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Lançamentos da semana: Vanguart, Wooden Shjips, Mister Heavenly e mais | Rock 'n' Beats

Lançamentos da semana: Vanguart, Wooden Shjips, Mister Heavenly e mais

Postado por Marina Bastos. Posted in Colunas, Lançamentos da Semana

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Publicado em 16 agosto, 2011 - Nenhum Comentário

Blue October– Any Man In America (RED)

Quando o Blue October anunciou que lançaria um novo disco, em 2009, e que ele seria um pouco diferente dos já produzidos até então, houve um certo temor. A fórmula até aí havia dado certo. Justin Furstenfeld, o vocalista e principal compositor, atormentado pela bipolaridade, estava bem e Approching Normal, um álbum “feliz”, saiu. Dois anos depois e novos problemas, dessa vez familiares – um divórcio no currículo, trazem Justin a escrever novamente de seus medos e temores. E os texanos do Blue October lançam Any Man In America, sexto de estúdio.

Com 13 faixas, o novo material conseguiu mixar o que foi iniciado no disco anterior com o som mais antigo da banda, de forma satisfatória. Elementos eletrônicos e até uma pegada de hip-hop (?!) – completamente dispensável, diga-se de passagem – costurados com violinos, bateria e arranjos bem executados marcam Any Man In America. Como singles, The Feel Again (Stay) e The Chills são boas representantes. Mas o poço é ainda mais profundo do que se pode imaginar. Prova é que aqui, com as novas canções, se consegue até lembrar das incomparáveis Chameleon Boy e Calling You, de outras eras, por exemplo. O que leva a crer que (coisa cruel!) é melhor ver Justin sendo inspirado pela tristeza.

Blue OctoberThe Feel Again (Stay):

(Priscila Maboni)

Charlie Simpson – Young Pilgrim (CSM Records / Nusic Sounds)

Tendo sido integrante de uma boyband (Busted) e pausado os trabalhos com sua banda de post-hardcore, Fightstar, Charlie Simpson faz sua estreia solo, Young Pilgrim, se aventurando nos caminhos do folk, influenciado por Bon Iver e Jackson Browne – a vibe um pouco mais animadinha se deve a uma outra referência, Beach Boys – trazendo 12 faixas de composição própria, que oscilam entre temas bucólicos e românticos.

Logo na faixa de abertura, Down Down Down, Simpson prende o ouvinte apenas com voz e violão, de início, como é feito ao longo de boa parte do álbum. Mas para mostrar que não abandonou totalmente suas origens, Parachutes poderia entrar muito bem no repertório do Fightstar, apesar de flertar bastante com o resto do álbum, e uma certa pegada pop está presente em grande parte das faixas. Destaque para Sundown, a contagiante All At Once e Cemetery, eleita o single dessa semana no iTunes.

Charlie SimpsonSundown:

(Izadora Pimenta)

Gold Leaves – The Ornament (Hardly Art)

É impressionante como um disco pode nos pegar de jeito. Não sou dos maiores adoradores do folk, um estilo que teima em não se reinventar, em ficar mergulhado na pretensão de achar que entende toda a poesia do mundo. É o estilo que mais exala naftalina na música pop, mas de vez em quando, algo de inspirador acontece, como no caso deste Gold Leaves, o alter-ego solo de Grant Olsen, (metade da derrapante dupla Arthur & Yu). The Ornament nem precisa ser apreciado por inteiro pra inflar a alma de alegria. Bastam a faixa-título e Cruel/Kind, as duas primeiras liberadas pra audição gratuita deste disco. Mas ainda é possível encontrar perfeição em Honeymoon e no encerramento, com Futures.

Há quem diga que esse disco é o melhor de folk-pop desde a estreia do Fleet Foxes, em 2008. Aquele era um bom disco, mas este é melhor, até pelo time envolvido: Olsen co-produziu tudo ao lado de gente da envergadura de Jason Quever (Papercuts), Ben McConnell (produtor de Devotion, do Beach House; e Still Night, Still Light, do Au Revoir Simone) e com participações dos membros dos parceiros de selo, o Moondoggies. The Ornament é um trabalho pra revitalizar as esperanças num estilo desgastado pelas mesmice. E pra te pegar de jeito.

