
40 – Superchunk – Majesty Shredding
Retornando aos estúdios após um hiato de 9 anos, o Superchunk permaneceu fiel as suas raízes em Majesty Shredding.Os ícones do punk faça-você-mesmo e criadores de Merge Records mostraram em faixas como Digging for something e Crossed Wires que a idade não mudou nada na banda e fizeram de Majesty Shredding um dos discos mais joviais de 2010,surpreendendo em momentos mais lentos como Fractures in Plaster e afirmando, nas faixas aceleradas, que lugar de guitarra não é no XBox.
Superchunk – Digging For Something
39 – Cee-lo Green – The Lady Killer
Após dois álbuns solo sem muito sucesso, o integrante do Gnarls Barkey fez um trabalho recheado de pop soul romântico e engomadinho em um ano que o estilo volta a merecer um certo destaque com a estreia de Janelle Monáe. Mesmo soando como uma gravação do fim do século passado, se encaixa com a nova geração e traz 45 minutos de músicas feitas para se cantar junto – e até mesmo depois, porque elas grudam (e muito) na cabeça. Destaque para Cry Baby, It’s Ok e, claro, para o carro-chefe Fuck You/Forget You, a mais chiclete de todas.
Cee-Lo Green – Cry Baby
38 – Grinderman – Grinderman 2
Se para Nick Cave o Grinderman, seu projeto paralelo, é como uma amante fora do relacionamento estável com o Bad Seeds, eu diria que é uma prostituta. Em seu segundo disco, Cave continua a decarregar ao Grinderman mais de seus insultos através de suas letras sarcásticas, já conhecidas de seu disco predecessor, castiga os auto-falantes com distorções de baixo e se abre a novas experiências fazendo tudo o que não faz em sua banda principal, mas sem perder, no fundo a essência de rock com pitada de blues que o consagrou como músico. Sem apologias ao adultério, mas difícil não voltar revigorado ao Bad Seeds depois de algo assim.
Grinderman – Heathen Child

37 – The Drums – The Drums
Misturar surf rock com post-punk não é uma tarefa fácil, mas o The Drums consegue isso como uma aparente simplicidade que é de se admirar. Assobios, palmas, um baixo marcante, surf music e uma atmosfera da cena oitentista de Manchester, tudo misturado, batido e pronto para mostrar ao mundo uma das bandas mais empolgantes da nova década. Músicas alegrinhas como Let’s Go Surfing encontram o sofrimento de Down by The Water, sem jamais perder o entusiasmo.
The Drums – Best Friend
36 – Holger – Sunga
Com indie rock e Luiz Caldas no liquidificador, somados a um sol escaldante de verão, os paulistanos do Holger lançaram seu disco de estreia, Sunga, se reinventando, deixando praticamente no passado o EP Green Valley, que os colocou entre os nomes mais falados da música independente internacional, e arrancando a roupa da galera pelo Brasil afora. Além da já manjada Let ‘Em Shine Below, músicas como Toothless Turtles, a curiosa Beaver e a contagiante She Dances ajudam a construir uma das peças nacionais mais experimentais dos últimos tempos.
She Dances – Holger
35 – Warpaint – The Fool
Junte as boas partes de Massive Attack, duas pitadas dos trabalhos mais recentes de Cat Power, algumas linhas minimalistas de guitarra que remetem ao gótico dos anos 80, influências de Cocteau Twins a gosto, mexa bem e deixe cozinhar por pelo menos três audições seguidas. The Fool rende 9 porções de um disco para paladares refinados e que não se contentam com apenas uma ouvida para degustar um bom disco. Bom apetite.
Warpaint – Undertow
34 – The Place we Ran From – Tired Pony
Só a notícia de um supergrupo de country formado por Peter Buck, do R.E.M. e Gary Lightbody, do Snow Patrol já era algo para se esperar ansiosamente. The Place We Ran From apresenta o country que Lightbody jamais viveu, mas garante ter inspirado no Wilco e Smog para compor. O resultado é um belíssimo disco, com arranjos e produção impecável, músicos sensacionais e participações especiais fazendo um alt-country tão perfeito que nem parece ter vindo de Irlandês, e sim digno de Nashville.
Tired Pony feat. Zooey Deschanel – Get on The Road
33 – Of Montreal – False Priest
O False Priest, décimo álbum de estúdio do Of Montreal, é uma continuação do estilo começado no álbum Hissing Fauna, Are You The Destroyer?, lançado em 2007. No entanto, dessa vez, a banda volta com uma de suas características que ficaram para trás na década de 90, quando Kevin Barnes ainda fazia monólogos em suas músicas. Agora, o estilo falado está mais uma vez presente, mas dessa vez, Barnes está muito bem acompanhado. Com a presença das divas R&B, Solange Knowles e a nova-rainha-soul Janelle Monáe, False Priest é um álbum recheado de falsetes, com uma pegada funk muito mais presente neste novo trabalho que nos últimos da banda, mas claro, sem perder aquele clima pop desvairado. False Priest é uma nova confirmação de que Geogie Fruit ainda está muito longe de perder sua graça. Pelo contrário, a banda não decepcionou os antigos fãs brasileiros e conseguiu novos adeptos, quando veio se apresentar no Planeta Terra Festival, durante a False Priest Tour.
Of Montreal – Our Riotous Defects
32 – Black Keys – Brothers
Barulho com blues. A fórmula não é nova, mas com o Black Keys sempre funciona. Então, se em time que tá ganhando não se mexe, Brothers segue a mesma linha dos discos anteriores. A diferença é que nesse sexto álbum da dupla, já bem mais madura, há uma forte pitada de humor e de pop, que fez a banda atingir um público maior e conquistar até mesmo uma indicação ao Grammy de “melhor disco de música alternativa”. A lição que se tira daqui é que o Black Keys aprendeu a jogar e a se divertir com o sistema. Seus vídeos com o dinossauro Frank viraram hits no YouTube e impulsionaram ainda mais a publicidade em torno do disco. Quem ouve Brothers de cabo a rabo, porém, vai perceber que o disco nem precisaria disso tudo. Não com pérolas como Everlasting Light, Next Girl e, claro, Tighten Up. Por outro lado, por que não?
Black Keys – Next Girl
31 – Above and Beyond – Mando Diao
Dificilmente um disco acústico conseguiu captar uma intensidade tão grande como o Above and Beyond do Mando Diao. O rock de garagem ganhou uma faceta muito mais madura. Com os arranjos mais bem elaboradoras e uma produção excelente, o disco é a consagração do grupo como uma das melhores bandas suecas da atualidade. Destaque para as maravilhoras versões de Dance With Somebody e High Heels, que conta com a participação de Juliette Lewis.
Mando Diao – Dance With Somebody














dezembro 8, 2010 às 00:37
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