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What did you expect from Lana Del Rey? – A equipe do Rock ‘n’ Beats opina sobre “Born to Die”

Postado por Rock 'n' Beats. Posted in Colunas, Destaque, Resenhas

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Publicado em 26 janeiro, 2012 - 4 Comentários

Ah, um hype! Algo passageiro, que precisa de uma evolução para se consolidar. Pelo menos no mundo da música, esse poderia ser uma definição.

Lana Del Rey apareceu como um furacão, invadindo os blogs e sites especializados com seus clipes, com suas apresentações nos programas gringos, com novidades de seu álbum. Assim, de uma hora para outra.

Born to die causou tamanho impacto nos radares musicais que até ganhou um espaço na nossa série “What did you expect?”, que já recebeu discos de Strokes, Arctic Monkeys, Noel Gallagher, Wilco e Justice. Que responsabilidade, não? Confira agora a opinião da equipe do Rock ‘n’ Beats sobre o novo trabalho de Lana Del Rey.

Ana Clara Matta

O poder de atração turística de Las Vegas parece inexplicável e estranho. Lá, os cassinos, que em teoria seriam basicamente idênticos, emulam monumentos famosos (em versões que não se comparam às originais) e se enchem de luzes e neons para atrair você e seu dinheiro. De certa maneira, Born to Die é como Las Vegas: e por trás das luzes piscantes de uma produção exagerada e da estética retrô, que faz por Nancy Sinatra o que o Venetian faz por Veneza, a sensação que fica é a de que você está sendo enganado.

Essa sensação já começa a partir da insistência da mídia em apresentar Lana como uma aposta, sendo que esse não é nem mesmo o seu álbum de estreia. A sensação se intensifica quando você percebe que o excelente início de Born to die, que aglomera a faixa-título, o pop impecável de Off to the races, e as ótimas Blue Jeans e Video Games, é apenas a coleção dos motivos que levaram ao hype de Lana, e para o resto do álbum, resta a incerteza, a repetição de fórmula e variações (muito) inferiores sobre o mesmo tema (com boas exceções como Million Dollar Man e Without You).

A culpa do relativo fracasso de Born to Die não é inteiramente de Lana Del Rey. É do produtor que afogou qualquer imperfeição em uma série de excessos, retirando a alma e a personalidade do álbum. É da superexposição da mídia, que vendeu Lana como a salvação do Pop. E, por fim, é nossa, por lançarmos todas as nossas expectativas em tal salvação.

Melhor música: Blue Jeans
Pior música: National Anthem/Lolita

Fernando Galassi

O hype que ronda Lana Del Rey já não é mais tão efervescente quanto antes, assim como tinha gente que há 6 meses a amava, agora a odeia por seguir o fluxo da opinião alheia. Fato é que Born To Die foi mais um dos casos em que a oportunidade de crescer passou pelos dedos, de certa forma.

Lana Del Rey é dona sim de bons graves que não se encontram tão facilmente entre o som que ouvimos hoje em dia, tendo como referencial os anos 50, afunila-se mais ainda.

O álbum demorou muito a ser lançado, era necessário ter aproveitado a alta maré para pescar os melhores peixes, lançar o debut agora, depois de vazar mais de 50% do álbum para stream é um tanto inconsequente pra quem acaba de vingar na carreira musical. E é possível entender porque Lana não disponibilizou as faixas restantes: o que sobrou como Summertime Sadness, Carmen e Dark Paradise não consegue ter a sonoridade das demais faixas, um tanto boring e repetitivo.

No entanto, a outra metade do álbum é totalmente recomendável, de Video Games que foi um hit que ficará marcado no ano de 2011 (e que, sinceramente, esperamos que Lana consiga fazer algo novamente parecido) a National Anthem, que se alastra para uma pegada mais pop e ainda assim consegue se diferenciar do mainstream com uma pegada chiclete que funciona.

O saldo final é que Lana tem em mãos sim um bom álbum mas que não terá alto retorno. A indústria musical tem dessas. Simplificando: Imagine a diferença de se vender Panetone em Dezembro e em Julho: Qual mês vende mais? Pois é.

Melhor Música: Blue Jeans
Pior Música: Carmen

Izadora Pimenta

O amor é muito fácil para Lana Del Rey e Born To Die nada mais é do que um conto de fadas moderno, com Lana na personagem impecável de princesinha da Disney, vivendo em um mundo onde todos irão fazer as suas vontades e fantasiando platonicamente com o príncipe encantado. E sabe qual é o problema disso? Isso é chato demais.

Salvo algumas exceções que fogem à regra, como a experiência interessante de Off To The Races, a inebriante Million Dollar Man e a poderosa Video Games, que apresentou Lana ao mundo e deixou a falsa impressão de que ela entregaria mais pérolas como essa, Born To Die é um álbum insosso, com uma produção que deveria ser luxuosa, mas ficou pobre, é longo e repetitivo até dizer chega. O que vemos são canções sem alma que querem ser vendidas, mas a artificialidade é tanta que nada empolga. Também não há preocupação alguma com apelo popular – afinal, quem vive nesse mundo perfeito das canções de Lana?

Talvez com menos delírio e desprendimento da preocupação em parecer perfeita ao mesmo tempo, Lana possa entregar um trabalho melhor daqui pra frente. Se ela continuar: afinal, todo conto de fada tem aquele final misterioso do “felizes para sempre”, e ninguém nunca mais fica sabendo da vida da princesa.

Melhor música: Video Games
Pior música: Carmen

Priscila Maboni

Era pra ser O lançamento – esperado com ansiedade, seja pelos fãs conquistados com os singles ou por aqueles que curtiram o visual da cantora. A promessa era de que 2012 fosse de Lana Del Rey, assim como 2011 foi para Adele e 2010 para Lady Gaga. Mas o disco Born to Die chegou como um copo de whisky em que o gelo derreteu. Já sem muito gosto.