Gold LeavesThe Ornament:

(Fernando Lopes)

I Break Horses: Hearts (I Kill Love/Bella Union)

Esse é mais um acerto da Bella Union, selo que tem, entre tantos outros, Fleet Foxes, Vetiver, Explosions In The Sky, The Low Anthem, Beach House e Midlake. Tá bom o time? O I Break Horses, pra quem não foi ainda apresentado, é um duo sueco, de Estocolmo, formado em 2008 por Maria Lindén e Fredrik Balck. O nome da banda veio da bela música do Smog. Hearts, o primeiro disco, simplesmente é um daqueles achados dream pop/shoegazer que merecem aclamação em praça pública – de qualquer país.

Comece com a faixa-título. Faça isso e ouse não se espantar com a delicadeza, a beleza, a graça e a preciosidade da canção. Ela vem na sequência da exuberante Winter Beats e rivaliza em sentimentalismo com a icônica I Kill Your Love, Baby. O I Break Horses descende dessa rara linhagem de bandas que não buscam a originalidade, mas conseguem com distinção o brilhantismo em cima do já existente. É uma reverência criativa. Não vai fincar o nome na história, mas vai fazer seu coração bater acelerado. Não basta?

I Break HorsesHearts:

(Fernando Lopes)

Maria Taylor – Overlook (Saddle Creek)

Depois da reunião e novo disco do Azure Ray, Maria Taylor percebeu que negligenciava sua carreira solo, estando há mais de um ano sem escrever uma única música. Ela voltou, então, para sua casa de infância no Alabama a fim de reencontrar suas origens – seu irmão, Macey (baixista do Mystic Valley Band), toca no disco – e pensar sobre o futuro, tema mais recorrente nas letras.

Overlook marca a separação entre a nova fase e seus trabalhos anteriores. Não espere o dream pop do Azure Ray, nem o indie rock do Now It’s Overhead. O álbum também não retorna a sonoridade dos discos solos. Ela tenta se manter no folk rock, mas com os vocais mais suaves, algumas vezes até tímidos. A primeira audição, o disco pode até passar despercebido, como clama o título, mas a cada repetição, se é notados mais detalhes no intrumental e as músicas ganham mais força, dignas de serem ouvidas além das caixinhas de som do computador.

Maria TaylorMatador:

(Marina Bastos)

Mister Heavenly – Out of Love ( Sub Pop)

Reunir os amigos em uma banda está entre os melhores prazeres da vida e o trio formado por Nicholas Thorburn, Honus Honus, e Joe Plummer sabe bem disso. O Mister Heavenly é fruto dessa amizade e faz sua estreia com Out of Love.

Não é de se esperar do grupo um disco ambicioso aos moldes do hypado Vaccines, mas tampouco dá para menosprezar um debut que junta integrantes do Man Man, Modest Mouse, Shins e Man Man.  Com o pé nas décadas de 50 e 60,o trio soa despretensioso e surpreende com a qualidade das melodias vocais e quando arrisca na romântica Charlyne, visivelmente influenciada pelo rockabilly.

Pineapple Girl, a melhor música do álbum, mescla grunge com rhythm and blues, dialogando com Hold My Hand que mantém o ritmo com semelhantes harmonias.  O grande mérito do Mister Heavenly é visitar o passado sem saudosismo, sendo uma das gratas surpresas de 2011.

Mister HeavenlyPineapple Girl:

(Vinícius Cunha)

Vanguart – Boa Parte De Mim Vai Embora (Deck/Vigilante)

Boa Parte de Mim Vai Embora” é um título bastante sugestivo para o novo álbum do Vanguart. Mesmo que o estilo folk dos cuiabanos continue ali, é apostando no português – apenas uma faixa, Mi Vida Eres Tu, dá uma escapada da língua materna – e em composições bastante trabalhadas, a tão falada maldição do segundo álbum parece pegar a banda pelo lado contrário: o Vanguart que chegou ao ouvido do público hoje é melhor do que o Vanguart que costumávamos conhecer.

