vBulletin stats
Lançamentos da Semana: Blink 182, Dum Dum Girls, Twin Sister, Tyler Ramsey e muito mais | Rock 'n' Beats

Lançamentos da Semana: Blink 182, Dum Dum Girls, Twin Sister, Tyler Ramsey e muito mais

Postado por Ana Clara Matta. Posted in Lançamentos da Semana

Tags: , , , , , , , , , , , ,

Publicado em 27 setembro, 2011 - Nenhum Comentário

autoKratz – Self Help For Beginners (Bad-Life)

Não minto, música eletrônica é um dos meus pontos fracos. Ainda mais quando ela é bem produzida e foge do marasmo do “tunts tunts” básico que muitos DJs fazem por aí hoje em dia.

Este álbum da dupla AutoKratz é um exemplo de música eletrônica da melhor qualidade possível. As músicas não ficam na mesma batida nem no mesmo ritmo. Temos músicas mais instrumentais, músicas com foco nos vocais e batidas que vão do synthpop ao house e minimal, tudo muito bem executado pelos ingleses David Cox e Russell Crank.

Temos vários destaques no terceiro álbum de estúdio do AutoKratz. Becoming the Wraith, melhor do disco, tem a participação de ninguém mais ninguém menos que Peter Hook, ex-baixista do Joy Division/New Order (bandas que mais influenciaram este álbum, aparentemente), que veio ao Brasil recentemente. Last Light, RISE, A-train e Opposite of Love também estão no topo da lista.

AutoKratz e Peter HookBecoming the Wraith

(Guilherme Alves)

The Barr Brothers – The Barr Brothers (Secret City Records)

Os irmãos Andrew e Brad Barr abandonaram o experimentalismo e a liberdade de improvisação do grupo de rock The Slip para buscar as raízes da música estadunidense… no Canadá, formando o The Barr Brothers. No promissor álbum de estreia do grupo, o The Barr Brothers mostrou que essa foi uma boa jogada.

Em The Barr Brothers, a banda tenta encontrar o equilíbrio e a mistura perfeita entre a leveza aérea do folk e o peso do blues, e mostra a semelhança temática dos gêneros, com letras de forte carga religiosa e popular. Mas enquanto as aparições de cada gênero, consideradas separadamente, brilham, como o folk de Beggar in the morning e Let There Be Horses e o cover intenso de Lord, I Just Can’t Keep from Crying, a mistura precisa de amadurecimento para se tornar mais orgânica, natural. As raízes do Barr Brothers estão firmemente apoiadas no melhor dos solos, e com o cuidado certo, esse projeto pode gerar belas colheitas nos próximos anos.

The Barr BrothersBeggar in the morning

(Ana Clara Matta)

Big Troubles – Romantic Comedy (Slumberland)

É inevitável comparar Romantic Comedy com seu antecessor, Worry, de 2010. O Big Trouble, com o primeiro disco, foi chamado de “My Bloody Valentine com restrições orçamentárias”, definindo com precisão o lo-fi-showegaze-whatever da estreia. Mas agora esse negócio de “restrição orçamentária” e MBV ficou no passado. Romantic Comedy é doce, inocente, pueril e descartável como o estilo de filme que o título sugere.

E como tal, é uma fuga perfeita pros momentos mais estressantes, pro dia a dia sufocante, pra quando não se quer pensar em nada, não se quer nada muito profundo, apenas se divertir. Aí, pra isso, o Big Troubles entrega doze soluções, entre elas She Smiles For Pictures, Misery e Sad Girls, três canções pop tão boas que faz todo o resto da humanidade parecer um bando de idiotas ouvindo outras músicas idiotas e imperfeitas. Nem mesmo Softer Than Science, as mais chiadeira entre as dez, se afasta da fórmula. Deite no sofá, dê play e deixe o mundo pra lá. Nenhum problema pode ser tão grande diante de uma maravilha dessas.

Big TroublesSad Girls

(Fernando Lopes)

Blink-182 – Neighborhoods (Geffen)

Depois de longos oito anos sem lançar um novo material, o Blink 182 aparece com Neighborhoods. A voz de Tom DeLonge é mais melódica e trabalhada, e Mark Hoppus parece assumir de vez seu papel como o cabeça da banda – sendo, inclusive, o membro mais integrado com as redes sociais, ele tem um grande ponto com o cenário musical atual.

Não é um trabalho que traz de volta a ideia de o Blink 182 ser uma banda que faz hits grudentos: o trio californiano amadurece ainda mais seu som em relação ao álbum anterior, trazendo também alguns elementos que podem ser vistos em projetos paralelos dos integrantes como o Angels and Airwaves e o Plus 44.

