
Por Vinícius Cunha
Fotos: I Hate Flash!
Nem mesmo a chuva deixou desanimar as 1.200 pessoas que compareceram ao Circo Voador na última sexta-feira, 27 de janeiro, para prestigiar a dobradinha The Rapture+Breakbot, em mais uma mobilização do Queremos.
Liderado por Luke Jenner, o trio subiu ao palco com a proposta de mostrar que evoluiu desde a saída do baixista Matt Saffer, e, sobretudo, soube se reinventar desde o lançamento do segundo álbum Pieces Of The People We Love (2006). Com um repertório bem dividido entre a disco punk e a chill out, os americanos entraram com In The Grace Of Your Love - morna, um início nada promissor. Ficou a cargo de Get Myself Into It incendiar a plateia que estava interessada em espantar o possível frio que veio com a chuva.
A guitarra de Jenner ditava o ritmo e despejava riff atrás de riff que com perfeição combinava com a percussão de Gabriel Andruzzi. O Rapture impõe uma pulsação vibrante com o set disco punk e encaixa em sequência Whoo”! Alright – Yeah Uh Huh, Olio e House Of Jealous Lovers, este último, um single que reviveu a dance punk em 2002, provocando um caos dançante na pista.

O rock alternativo ganha novos contornos quando a banda sai do nicho art punk e apela para o dance pop com Come Back To Me. Uma readaptação das celebradas faixas dos anos 90 que além de mostra o ecletismo do Rapture, mostra a riqueza e diversidade do repertório.
Precedendo o bis, Sail Away e Echoes evidenciaram a falta de atenção do baterista Vito Roccoforte, que perdeu o tempo, tornando as músicas mais lentas do que o normal. Em um som marcado por bumbo e caixa como o do Rapture, isso é primordial. O público não pareceu se incomodar e continuou envolvido até Luke Jenner e seus companheiros saírem de cena.

Ao vivo, a banda mostrou que consegue mesclar a base eletrônica, característica de seus primeiros discos, com o orgânico e até gospel do último lançamento. Para o bis, eles reservaram três faixas de In The Grace Of Your Love e já não queriam mais agitação da primeira hora de show. Luke agradeceu a iniciativa que os trouxe novamente ao Rio de Janeiro e emendou com How Deep Is Your Love, que fechou a performance e abriu para o DJ francês Breakbot.
Toda energia do show do trio continuou durante o set de Breakbot. Com um set composto eletrofunk, ele segurou aqueles que não queriam se arriscar na chuva e seguiu por duas horas fervendo a pista. A inusitada aparição de Mayer Hawthorne, que aproveitou para anunciar seu show no mesmo Circo Voador, encerrou a noite dos pés irrequietos que, independentemente do idioma, levam a dança à sério.
Confira a animação da plateia em How Deep Is Your Love, faixa que encerrou o show do Rapture:














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