
Tudo parece calculado para o Joy Formidable “dar certo”. A gigante gravadora/distribuidora Atlantic abraçou a banda no lançamento de The Big Roar, o “primeiro disco que não é o primeiro disco” e montou uma estratégia diferenciada (forçada?) para divulgar o grupo.
Começou pelo lançamento. Primeiro, testou no Reino Unido, com o lançamento em 24 de janeiro de 2011. Depois, mandou The Big Roar pra Europa, dia 21 de fevereiro. E finalmente, após ambos testes de venda e crítica, chegou aos Esteites, o mercado mais polpudo, com a distribuição programada pra 15 de março.
A tática não para aí. The Big Roar é vendido como o disco de estreia do Joy Formidable, mas quem acompanha a banda desde 2009, sabe que o primeiro lançamento foi A Balloon Called Moaning?, um trabalho de oito músicas, agora chamado de EP.
Sim, é claro que pode ser uma questão de semântica, afinal o novo do Radiohead, The King Of Limbs, também tem oito músicas e é tratado como um álbum e não um EP.
Depende do ponto de vista de quem vende e não de quem compra. E tudo isso serve pra marcar um novo começo do Joy Formidable.
Vale, inclusive, reformatar músicas e vídeos já gravados e lançados. É bom lembrar que o ponto de interseção de A Balloon Called Moaning? e The Big Roar são quatro músicas: Whirring, Cradle, Austere e The Graetest Light Is The Greatest Shade. As três primeiras já tinham um “vídeo oficial”.
Mas a gravadora preferiu refazer tudo. Austere ganhou um novo clipe (veja aqui) – e já tinha dois, um “oficial” (que ganhou a alcunha de “original” – veja aqui, no YouTube) e um não-oficial (aviso sério: não recomendado para menores de dezoito anos – veja aqui, no Vimeo).
Agora, Whirring também ganhou um novo vídeo, embora já tivesse esse:
O novo, dirigido por Christopher Mills, tem uma penca de efeitos visuais. Ficou belíssimo, mas infelizmente a banda não quebra os instrumentos. A música também mudou. Agora tem um minuto e pouco a mais de barulheira:
A grande vantagem nessa miscelânea toda é que o Joy Formidable faz um indie-pop de primeira, forte, barulhento, pra se ouvir alto, pra se ter orgulho. Não transita entre aqueles com possibilidade de mudar a história do rock e talvez o trio nem queira isso – quem parece querer é a Atlantic.
Se a banda conseguir aproveitar a estrutura de distribuição oferecida, sem se render a pitacos externos na sua música, merecerá aplausos e todos os milhões de fãs que ganhará. Porque o Joy Formidable já era bom na cena independente. Agora, só atingirá mais ouvidos.















junho 26, 2011 às 16:10
[...] dirigido por Christopher Mills, responsável pelo segundo clipe de Whirring (assista aqui), o clipe dá uma repaginada no conceito de vídeo usando bastidores da banda. Para isso, o diretor [...]