
Antes mesmo de começar o show, parte dos fãs de Florence + The Machine já faziam pequenos estardalhaços chamando pela ruiva. Pouco mais de cinco minutos de atraso foi o tempo que levou para que a cantora entrasse no palco e arrancasse gritos desesperados de parte da Pista Premium e Pista Simples.
Trajes esvoaçantes em tons de laranja ligando diretamente com a cor das mechas do seu cabelo e um cenário remetendo a vitrais de uma igreja, a cantora soltou um “Eaí São Paulo?”, que levou o público a gritaria, e assim abriu o show com Only If For A Night. Já em seguida, emendou What The Water Gave Me, faixa presente no seu mais recente álbum, Ceremonials. O que mais impressionou é que apesar do álbum ter sido lançado a pouco tempo, uma parcela considerável do público já cantava as letras sem titubear.
Mais sutilmente, Cosmic Love substitui as primeiras canções do novo disco e abre espaço para Lungs, álbum de estreia da banda. Enquanto pratica de forma livre as suas danças que remetem a rituais místicos, You’ve Got The Love tem o refrão cantado mais intensamente até então. Os primeiros pulos intermitentes aparecem no show que só estava começando.
Florence Welch reserva um momento para prestar tributo a cantora Etta James que faleceu recentemente. Ela aproveita dessa chance para agradecê-la por sua contribuição na música, e dizer que sem ela, provavelmente ela não estaria em cima daquele palco. Em seguida, entoou em sua voz potente um dos hits da diva dos anos 50, que atualmente foi remixado e toca por todas as rádios FM, Something’s Got A Hold On Me.
O público permanece com os ânimos controlados em Never Let Me Go e Between Two Lungs, e só acompanha a banda com um mar de braços balançando de um lado para o outro. Entre arremessos de beijo e corações com a mão que Flo faz, ela solta um “It’s amazing to be here in São Paulo!”
Shake It Out abriu os caminhos para a interação que viria redobrada a partir dali por parte do público, e principalmente de Florence. Eis que chega o ponto alto do show: Dog Days Are Over.
Muita gente que estava ali por outras bandas conhecia ao menos essa canção, que pode ser considerada o hino indie de 2010. A combustão foi praticamente espontânea de ambos os lados: palco e plateia. Nessa hora a euforia tomou conta: Florence corria de um lado para outro com uma bandeira do Brasil, e , entre seus passinhos românticos de bailarina bêbada, fez um convite para que o público pulasse sem parar de acordo com seus comandos. Era possível ver claramente nos telões quase todo o público se rendendo aos pedidos da ruiva.
A cantora aproveitou da emplogação pra emplacar mais um hit, Raise It Up (Rabbit Heart), mas o efeito foi quase o contrário. Não se sabe se pelo bom cansaço causado na música anterior ou por desconhecer a faixa, mas o público ja nao pulava quando Welch pedia. O fim estava chegando.
Encerrando o show, as faixas finais foram Spectrum e No Light, No Light, que tiveram uma pequena manifestação de balões ao céu por parte da Pista Premium, e um gás final apenas por parte dos reais fãs de Florence + The Machine. O público de Bruno Mars já havia se cansado do clima de misticismo.
A escolha do lineup da banda britânica foi sábia, emplacou grandes hits de Lungs e bons singles de Ceremonials. Apoiado a voz ímpar de Florence, a interação entre as partes foi indispensável para que o show resultasse bem.
Ficou em casa e não acompanhou o show? Pois achamos um vídeo do livestream pra você ver e rever:
Imagens: Divulgação (G1/Summer Soul Festival)













janeiro 25, 2012 às 16:29
[...] de instrumentos. Depois desse vídeo, ficou curioso em relação ao show da inglesa? Confira a nossa resenha da apresentação de Florence no Summer Soul Festival, em São [...]
janeiro 30, 2012 às 12:08
[...] O som da franco-nigeriana é trabalhado num soul leve e de personalidade, apesar de ter um apelo mais pop em seu último álbum Beautiful Imperfection (2010), a cantora tem entre suas produções faixas que vão desde comuns letras de amor (Why Can’t We), canções de protesto (Fire In The Mountain) e até mesmo algumas em sua língua “nativa”, o francês (Blimpé). Fica aí uma dica para o próximo Summer Soul Festival. [...]