Mas, ao mesmo tempo, o Blink parece nostálgico. Ever If She Falls, por exemplo, a faixa que encerra Neighborhoods, remete a uma temática praticamente adolescente, chegando até mesmo a parecer uma continuação do clássico First Date. O instrumental de MH 4.18.2011 poderia estar nos primeiros álbuns – Cheshire Cat, talvez – mas, claro, a produção não seria tão favorável. É o momento certo para eles se reinventarem.

Blink 182MH 4.18.2011

(Izadora Pimenta)

Dan Mangan – Oh Fortune (Arts & Crafts)

Dan Mangan entrega em seu terceiro álbum, uma pérola moderna, que mistura o melhor do folk canadense com alguns belos momentos jazzísticos que fazem valer cada canção de Oh Fortune!.

O uso de violino, violoncelos, trompetes e guitarras se misturam de forma perfeita em cada faixa. Em alguns momentos Mangan retorna ao básico usando apenas voz e violão e constrói belos momentos.

Os destaques ficam por conta das músicas Jeopardy – que lembra Damien Rice em vários momentos – e Rows of Houses (essa particularmente bem semelhante ao trabalho anterior, Nice, Nice, Very Nice).

Oh Fortune apesar de sua qualidade, ainda não supera o segundo álbum de Dan Mangan, mas conta com grandes momentos.

Dan Mangan - Jeopardy

(Nacim Elias)

Dum Dum Girls – Only in Dreams (Sub Pop Records)

“Nesse disco foi bem impossível não escrever sobre coisas recentes e reais”, disse Dee Dee sobre Only In Dreams. A vida não pegou leve com a líder das Dum Dum Girls entre o primeiro álbum, I Will Be, de 2010, e esse novo: ela perdeu a mãe e seu casamento naufragou. Seria óbvio que esses baques se refletissem na música. Mas, curiosamente, Only In Dreams parece bastante positivo e alegre.

É que a banda apenas voltou-se com maior fervor à sonoridade inocente (ou pretensamente inocente) do rock do começo dos anos sessenta, como a disfarçar seus reais sentimentos, num artifício bem comum àquela geração. Mas Dee Dee não é de esconder nada. Heartbeat deixa isso bem claro, na dor e na coragem, fechando a primeira metade excepcional do disco, bem como as amarguradas Coming Down e Teardrops On My Pillow. Uma pena é que o disco não consiga manter o pique até o final. Começa muito bem, com Always Looking e a grudenta Bedroom Eyes e vai se esvaindo aos poucos, aqui e ali. No todo, porém, a tristeza de Dee Dee se transforma em alegria certeira pro ouvinte.

Dum Dum GirlsBedroom Eyes

(Fernando Lopes)

Sleep ∞ Over – Forever (Hippos in Tanks)

O Sleep ∞ Over perdeu dois integrantes antes mesmo de lançar o primeiro disco. Mas Stephanie Franciotti continuou a fazer músicas e a disponibilizá-las na internet, e em um ano, o trio desconhecido, virou um projeto solo bem agradável de se ouvir.

Se fosse preciso escolher um gênero para Forever, seria o synthpop, mas o disco flerta com o dream pop, tem guitarras pesadas e uma batida precisa de industrial. São texturas sob texturas, como é explícito em Crying Game. Além da junção de sons, barulhos, conversas, com um dos vocais mais suaves já ouvidos. Apesar disso, o álbum é bem coeso e bem produzido, e mesmo Untitled – 22 segundos de sons inexplicáveis – não prejudica sua qualidade, só aumenta sua psicodelia. Romantic Streams é a música mais acessivel, a única que pode se tornar um single convencional, mas o disco inteiro é uma obra que deve ser ouvida.

Sleep ∞ OverRomantic Streams

(Marina Bastos)

Twin Sister – In Heaven (Domino Records)

Muita coisa mudou desde que o Twin Sister lançou o seu primeiro EP, Vampires With Dreaming Kids, em 2008. O som dos nova iorquinos segue agora em versões menos experimentais e com um pop bem acentuado em seu primeiro álbum, In Heaven. O início ainda pode resgatar seus dois primeiros trabalhos, mas as demais faixas parecem crescer na medida em que as ouvimos.

Essa miscelânea de sons parece se fundir perfeitamente com a voz suave e cheia de sensualidade de Andrea Stela, fato que acontece em Kimmi In a Rice Field, uma das melhores faixas do disco. O clima anos 80 também está bem presente na agitada Space Babe e na calma Luna’s Theme, que lembra Cocteau Twins em sua melhor fase, ou no resgate ao groove com Bad Street, que possui elementos de inspiração mais do que proposital nos californianos do She Wants Revenge.

Talvez as novas versões cheias de popices, ainda que muito bem produzidas, de suas músicas não agrade a quem gostou dos primórdios da banda, mas com certeza conquistará novos fãs com este novo e belíssimo trabalho.

