Violento e sexual, o show do Peaches trata sobre fantasias – e não estamos falando apenas da roupa que Merrill Beth Nisker subiu ao palco, mas da desconstrução dos pudores dos menos avisados.
A produtora quarentona mostra que tem muita energia para correr de um lado para o outro, subir no tablado e descer ao público distribuindo jatos e goles de champagne, além de brigar com o técnico (gritando e jogando o microfone nos monitores de som) e depois agradecer com um cafuné a sua maneira: violento. Impressiona a força daquela mulher andrógina no palco.
A todo momento, Peaches quer desconstruir as máscaras sexuais, casando tudo com seu eletroclash, mas nem todos ali dançavam. Boa parte procurava reagir à performace dos/das dançarinas (poucos sabiam ao certo) com fantasias de marinheiras sensuais, que acabou, depois de várias trocas de roupas, em striptease.
Dá para dizer que a estratégia de prender a atenção do público funciona, mas Nisker perde a mão e não poderia ser de outra forma. Para encerrar, uma mistura de briga e orgia com metal de trilha sonora. E, enquanto ela cuspia sangue falso, muita gente ria.



















abril 9, 2012 às 18:05
[...] (por Raphael Bispo e Izadora Pimenta) ( Peaches | Friendly Fires [...]