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Lançamentos da Semana: Guillemots, I’m From Barcelona, Explosions in the sky, e mais | Rock 'n' Beats

Lançamentos da Semana: Guillemots, I’m From Barcelona, Explosions in the sky, e mais

Postado por Ana Clara Matta. Posted in Lançamentos da Semana

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Publicado em 19 abril, 2011 - Nenhum Comentário

Explosions in the sky – Take Care, Take Care, Take Care

Quatro anos se passaram desde o belissímo All of a Sudden I Miss Everyone, e a ansiedade era grande para se ouvir o novo disco do Explosions in the Sky. A banda, no entanto, enfrentou uma dificuldade inesperada, uma vez que o Take Care, Take Care, Take Care vazou no mesmo dia que um dos lançamentos mais aguardados do mês, e até do ano, Angles.

Mesmo que o disco tenha passado por baixo do radar dos meios especializados, isso não quer dizer que ele não seja bom. O sexto álbum de uma das melhores bandas de post-rock da atualidade é excelente. O ambiente funde-se a melodia de forma a criar um plano de fundo para que a música possa atingir seus sentimentos, como o grupo é reconhecido por fazer. Um disco instrumental pode mostrar muito mais que qualquer letra no mundo, desde que seja feito com tal intuito, e não a dúvidas de que este, começando pelo seu título, foi feito completamente pensando na melhor maneira de tocar de verdade seus ouvintes.

Explosions in the skyPostcards from 1952

(Marina Bastos)

Guillemots – Walk The River (Polydor)

“O objetivo era atingir esse equilíbrio maluco do borrado e do exato”. Foi assim que Fyfe Dangerfield definiu a produção de Walk The River, terceiro álbum de sua banda Guillemots. Esse equilíbrio frágil foi exatamente o elemento que definia o excelente álbum de estreia da banda inglesa, e o elemento que faltava na segunda obra instável do Guillemots.

Walk the River é, definitivamente, um retorno à velha forma para a banda, e o equilíbrio desejado está quase inteiramente de volta ao som de Fyfe e cia., fato percebido instantanemante na trinca inicial de faixas, incrível e sincera, e na fantástica Dancing in the devil’s shoes. Porém, nos momentos menos emotivos, o álbum falha em causar o mesmo impacto do elogiado Through The Windowpanes. O motivo é simples. O equilíbrio, que antes parecia surgir de maneira espontânea e delirante, chega excessivamente calculado e frio em alguns momentos, em faixas longas e atmosféricas.

GuillemotsWalk the river

(Ana Clara Matta)

I’m From Barcelona – Forever Today (EMI Sweden)

O nome da banda já funciona como introdução ao seu espírito lúdico. O I’m from barcelona é, na verdade, um grupo sueco. E se os dois últimos álbuns da banda falharam na missão de cativar os fãs, as primeiras notas de Charlie Parker, faixa de abertura do novo álbum da banda, Forever Today, deixam claro que os suecos estão de volta à essa Barcelona ensolarada e inquieta idealizada pelo grupo.

Em destaques como Battleships, Forever Today e Come On, essa orquestra do inusitado traz metais, coros, palmas, e letras repletas de uma curiosidade infantil e otimista, formando o disco mais coeso e empolgante da banda desde sua elogiada estreia. Forever Today é um álbum simples, convidativo e acessível, pronto para mostrar que o enorme elenco do I’m From Barcelona continua aberto para os fãs que quiserem se juntar ao coro.

I’m From BarcelonaCharlie Parker

(Ana Clara Matta)

Pantha du Prince – XI Versions of Black Noise (Rough Trade)

As facetas das produções do produtor e DJ experimental Pantha Du Prince são desvendadas em versões do ótimo álbum Black Noise lançado em janeiro de 2010. As onze faixas da produção abrangem apenas cinco do terceiro álbum e gira em torno de um som pouco visto, mas de dinâmica surpreendente.

Com Animal Collective, Moritz Von Oswald, Four Tet e Die Vögel, os remixes assumem de forma descompromissada a missão de transportar o ouvinte para uma atmosfera minimalista e cheia de detalhes. Umas das melhores características da obra é a construção de um universo próprio, mesmo com a escolha de faixas repetidas como Stick To My Side, que conta com cinco releituras e garante uma surpreendente dinâmica ao álbum.

XI Versions of Black Noise é a comprovação de que Black Noise não foi laureado por acaso e, que acima de tudo rendeu ótimos frutos.

Pantha Du PrinceWelt Am Draht (Animal Collective Remix)

(Vinicius Cunha)

People’s Temple – Sons Of Stone (Hozac Records)

Parece provocação barata de uma molecada sem noção ou mesmo uma tremenda tiração de sarro. People’s Temple, pra quem não sabe, era a seita do maluco Jim Jones, que levou à morte quase mil pessoas, no maior suicídio em massa que se tem notícia, em 1978. Esse quarteto de Lansing, Michigan, Esteites, não parou de provocar na escolha do nome da banda: o single de trabalho de Sons Of Stone, seu primeiro disco, é justamente Jim Jones, uma canção que mistura rock de garagem sessentista, rife grudento, microfonia e vocal diabólico. Qual é a deles?

Não importa. People’s Temple, a banda, tem que ser entendida apenas no lado musical e mais nada. Aí, o parentesco com o Lift To Expereience, o Troggs e o 13Th Floor Elevators valem a pedida. A sujeira e a nerdice das duas duplas de irmãos (Young e Szygedy) misturam surf music, filmes de terror, melodias góticas e chiadeiras para construir um dos discos mais insanos do ano. Ouça Axe Man, The Surf e a já citada Jim Jones. Mas ouça alto.

People’s TempleJim Jones

(Fernando Lopes)

Sobre Ana Clara Matta

Uma soma de todas as músicas que já escutei e todos os filmes aos quais assisti. / @_ana_c

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