Twin SisterBad Street

(Liliane Rodrigues)

Tyler Ramsey – The Valley Wind (Fat Possum)

Com apenas alguns segundos de audição, o novo álbum de Tyler Ramsey já é vítima de inúmeras comparações. Primeiramente, é impossível ignorar o passado (e presente simultâneo) musical de Ramsey, guitarrista da excelente Band of Horses. Mas Ramsey, em seu trabalho solo, troca as guitarras cristalinas que empresta à Band of Horses por um som mais rústico, simples e setentista, estética que ganha um belo empurrão da voz de Ramsey, em alguns momentos quase idêntica ao marcante vocal de Neil Young (o que nos leva ao segundo parâmetro de comparação).

Se apreciado com um olhar comparativo, The Valley Wind rapidamente se torna decepcionante. Curto e sem grande consistência, o álbum de Tyler Ramsey não grudará na memória dos fãs como o Band of Horses e Neil Young o fizeram tão bem. Mas nada disso pode eclipsar os bons momentos do álbum, aglomerados em sua porção intermediária, com The Nightbird, Stay Gone e Time is Changing Line que provam que Ramsey consegue caminhar muito bem com suas próprias pernas. A dúvida é a distância que ele consegue percorrer.

Tyler RamseyThe Nightbird

(Ana Clara Matta)

VHS or Beta – Diamonds & Death (Krian Music Group/Chromosome)

VHS or Beta, me parece uma banda bem resolvida. Mesmo que passem em cima do muro entre o rock o eletrônico, isso não soa esquizofrênico com seus sintetizadores na frequência de quem já ouviu Duran Duran, Tears For Fears e tals. E na maioria das vezes, na forma mais simples possível.

Entre o eletrônico e o rock, a banda do Brooklyn faz pop. Desde a abertura, com Breaking Bones, (enquanto Craig Pfunder encaixaria em qualquer banda de post punk) dá para sacar que é uma música que até funcionária na voz de uma dessas cantoras que fazem featuring com Guetta, bastando acrescentar alguns efeitos de disco House – e um pouco mais sombrio.

É recorrente a forma minimalista, nem que seja por alguns instantes – o que conta a favor da banda. Nada que defenda um disco morno. Mas se é para ver a galera dançar na pista, use Eyes. Talvez sirva.

(Raphael Bispo)

Warm Ghost – Narrows (Partisan)

“Psicodelicadamente” suave.

Esse foi o melhor termo que achei (criei, na verdade) para definir este álbum, o primeiro trabalho da dupla Warm Ghost, formada pelos norte-americanos Paul Duncan e Oliver Chapoy. Trata-se de um disco bem produzido, com músicas melódicas e gostosas de ouvir. Porém, ele é, em alguns momentos, calmo demais, o que pode espantar aqueles que não conhecem o trabalho do duo.

O Warm Ghost soa como uma grande mistura de Gorillaz com Enya, Depeche Mode e Kraftwerk, tudo com uma dose extra grande de psicodelismo no melhor estilo Pink Floyd. Inside and out, Splay of Road e a faixa de abertura G.T.W.S. são os pontos altos do álbum. Caso você esteja com insônia, ouvi-lo antes de dormir pode te ajudar. Ou se você anda muito estressado. Só não recomendo para aqueles que procuram agitação.

Warm GhostG.T.W.S.

(Guilherme Alves)

Wilco – The Whole Love (dBpm Records)

The Whole Love, novo álbum do Wilco, acaba de chegar às lojas dos EUA e Europa, mas sua estreia de gala já aconteceu, em um evento de streaming que mobilizou as redes sociais e ganhou a atenção da equipe do Rock ‘n’ Beats.

Um álbum aguardado e diverso merecia uma grande variedade opiniões. Logo, você pode conferir as diferentes visões do Rock ‘n’ Beats sobre The Whole Love na coluna What did you expect?, ao som da faixa eleita pela equipe como grande destaque da obra, Art of Almost.

WilcoArt of Almost

Sobre Ana Clara Matta

Uma soma de todas as músicas que já escutei e todos os filmes aos quais assisti. / @_ana_c

Veja outros artigos de Ana Clara Matta

Comente usando o Facebook!

Nenhum Comentário

Existem atualmente Nenhum Comentário no Lançamentos da Semana: Blink 182, Dum Dum Girls, Twin Sister, Tyler Ramsey e muito mais. Deixe seu comentário

  1. [...] do grupo de folk-rock Band of Horses, mal lançou seu álbum solo The Valley Wind (que nós já ouvimos e comentamos) e já detalhou o futuro de seu grupo principal. A Band of Horses está finalizando a turnê do [...]

  2. [...] semana o Rock’n'Beats já resenhou o novo álbum do cantor e compositor canadense Dan Mangan, intitulado Oh Fortune. Agora, podemos conferir o [...]

Deixe seu comentário

RocknBeats