À frente do site Move That Jukebox, Neto Rodrigues tirou um tempinho entre uma resenha e outra para mostrar ao Rock’ n’ Beats um pouco do seu gosto musical. Quem mexe diariamente com música está sujeito a encontrar muita coisa boa que por algum motivo não faz tanto sucesso. Neto porém, apesar de antenado nas novidades que estão rolando, é clássico e curte mesmo um bom rock inglês.
E é também da Inglaterra que vem uma das surpresas em suas respostas, já na primeira pergunta. Há tempos atrás, o pequeno Neto curtia Spice Girls.
Confira as respostas de Neto Rodrigues e aproveita para assistir às boas dicas de clipes que ele deu aqui.
-Fazendo uma viagem ao passado, para cada uma dessas fases da sua vida, qual música mais marcou você e por quê?
*Infância
Puts. Não faço ideia. Spice Girls e ‘N Sync, talvez? Olha eu queimando meu filme logo na primeira pergunta.
*Pré-Adolescência
Qualquer coisa do Korn, Limp Bizkit, System of a Down, Linkin Park e Staind! Tendo um dinheiro extra, ia à loja comprar CDs de nu-metal, acredita?
*Adolescência
A coisa começou a melhorar. Comecei a ouvir Beatles e, apesar de não ter ido ao Rock In Rio 2001, graças a ele conheci Oasis e Red Hot Chili Peppers. Aliás, Oasis é minha banda favorita até hoje. Também comecei a escutar Death Cab For Cutie e The Killers graças a, bem, The O.C.
*Juventude
Partindo do indie rock básico, comecei a descobrir algumas variações mais, digamos, “experimentais”. E aí passava dias escutando só Radiohead, Sigur Rós e – não sei de onde isso veio, mas tudo bem – The Mars Volta. Conheci Queens of the Stone Age nessa época, eu acho. Ironicamente, enquanto escutava bandas mais novas, também crescia meu interesse em Bob Dylan, Stones, Led Zeppelin, Sex Pistols, The Clash e Joy Division.
- Suas músicas para momentos de:
*Festa e agito
Ultimamente, tenho encontrado uns remixes bem bacanas de músicas dos discos mais recentes do CSS, Rapture, Foster The People, Grimes, SBTRKT e Metronomy.
*Alegria
O Definitely Maybe, do Oasis.
*Triste e aquela deprê
Tem umas do Radiohead que destroem. How to Disappear Completely e Reckoner, por exemplo, mas, no geral, fico com City and Colour.
- Qual é a música que você escuta e diz “Nossa, eu queria ter feito isso!”?
Live Forever, do Oasis, e Jigsaw Falling Into Place, do Radiohead.
- Uma música que ninguém imagina que você gosta?
Sabia que curto umas coisas do Skank? Ainda Gosto Dela é demais. Também tenho umas épocas post-hardcore, com Alexisonfire e Underoath.
- O que você anda ouvindo ultimamente?
Tô tentando entender esse novo do The Mars Volta, mas tá difícil, viu? Gostei dos novos da Céu, Single Parents, Forgotten Boys e We Are Pirates. Go Fly A Kite, do Ben Kweller é um calmante bem agradável. R U Mine?, do Arctic Monkeys, já é uma das músicas do ano pra mim. E Death To My Hometown, do Bruce Springsteen, é simplemente incrível!
- Quais artistas da cena independente nacional você destaca?
Em 2011, um dos discos que mais ouvi, e do qual pouca gente falou, pelo que pude ver, foi o Welcome To Jalva, do quarteto gaúcho Wannabe Jalva. Gostei bastante também da estreia do Boss In Drama. Pra esse ano, já ouvi o debut do Killer On The Dancefloor e tá muito bom.
Tô bem curioso pra escutar os segundos trabalhos do Black Drawing Chalks e do Holger. Ah, tem a estreia do Dorgas também.
- Aliás, você é fã assumido de quem na música brasileira? E por quê?
Sou fascinado com o Stand By The D.A.N.C.E., disco de 2005 do Forgotten Boys. Acho os timbres sensacionais e os riffs grudam na cabeça pra nunca mais saírem. Mas confesso não ser muito atraído pela música nacional em geral. Conheço quase nada de coisas antigas e poucos lançamentos me chamam a atenção. Não sei explicar o motivo. É simplesmente gosto. Não é marcação ou implicância. Muito menos “pouco caso”.
Eu realmente tento escutar tudo que é lançado, desde Romulo Fróes e Pélico até Pitty e Madame Saatan. Ainda bem que no meio do caminho eu sempre encontro pequenas pérolas, como o Sunga, do Holger, Bird And Whale, do Rosie And Me, e o Life Is a Big Holiday For Us, do Black Drawing Chalks.
- Qual a melhor década da música na sua opinião? Por quê?
Década de 90, porque relevou ao mundo a maioria das minhas bandas favoritas de hoje. Tá que a de 60 teve Beatles, Stones, Kinks e tal. Gosto muito de todos. Mas, me identifico muito mais com os temas noventistas. Imagina viver numa época que possibilitou o surgimento (ou o auge) de bandas como Oasis, Blur, Pavement, Nirvana, Smashing Pumpkins, Foo Fighters, Pearl Jam, Radiohead e Daft Punk, por exemplo?
- Qual seu videoclipe favorito?
Sou péssimo para lembrar clipes que vi e curti. Mas veio na cabeça agora Coffee & TV, do Blur, Can’t Stop, do Red Hot, No One Knows, do QOTSA, e Weapon of Choice, do Fatboy Slim.
- E o pior clipe que já viu?
Lembro que falei mal de No Light, No Light, da Florence and the Machine, ano passado no Move, e fui alvo de pedradas. Então vou de VEM COMIGO, VOCÊ!
- Quais são as três melhores bandas do mundo?
Oasis, Radiohead e Beatles.
- O que você escolheria como trilha sonora da sua vida?
Talvez Paul McCartney, Noel Gallagher e alguma orquestra qualquer fazendo cover de Radiohead? Isso pode dar muito errado, eu sei. Na dúvida, Familiar To Millions, duplo ao vivo do Oasis.
- Qual o melhor show que você já viu?
Ainda não me decidi. Sempre fico entre Radiohead no Just a Fest (SP) e Paul McCartney na primeira noite no Morumbi, em 2010.
- E deixando a música de lado, o que você indica, algum filme, livro ou outra coisa?
No momento, tô lendo Como A Geração Sexo, Drogas e Rock n’ Roll Salvou Hollywood, de Peter Biskind. Pra quem curte a “Nova Hollywood”, encabeçada por gente como Martin Scorsese e Francis Ford Coppola é imperdível.
Também sempre recomendo um livro que, confesso, comprei pela capa. Se chama A Maior Conquista De Um Homem e é o livro mais divertido que já li, provavelmente. Referências sobre o rock britânico aparecem a todo momento. É uma ficção, mas podia muito bem ser a vida de qualquer um. Crises de meia idade, dúvidas em relação a filhos, família, dinheiro e fazer o que você realmente gosta. Tudo isso escrito da forma menos cansativa possível por um tal de John O’Farrell. Sério. Se acharem, comprem sem medo.















março 30, 2012 às 17:36
Esse moleque sabe muito e tem bom gosto. Os posts dele no Move são leitura obrigatória pra quem quer saber o que anda rolando.