
Por Ana Clara Matta e Marina Bastos
Em plena era de webcasts, o Projeto Unstaged é o de maior destaque e também o de maior audácia. Em sua quarta edição, a iniciativa de unir bandas com cineatas conceituados transmite hoje, 31 de maio, o show do My Morning Jacket, dirigido por Todd Haynes (de I’m Not There).
Nas edições anteriores ocorreram as uniões de Arcade Fire com Terry Gilliam (Monty Phyton), The Roots com Spike Lee (Do the right Thing) e a inusitada junção Duran Duran com David Lynch (Twin Peaks).
Mas a moda parece estar se estendendo, e durante o Coachella, o Interpol se apresentou em dois canais diferentes, com um deles transmitindo as projeções de Lynch no telão do palco, e na telinha do youtube. Pensando nisso, resolvemos listar algumas combinações de bandas e diretores que gostariamos que ocorresem nos computadores mais próximos de você.
Tim Burton – The Killers
No clipe de Bones, o mestre do cinema excêntrico já provou que sabe transportar o som do The Killers perfeitamente para o plano visual. Entre as atrações da transmissão, poderiamos esperar animação em stop motion ou bizarrices estilo “Peixe Grande” (“Marte Ataca” não, por favor) para Spaceman e uma atmosfera densa para momentos como Shadowplay e Tranquilize.

Wes Anderson – Noah and the whale
Com nome inspirado na obra do roteirista Noah Baumbach e clipes como o de 5 Years Time, a banda indie-pop de Charlie Fink poderia pertencer facilmente a um filme do diretor de Os Excêntricos Tenenbaums. Espere legendas curiosas, divisão de capítulos, uniformes, e quem sabe, participações especiais de Bill Murray e Owen Wilson.

Guillermo del toro – The horrors
Guillermo del toro é uma figura lendária por sua paixão pelo obscuro. O diretor de Labirinto do Fauno, que possui até mesmo uma casa cheia de relíquias de obras de terror, se adaptaria imediatamente ao post-punk soturno do The Horrors. O telão, em momentos como Sheena is a parasite, Mirror’s Image e o cover de Jack the ripper, causaria até pesadelos após esta transmissão noturna do Unstaged.

Lars von trier – Radiohead
Inovação, precisão e muita angústia: Lars von trier conseguiria facilmente traduzir um show do Radiohead em imagens. Com filmes como Dançando no Escuro e Dogville na sua filmografia, Trier tem ousadia e reconhecimento suficientes para acompanhar a banda nessa turnê do tenso The King of Limbs. Resta saber se o polêmico Trier seria aceito pelos fãs, e se a experiência não causaria sequelas emocionais graves em todos os espectadores.

Woody Allen – The National
Woody Allen bem que poderia fazer uma pequena parada na sua turnê cinematográfica por cidades do mundo em Cincinatti, Ohio, para transmitir seu lado urbano e neurótico nos telões de um show de Matt Berninger e cia.

Darren Aronofsky – Interpol
Aronosfky divide com as letras de Paul Banks e cia. uma paixão por personagens obsessivos e intensos. Então, nada melhor que o diretor cultuado por obras como Réquiem para um sonho, Pi, O Lutador e Cisne Negro colocar a sua visão nos telões durante obras como Evil, Stella e Slow Hands.
Jean-luc godard – Belle & Sebastian
Um dos pais fundadores da Nouvelle Vague e a banda de twee-pop escocesa. Não acredita que a combinação ficaria perfeita? Então é só substituir o áudio da cena acima, presente originalmente no clássico Bande à part, com uma canção como I Want the World to Stop. Um festival retrô para ninguém botar defeito.

Irmãos Wachowski – Daft Punk
Os Irmãos Wachowski fizeram pelo cinema, na trilogia Matrix, o que o duo francês Daft Punk fez pela música. Enquanto Technologic poderia ganhar o tratamento binário e monocromático da série de Neo, Around The World e One more time receberiam as cores e o movimento de Speed Racer.

Quentin Tarantino – Iggy Pop
Brutal, violento, diferente de tudo já visto antes, esses adjetivos podem caracterizar tanto Cães de Aluguel quanto os Stooges. A mudança causada por ambos na cultura pop foi instantanea e ao mesmo tempo avassaladora, Iggy Pop pode garantir um show com contato mais do que direto com o público, e também com bastante sangue (das garrafas quebradas no palco, nas quais rolava por cima), Tarantino faz o mesmo sem jamais perder o humor.
Michel Gondry – The White Stripes
Sim, o filme da carreira do White Stripes já acabou, mas por que não sonhar com uma reunião comemorada com uma transmissão comandada pelo idealizador de todos os clipes icônicos da banda, Michel Gondry, incluindo jogos de imagens complexos e intermináveis e, quem sabe, até mesmo Lego?













maio 31, 2011 às 22:19
Te juro que pensei em Godard com Belle & Sebastian e Von Trier com Radiohead, hehe. Agora eu imaginava Michel Gondry com Death Cab For Cutie, e talvez uma mistura entre The Prodigy e Gaspar Noé.
junho 1, 2011 às 05:48
Adorei, so senti falta do Almodovar!
junho 1, 2011 às 17:07
[...] Mas é difícil rivalizar com a belíssima Smokin from shootin’, sublime ao vivo nessa versão, do seu início quieto até a explosão instrumental que marca seu fim. Gostou da transmissão? O Rock ‘n’ Beats já sugeriu algumas combinações de diretores e artistas que poderiam dar continuidade ao projeto, confira! [...]
julho 13, 2011 às 13:05
[...] na nossa lista de colaborações perfeitas entre bandas e diretores, nós combinamos o Interpol com o diretor Darren Aronosfky, foi com o inventivo David Lynch que [...]
outubro 6, 2011 às 11:40
[...] da transmissão Unstaged do grupo estadunidense My Morning Jacket, dirigida por Todd Haynes, nós do Rock ‘n’ Beats lançamos nossas teorias sobre quais combinações de diretor/banda poderiam estrelar as próximas edições do projeto. Mas [...]