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FAB – A Intimidade de Paul McCartney: alimente o beatlemaníaco que vive em você

Postado por Vinícius Cunha. Posted in Destaque, Internacional, Resenhas

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Publicado em 18 maio, 2012 - Nenhum Comentário

Por Davi Rocha

A história dos Beatles, a mais popular banda de rock de todos os tempos, já foi contada milhares de vezes. Mas vale ser revisitada sempre que possível para alimentar os famintos beatlemanícos, ainda mais do ponto de vista apresentado no livro FAB – A Intimidade de Paul McCartney, lançado no Brasil pela editora BestSeller.

Conhecido por biografias de Bob Dylan e Charles Bukowsky, o jornalista e escritor Howard Sounes conta em quase 700 páginas casos da carreira dos Beatles tendo como base a vida de Paul McCartney. Desde as origens dos McCartney – sua relação com Liverpool, a importância da música para a família; até a turnê que passou pela Europa no final de 2009.

A obra é dividida em duas partes, óbvias, por sinal. A primeira com os fatos mais conhecidos da história de Paul, chamada “com os Beatles”, abordando a formação da banda, primeiros sucessos, ascensão às paradas de sucesso, a conquista do mundo, a produção de todos os discos, as desavenças e o fim do sonho.

“Após os Beatles” abre a segunda parte da história, com a retomada da carreira de Paul nos anos 1970, a relação com Linda McCartney, dos primeiros encontros até sua morte, as diversas viagens pelo mundo nas situações mais peculiares possíveis, passando pela rivalidade e relação conturbada entre os quatro ex-companheiros.

O leitor pode até ficar espantado com a quantidade de informação que Howard conseguiu descobrir a partir das mais de 200 entrevistas feitas para o livro, algumas extremamente íntimas e curiosas. Para se ter ideia, três pequenos trechos destas histórias valem ser destacadas:

Do começo da amizade dos Beatles com os Stones: “Os músicos se conheceram e ficaram amigos enquanto os Stones ainda eram desconhecidos. Paul estabeleceu uma relação particularmente próxima e duradoura com Mick Jagger e Keith Richards. Foi graças à recomendação de George Harrison que os Stones conseguiram um contato com a gravadora Decca. Seu primeiro single, uma versão de Come On, de Chuck Berry, chegou ao número 21 das paradas no verão de 1963”.

John Lennon sobre como compunha com Paul: “Fizemos muita coisa juntos, só nos dois, olho no olho. Como em I Wanna Hold Your Hand, eu me lembro de quando conseguimos os acordes que fizeram a canção. Estávamos na casa de Jane Asher, lá embaixo no porão, tocando piano ao mesmo tempo. Nós tínhamos “Oh, you, you got something…” e Paul tocou o acorde, virei para ele e disse: “É isso! Faça de novo.” Naquela época nós realmente costumávamos compor assim”.

Do primeiro encontro dos quatro rapazes com Bob Dylan e a maconha: “Drinques foram servidos e os Beatles ofereceram anfetaminas a Bobby e seus amigos, pois andavam consumindo avidamente os comprimidos desde a época de Hamburgo. Aronowitz sugeriu que eles fumassem maconha, ele e Bob supondo – após confundir a frase “I can’t hide”, ou “eu não consigo esconder”, de “I Want to Hold Your Hand”, com “I get high”, ou “eu fico chapado” – que os Beatles também gostavam da erva. Mas os Beatles nunca haviam experimentado maconha, pelo menos não de qualidade”.

Em determinados momentos pode até ter a impressão de que nem o próprio Paul sabia de algumas coisas antes da publicação deste livro. A narrativa é leve, mas extremamente detalhista, o que pode ser um empecilho para os leitores sem paciência para degustar da história com a devida atenção. Os mais beatlemaníacos podem aproveitar e com calma buscar todas as referências ali encontradas, com a infinidade de material publicado na internet sobre a banda.

Não é a primeira nem será a última publicação da cultura pop sobre a banda. Entre na Amazon, busque Beatles, filtre por livros e encontre 5827 resultados. Mas certamente esta obra vai deixar extremamente saciado o beatlemaníaco que existe dentro de você.

Enquanto o livro não chega em suas mãos, você pode ouvir outro lado de algumas dessas histórias, no documentário Anthology, disponível no YouTube:

Sobre Vinícius Cunha

Aspirante a jornalista e reconhecida autoridade na arte de chillaxing. // @thevinil

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