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Lançamentos da Semana: Clap Your Hands Say Yeah, Jens Lekman, Megafaun e Tammar | Rock 'n' Beats

Lançamentos da Semana: Clap Your Hands Say Yeah, Jens Lekman, Megafaun e Tammar

Postado por Ana Clara Matta. Posted in Lançamentos da Semana

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Publicado em 21 setembro, 2011 - Nenhum Comentário

Clap Your Hands Say Yeah – Hysterical (Self-Release)

Quem disse que quatro anos de descanso não resultam em um bom trabalho? Hysterical, lançamento do Clap Your Hands Say Yeah, desfaz o mal entendido do irregular Some Loud Thunder, de 2007, trazendo 12 composições que exploram um som acessível de transições suaves entre as músicas.

Same Mistake soa fantástica abrindo o álbum: ritmo acelerado, vocal preguiçoso e guitarras atmosféricas. Faixa à moda antiga e tudo que os fãs esperavam há tempos. A elegância fica por conta de Misspent Youth. Melancólica, ela é embalada pelo diálogo entre guitarra e teclas de piano que deixam espaços pontuais para Alec cantar sobre “a glória de uma juventude desperdiçada”.

No fundo, Hysterical é hipnótico e deve muito a produção de John Congleton. Ele conferiu encanto e dinâmica ao grupo. Ritmo, tom e instrumentação são potencializados comprovando que não foi em vão o destaque dado a estreia do quinteto em 2005.

Clap Your Hands Say YeahSame Mistake

(Vinícius Cunha)

Jens Lekman – An Argument With Myself (Secretly Canadian)

Desde março, quando Waiting For Kirsten foi disponibilizada na internet, os fãs sabem que Jens Lekman finalmente voltou. A história do cantor perseguindo Kirsten Dunst por bares e hoteis de Gothenburg pode ser mais engraçada na versão ao vivo, quando o mesmo conta como escreveu a música. Mesmo assim, é uma das músicas mais divertidas do ano, empatando com a faixa-título, auto-explicativa.

Depois de quatro anos sem lançar material novo, a ideia de apenas um EP com 5 músicas pode desapontar um pouco, mas as músicas fazem jus a espera. Com um som bem mais tropical do que se podia imaginar para um sueco, o álbum traz guitarras de surf rock e batidas de reggae. São apenas 17 minutos, mas, depois de ouví-los, cada pessoa é capaz de se imaginar na pele de Lekman, que traduz seus pensamentos completamente em cada uma das músicas.

Jens LekmanAn Argument With Myself

(Marina Bastos)

Megafaun – Megafaun (Hometapes)

Do desmembramento da banda DeYarmond Edison nasceram dois novos grupos: Justin Vernon e a simplicidade acústica de seu Bon Iver e o experimental Megafaun. Em 2011, os dois grupos se encontraram em um meio termo. Enquanto Bon Iver se arriscou em um disco complexo, o Megafaun simplificou suas melodias. E o resultado foram dois grandes álbuns autoentitulados, destinados a marcarem as carreiras de seus criadores.

Megafaun, o álbum, não é apenas o álbum mais completo e equibrado do trio folk. É um dos álbuns mais completos e equibrados do ano, paciente, longo e imersivo, com influências que variam de clássicos como Grateful Dead e CSNY a bandas recentes como Wilco e Fleet Foxes. Metais na instrumental Isadora, guitarras “Western” em Scorned, faixas acessíveis como State Meant e Second Friend e experimentais como o quase “folk/dubstep” de These Words, e acima de tudo, o convite irrecusável da faixa de abertura Real Slow transformam Megafaun em um dos álbuns mais interessantes de 2011, cuja grande ambição é transformar o experimental em uma experiência de “easy listening” ímpar.

MegafaunThese Words

(Ana Clara Matta)

Tammar – Visits (Suicide Squeeze Records)

Por muito pouco esse disco de estreia do Tammar não é perfeito. Há um solo de guitarra aqui e ali sobrando, o que quebra por vezes o barato, mas de resto, desde a abertura impressionante de Heavy Tonight até o fechamento com Frost Meter, são sete músicas pra fazer girar sua cabeça de um modo como pouca gente consegue hoje. Visits, o primeiro álbum desse quinteto de Indiana, Esteites, é pura hipnose: loops envolventes de guitarras, pedais arrepiantes, vocais preguiçosos…

Experimente fechar os olhos e não viajar com a inebriante The Last Line. Ou entrar num espectro de luzes brilhantes com Yung Jun. Impossível. O Tammar resgata as dementes vibrações psicodélicas do Spacemen 3 (inclusive da fase menos adorada, de Recurring) e do 13Th Floor Elevators, e, a partir da mente contaminada de Dave Walter, apresenta sua sessão privada de psiquiatria sonora. Um ácido bem ajambrado num laboratório de primeira não faria tanto efeito.

TammarThe Last Line

(Fernando Lopes)

Sobre Ana Clara Matta

Uma soma de todas as músicas que já escutei e todos os filmes aos quais assisti. / @_ana_c

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