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Resenha: The Ting Tings experimenta novos caminhos em “Sounds From Nowheresville” e perde identidade

Postado por Talita Bristotti. Posted in Resenhas

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Publicado em 09 fevereiro, 2012 - 2 Comentários

The Ting Tings - Sounds From Nowheresville

Por Talita Bristotti

O segundo disco de um artista quase sempre define seus próximos anos: ou aparece para consolidar o músico ou para acabar com sua carreira. Depois de suas músicas conquistarem as baladas ao redor do mundo, o The Ting Tings trouxe um disco sem sal e que não soube traduzir as expectativas de um público sedento por um novo trabalho da dupla.

Sounds From Nowheresville não parece nada com We Started Nothing (2008), disco que emplacou tantos hits como That’s Not My Name e We Walk. Fica difícil afirmar, também, que a dupla mudou para “atender as expectativas do mercado”. O fato é que eles quiseram criar um disco que combinasse todos elementos de uma playlist, conforme já havia sido anunciado anteriormente, para entreter o ouvinte e não deixá-lo cair no tédio.

O Ting Tings demorou muito para produzir um novo disco, foram 4 anos tentando achar um novo caminho e a banda se perdeu: não tem o mesmo apelo e as tentativas de inovação não foram felizes.

Silence, a primeira do disco, se configura como uma abertura do trabalho: começa tímida até chegar ao seu ápice, para então abrir caminho para o que seria o álbum. Este pensamento consegue se manter pelas duas faixas seguintes Hit Me Down Sonny e Hang It Up, dona de um clipe nada interessante, mas de uma batida que lembra os primórdios do casal.

The Ting Tings — Hang It Up

A partir daí o disco perde seu rumo.

Jules De Martino aparece mais neste álbum. Give It Back começa com a voz do baterista, que divide espaço com Katie White durante toda a música. Logo após temos a audição de Guggenheim, algo que mistura declamação de poemas com batidas de rap. Esta música pode ser classificada como uma declaração de auto destruição: “eu preciso me recompor”, grita Katie.

Soul Killing tem uma batida repetitiva que mistura ska e funk. One By One é uma música legal, mas fica difícil chegar nela depois de tantos erros cometidos ao longo deste novo trabalho do duo britânico. A faixa lembra Hands, single lançado para fazer parte do então segundo álbum Kunst, que acabou por ser desmentido pela banda.

Day To Day é a balada romântica do disco. Depois chegamos a música Help, que também mantém batidas mais lentas e uma letra totalmente pobre. In Your Life, a décima faixa, é a último do disco. Violinos, guitarras e melancolia marcam o fim deste trabalho do Ting Tings.

A dupla fez a junção de ritmos distoantes, que até casam em pouquíssimas faixas, mas a produção final não atingiu uma unidade — elemento importante para um disco. É bom lembrar que a banda vem ao Brasil entre abril e maio. Agora só nos resta torcer para que o repertório esteja mais baseado no álbum de estreia do que em Sounds From Nowheresville.

Nota: 4,0.

Sobre Talita Bristotti

Quase jornalista e viciada em música e livros.

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2 Comentários

Existem atualmente 2 Comentários no Resenha: The Ting Tings experimenta novos caminhos em “Sounds From Nowheresville” e perde identidade. Deixe seu comentário

  1. Não achei o disco completamente sem sal, algumas faixas são muito boas, como Give It Back – que aliás, me lembrou um pouco o the kills. Acho que eles se testaram nesse disco, e se forem inteligentes vão perceber que algumas coisas não funcionaram, e é daí que um terceiro álbum pode vir bem melhor que esse. A apresentação ao vivo deles é boa, acho que a carreira pode correr o risco de “acabar” só se faltar um pouquinho de inteligência e criatividade na produção do próximo disco.

    • Bruna,

      Para mim muita coisa não funcionou neste disco. Na minha opinião, 4 músicas são boas… o restante é muito ruim! Eu realmente espero que eles percebam e façam uma auto-crítica pra este álbum e que o terceiro trabalho do ting tings seja BEM melhor que este :)

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