de estreia dos britânicos: músicas que exalam frescor, flutuando entre o pop do Housemartins (com os mesmos bons arranjos vocais) e a seriedade do James, tal e qual se aventou nos primeiros singles. Com esse álbum, o Stornoway pode ter dado sua grande contribuição à música. Mas agora, ávidos e estimulados, esperamos mais, muito mais. (Fernando Lopes)
Stornoway – Zorbing
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7º Wild Nothing

O que é preciso para ser reconhecido como um “gênio”? Com certeza, ser um tímido zé-ninguém dos cafundós da Virgínia, EUA, não ajuda. A não ser que alguém note o que você está fazendo – e que você esteja fazendo algo realmente importante, como Jack Tatum, um jovem de 22 anos. É da cabeça dele que saem todas as melodias cristalinas, o shoegaze acachapante presente no brilhante Wild Nothing, sua banda, seu alter-ego. Foi da cabeça dele que saiu o irretocável primeiro disco deste projeto, Gemini. Talvez não dê ainda para chamar Tatum de gênio. Talvez seja muito cedo. Mas é bom ficar de olho. Quando menos se espera, Jack Tatum pode nos surpreender de novo. (Fernando Lopes)
Wild Nothing – Live in Dreams
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6º Broken Bells

Danger Mouse e James Mercer. Uma combinação que, quando foi anunciada pelos dois grandes artistas, fez muita gente torcer o nariz. Como esses dois estilos se misturariam? A resposta veio com o álbum de estreia do projeto, Broken Bells, uma fusão exata entre as batidas do super-produtor Danger Mouse, que em The Ghost Inside se tornam absolutamente claras, e o estilo de escrita idílico e afiado de James Mercer, vocalista dos amados The Shins. Um grande álbum que, muito mais do que matar a saudade de Gnarls Barkley e The Shins, confirmou que parcerias improváveis podem sim, funcionar perfeitamente. (Ana Clara Matta)
Broken Bells – The Ghost Inside
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5º The Drums

Reinando nas listas de apostas para 2010 da mídia especializada, o The Drums chegou ao seu primeiro álbum cercado das mais altas expectativas possíveis. Mas os americanos mostraram coragem perante o Hype e lançaram um disco homônimo que adicionou influências de The Smiths e New Order ao surf-rock perfeito e cheio de reverb pelo qual todos esperavam após o lançamento do EP Summertime em 2009. Resta saber se a banda, que já grava seu segundo álbum, conseguirá superar a saída do guitarrista Adam Kessler e nos premiar novamente com grandes músicas como Forever and ever amen e Let’s go surfing. (Ana Clara Matta)
The Drums – Forever and Ever Amen
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4º Sleigh Bells
Garoto e garota se conhecem em uma mesa de um restaurante brasileiro no Brooklyn. A garota, Alexis Krauss, tem em seu passado uma participação em um grupo pop adolescente. O garoto, Derek Miller, traz na bagagem uma banda de hardcore e muitas idéias para um novo projeto. Assim nasceu o Sleigh Bells, duo nova-iorquino que tomou o mundo de assalto e chamou a atenção de M.I.A., que lançou através de sua gravadora o LP de estreia Treats, no qual o duo mistura em faixas como Infinity Guitars e Riot Rhythm um pop quase lúdico e adolescente com riffs de guitarra violentos e uma pegada hip-hop. (Ana Clara Matta)
Sleigh Bells – Infinity Guitars
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3º Two Door Cinema Club

Uma das maiores promessas de 2010, o Two Door Cinema Club é formado por três garotos irlandeses que queriam se divertir. E se tivesse que resumir a banda em apenas uma palavra seria exatamente essa: diversão. Um eletropop para dançar muito, sintetizadores, bom uso das guitarras e uma energia pulsante, o TDCC chegou com Tourist History para trazer ótimas músicas para dancefloors, mas que também são muito agradáveis de se ouvir nos headphones. (Marina Bastos)
Two Door Cinema Club – I Can Talk
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2º Janelle Monaé

De baixa estatura, Janelle Monaé foi a grande musa do soul este ano, mas duvido que ela esteja restrita ao gênero. Janelle aparece aqui por fazer um álbum conceitual sobre a vida de uma andróide com 18 faixas experimentais bem laçadas, um disco só não, a história começou no EP do ano passado Metropolis, inpirado no Fritz Lang. Assunto elevado demais? Não. Olhando Janelle do alto de seu penteado, percorrendo sua pequena estatura até chegar aos pés que não param de balançar (os dela e os séus contagiados), descobrimos que ela tem alma, swing, e que esses pés sabem onde querem chegar. (Raphael Bispo)
Janelle Monáe – Faster
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1º Tame Impala

Com referências aos Beatles de Magical Mystery Tour, ou o Pink Floyd de Atom Heart Mother, Cream ou ainda Flaming Lips, Tame Impala une toques de pop, blues, progressivo e psicodelia dos anos 60-70. Solitude is Bliss, o principal single da banda reproduz todos esses elementos com uma eficácia apenas vista em clássicos de seus inspiradores, adicionando ainda uma forte influência de bandas como Animal Collective, que dão à carcaça saudosista da banda uma roupagem atual e moderna. (Breno Oliveira)
Tame Impala – Solitude is Bliss
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dezembro 7, 2010 às 23:58
[...] This post was mentioned on Twitter by Leandro Luz, mauÔ – Suspensa.info, Izadora Pimenta, Rock 'n' Beats, João e os Poetas and others. João e os Poetas said: As 10 melhores estreias internacionais de 2010 http://bit.ly/i6fSro por @rocknbeats [...]
dezembro 10, 2010 às 09:45
Não conhecia a banda Tame Impala, ouvi, e apreciei bastante o som. Digno de primeiro lugar, mesmo.
janeiro 29, 2011 às 23:46
[...] guitarra e sintetizador), Sam Halliday (guitarra e vocal)e Kevin Baird (baixo e vocal) ocupa o 3º lugar entre melhores estreias internacionais de 2010 do Rock ‘n’ Beats. Posição mais do que justificada com o debut, Tourist History, que com eletropop, sintetizadores, [...]