O novo álbum traz um trabalho mais maduro, que conversa com o público ao mesmo tempo que parece conversar com si mesmo. Com a presença da violonista Fernanda Kostchak, a banda inicia uma nova fase, agora no selo Vigilante, que parece despontar para um sucesso mais contido do que o alcançado com o hit Semáforo, mas, sem sombra de dúvidas, um sucesso com mais qualificação.

VanguartA Patinha da Garça:

(Izadora Pimenta)

The Duke and the King – The Duke and the King (Silva Oak Records)

O terceiro álbum de Simone Felice e sua trupe é uma simpática mistura de folk e soul. Se você fechar os olhos enquanto ouve o álbum, terá a sensação de estar viajando de carro nos EUA, cruzando o interior do país, passando por cidades pequenas, ouvindo corais de igreja e velhinhos tocando violão na varanda de suas casas.

Temos aqui um álbum com ótimas canções. Dentre elas, algumas naturalmente se destacam. The Morning That I Get to Hell, uma música que, de tão bonita, você acaba esquecendo que ele está contando da manhã em que chegou no inferno e foi recebido pelo “coisa-ruim” em pessoa. Também temos Hudson River, No More American Song e a amável No Easy Way Out, uma baladinha com pegada country onde a ótima Simi Stone assume os vocais.

Um álbum para acalmar qualquer alma.

The Duke and the KingThe Morning I Get To Hell:

(Guilherme Alves)

The War on Drugs: Slave Ambient (Secretly Canadian)

Slave Ambient é o segundo álbum de estúdio da banda The War on Drugs. E o que se percebe logo de início é que este segue o estilo psicodélico do primeiro, Wagonwheel Blues (2008).
Falando nisso, “psicodélico” é a palavra chave. O álbum é recheado de instrumentais suaves, mas trabalhados. Os cantos do vocalista Adam Granduciel sempre soam distantes, como se uma voz estivesse sendo ouvida no vento. Estes dois elementos, misturados às melodias simples e calmas, soam como uma mistura de Pink Floyd com Bob Dylan, e tornam o ato de ouvir o álbum uma experiência semi-alucinógena.
É um álbum que vale a pena ser escutado, e pode ser considerado o melhor trabalho da banda até hoje. Os destaques da tracklist  são Baby Missiles ( a mais “agitada” do álbum), Come to the City e Love is Calling My Name.
The War on DrugsCome to the City:

(Guilherme Alves)

Wooden Shjips – West (Thrill Jockey)

O Wooden Shjips chega em seu 3º disco mais psicodélico que nunca. Talvez a produção do ex-Spaceman 3, Peter Kember, tenha ajudado, mas a banda transcedeu sua influência. Ripley Johnson queria que West soasse como um espaço para camping na California, onde ele pudesse contemplar sua insignificância em relação ao tamanho do universo. Ou seja, a ideia para o álbum já era uma viagem lisergica antes mesmo dele começar a ser gravado, e o grupo faz questão de cumprir as espectativas.

Bons solos, batida marcante e o vocal caracteristico de Johnson tomam conta das sete faixas. As comparações com o The Doors ainda podem ser feitas, em especial em Crossing e Flight. Já Lazy Bones é um garage rock eletrizante. E quando parece que a banda já encaixou toda a essencia pensada para o disco em Looking Out, a última faixa, Rising, vem como uma agradável surpresa encerrando sua jornada psicodélica pelo space rock com os vocais tocados de trás para frente.

Wooden ShjipsRising:

(Marina Bastos)

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  1. [...] nem que o clipe te confunda mais do que explique. Brothers faz parte do disco Slave Ambient, lançado no ano [...]

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