
Foto: Henrique Oli/Figurama
A temperatura em São Paulo vem caindo conforme o inverno se aproxima. Contudo, essa sexta-feira foi uma exceção. A Via Funchal, apesar de seu sistema de ar-condicionado, ficou quente com o show do The Kooks.
A Marginal Pinheiros estava parada nesse dia 11, e o acesso à Via Funchal de carro, ônibus ou táxi, conturbado. Entretanto, nas imediações do local do show, era fácil caminhar e entrar no evento sem maiores problemas. Passados 15 minutos da hora marcada, os teclados de Is It Me deram início às quase uma hora e meia de Luke, Hugh, Chris e Peter. A platéia era composta de jovens em sua maioria, sendo a pista VIP quase inteira do sexo feminino. O público foi fundamental para a energia do show, já que participou de quase todas as músicas, cantando, pulando, e respondendo a qualquer comando do vocalista Luke Pritchard.

Foto: Manuela Scarpa/Photo Rio News
No palco, era difícil distinguir qual música era de qual álbum, pois, sem pudor, foram tocadas canções dos três álbuns quase na mesma proporção. As antigas Always Where I Need to Be, Sofa Song e Down to the Market criaram a atmosfera para Rosie, do último álbum (Junk of the Heart, de 2011), provar que o público do The Kooks não estava preso à singles ou clássicos dos primeiros CDs.
Faltava qualidade e precisão ao microfone de Luke, em músicas como She Moves In Her Own Way, Sway e a derradeira Naive era difícil ouvir a voz do vocalista por trás dos gritos do público. O melhor músico da banda, o guitarrista Hugh Harris, foi ao piano para, após um gole de cerveja, puxar How’d You Like That e um coro com todos ali presentes. Era claro o quão animada e à vontade estava a banda no palco, assim como era evidente que a plateia estava dominada, da pista VIP até o mezanino.
A improvável versão (semi) acústica de Tick of Time e Seaside foi um dos momentos altos da apresentação. Já a presença de teclado no show trouxe a possibilidade de acontecerem músicas como Runaway, que destoa de maneira enjoativa da tônica da banda. You Don’t Love Me e Eskimo Kiss deram vida às diferenças passado-presente na carreira da banda.

Foto: Henrique Oli/Figurama. O guitarrista Hugh Harris se revezou entre teclado, guitarra e piano.
Luzes amarelas decoraram o palco para as ensurdecedoras Shine On e See the Sun. Essa última tocada só após a banda voltar ao palco para o bis, que, além de Junk of the Heart, contou com Naive, cantada à todos pulmões para passar a chave e encerrar a vinda da banda ao Brasil.

Foto: Manuela Scarpa/Photo Rio News. Luzes amarelas para “Shine On” e “See The Sun”
O The Kooks, entretanto, cada dia mais se mostra uma banda sem grandes ambições. Seus integrantes parecem cada vez mais satisfeitos em tocar para plateias pequenas, em turnês pequenas. A banda britânica tende a andar pelos mesmos caminhos, despreocupados muitas vezes de atingir um público maior e mais abrangente, assim como tocar em mais locais, com shows maiores, tanto em espaço quanto em conteúdo.
O setlist completo foi:
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Is It Me
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Always Where I Need to Be
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Sofa Song
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Down to the Market
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Rosie
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She Moves In Her Own Way
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Sway
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Runaway
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You Don’t Love Me
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If Only
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Seaside
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Tick of Time
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Eskimo Kiss
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Ooh La
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How’d You Like That
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Shine On
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Do You WannaEncore:
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See the Sun
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Junk of the Heart
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Naive














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