Ao se usar da divulgação de material pela internet, Lana conseguiu criar um hype bacana e criar bastante expectativa em torno do álbum. Porém, a coisa enjoa e cansa logo ao se escutar o álbum. São 15 músicas, que se você colocar para tocar e pegar no sono ouvindo, é provável que quando acordar vai ter a impressão de que a mesma faixa continua tocando. Algo faltou na produção da maioria das músicas… Um sal, sabe? Porém, há exceções, como a faixa-título (que nem novidade é) e Off to the Races (que também não é nova).

Não há algo de esplendoroso e nem de mágico no disco. Não é aquele que vai ficar tocando sem parar. Não é de todo ruim, porém. Só é praticamente desnecessário. Quando for ouvir e quiser ter uma primeira impressão mais positiva, comece pelas que citei acima e na sequência faça uso de Diet Mountain Dew e Lucky Ones. Confesso que me decepcionei… Não que isso seja um segredo. Mas ohhh, como Lana é bonita! Só bonita. Além do mais, nos palcos, parece aquilo que a sua música transmite: alguém ainda engatinhando.

Melhor música: Born to Die
Pior música: Lolita

Soraia Alves

Não espere nada além do já apresentado nas músicas que Lana Del Rey lançou antes de Born To Die aparecer completo.

Se você gosta dos hits Video Games, Blue Jeans e o single que dá nome ao disco, você não vai se decepcionar, afinal são 15 músicas sem muita diferença entre si. Já se você não entende o porquê de tanta atenção em cima da cantora, vai continuar sem entender.

Em sua estreia, Lana incorpora os mais puros estereótipos femininos: é romântica (“Heaven is a place on earth with you”), exagerada e dramática (“Oh, my heart it breaks every step that I take”), feminina (“Got my hair up real big beauty queen style”) e sexy pela própria natureza de sua voz. Mas, no fim, acaba soando sempre igual.

Talvez Born To Die seja tão a cara de Lana Del Rey que acabou assim: interessante, porém enjoativo.

Melhor música: Dark Paradise
Pior música: National Anthem

Talita Bristotti

Confesso que ainda não tinha ouvido Lana Del Rey, portanto minha expectativa era zero. Minha primeira audição foi com Born To Die e até agora não entendi o hype em cima da cantora. Afinal, ela não era para ser a queridinha de 2012? Não depois desse álbum.

Com poucos pontos altos, músicas grudentas e trabalhadas até demais, a estreia de Lana Del Rey deixou a desejar. O álbum não tem elementos para te conquistar e é difícil manter a audição completa de um trabalho que parece ter a mesma melodia e as mesmas batidas nas 15 músicas apresentadas.

Por falta de uma definição melhor, deixo aqui uma observação do Stereogum. “As canções são quinze versões de uma garota bêbada no bar tentando convencer alguém a dormir com ela”.

Melhor música: Dark Paradise
Pior música: Carmen

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4 Comentários

Existem atualmente 4 Comentários no What did you expect from Lana Del Rey? – A equipe do Rock ‘n’ Beats opina sobre “Born to Die”. Deixe seu comentário

  1. Impressionante como isso é verdade. Vocês são ótimos, a questão do enjoativo é um fato maior do que a quantidade de faixas no albúm, “National Anthem” poderia ter sido mantida como uma demo talvez melhor trabalhada, alegre, porém mataram a música. “Born to die” dá a impressão de que um novo horizonte vai se abrir diante de você ao decorrer, da mesma forma que como “Rolling in the deep” e “Marry the night” em seus respectivos albúns ou até mesmo “Losing Touch”, mas o que vemos é um albúm inteiro se desfazendo a cada faixa que passa. Uma pena.

  2. born to die é otim.
    Não compare com Adele, a proposta dos cds são totalmente diferentes. Adele fala do amor e do seu fim de maneira classica , com uma voz forte e enorme produção, fazendo tudo ficar epico….
    Já Lana faz um cd aonde o menos é mais. fala de amor de maneira estranha, nada convecional, as vezes meio doentia até (Fui só eu que notei, ou em Carmen ela fala de uma garota de progama?) usando a sua voz grave e contida em arranjos simples, fazendo um album mais “minimalista”. Acho valido ela ir por outra direção. Adorei Born to die. pra mim a melhor faixa é Born to die, e a pior Lolita.

    • Concordo! O disco é minimalista mesmo, e tem sua própria proposta.
      Achei o álbum muito bom, e nem um pouco enjoativo, pelo contrário, não consigo parar de ouvir! Os temas podem até serem repetitivos, mas ela tem estilo próprio então não se pode julgar o trabalho dela pela temática das músicas.

  3. Achei uma merda o comentário de vocês (afinal, esperar o que da MTV?).
    Parece que o que foi levado em conta foi os samples das músicas e não a voz e o tema do álbum. A voz dela continua bela em todas as faixas.
    Quer um álbum realista? Bem, ela não prometeu realismo. É Lana Del Rey, a garota rica.
    Uma pena as pessoas quererem algo que faça lembrar o passado, como efeitos no instagram, câmeras analogicas, 8-bit etc e levar isso como apenas um hype.

  4. [...] Enquanto a equipe do Rock ‘n’ Beats divergiu na escolha da melhor faixa de Born to die, resultando em um empate entre as excelentes Blue Jeans e Dark Paradise, a escolha do destaque negativo do álbum foi mais simples, com Carmem ganhando a primeira posição. Confira as nossas opiniões sobre o álbum Born to Die aqui. [...]

  5. [...] Confira aqui o que o Rock ‘n’Beats achou de Born To Die. [...]

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