Às vezes chega a ser impressionante o poder que uma banda tem sobre seus fãs. Não é só uma questão de saber todas as músicas de cor: é entrar de cabeça naquele amor, incluir os álbuns como parte integrante fundamental de suas vidas.
Os depoimentos de São Paulo e Porto Alegre provam isso. Teve gente que disse que aprendeu até a amar a si mesmo.
Confira:
As duas primeiras datas de São Paulo
10/05
Mirela Castor:
Eu já vi alguns shows deles, mas confesso que esse foi o que eu mais esperei. Quando eles entraram, a galera pulou loucamente ao som de O Vencedor. Na quinta música eu já tava sem voz de tanto gritar, abri meu pulso (não sei como) haha. Não consegui tirar muitas fotos decentes porque não conseguia ficar parada. Foi um dos dias mais lindos e cansativos da minha vida. Não lembro muito bem da ordem das músicas, porque eu tava meio em outro mundo lá na hora. Mas fecharam com Anna Julia, Quem Sabe e Pierrot, epicamente.
Graziela Maciel:
10 de Maio de 2012, saimos de Nova Odessa por volta das 17 e 30, com aquela ansiedade contida e uma expectativa incrivel de mais um show dos nossos queridos Los Hermanos. Chegamos em Sampa por volta das 19:10 e tudo corria bem até o GPS ficar maluco e fazer um mega trajeto que não estava em nossos planos. Olhava no relógio e sentia vontade de esmagar o gps, decidimos seguir por nós mesmo, através de placas e orientações chegamos ao local esperado, já estava bem cheio, a fila estava no estacionamento já, enfim retiramos nossos ingressos e depois de meses de espera estávamos lá, no show dos hermanos.
As três últimas canções foram lembradas com alegria. Quando foi lançado este album, me recordo de meu pai ter comprado uma fita ainda, já que não tinhamos som com cd (rsrs). Estar ouvindo ali ao vivo foi massa demais!
Luciele Almeida:
Se eu pudesse resumir o show todo a partir de uma música só, eu escolheria o momento em que tocou “De Onde Vem a Calma”. Eram milhares de pessoas cantando em coro “é o mundo que anda hostil, o mundo todo é hostil” num momento onde a hostilidade simplesmente não existia. Era simplesmente um momento cheio de energia positiva e bons sentimentos, onde todos pareciam estar em harmonia e com apenas um propósito: cantar e se emocionar.
11/05
Izadora Pimenta:
Era show do Los Hermanos ao lado do Villa Country. No supermercado próximo, uma explosão de camisas xadrez e a clássica pergunta: indie ou sertanejo? Vai saber. Sei que tinha um cara estilinho cruzamento cowboy do asfalto com Elvis fase gordo que estava curiosíssimo para saber que show estava rolando no Espaço das Américas. O amigo dele também não sabia. Imagina chegar, entrar no papo e responder: “daqueles caras que cantavam Anna Julia”. Certeza, ele responderia: “aaaah, LS Jack, to ligado”. Mas não, precisava achar uma cerveja gelada, isso sim – a casa de shows não estava vendendo bebidas alcoólicas devido a censura pós-imposta ao show: 16 anos.
Camelo não era o Camelo do lindíssimo Toque Dela. Também nunca conhecera Mallu. Amarante sem Little Joy, minha camiseta do Strokes era estranha ao ambiente. O ponto é que aquele show foi uma época boa que eu pensava não poder viver mais. E me senti livre para berrar as músicas que mais gostava a plenos pulmões, ignorar o senso crítico, fechar os olhos. Eu estava lá naquele momento [no qual eu me sentei com a discografia do Los Hermanos e fiquei encantada com a banda] que eu não me lembro quando foi, mas eu estava lá.
Jéssica Manzan:
Na minha opinião a música mais marcante foi Sentimental, quando o Amarante tocou essa você via as pessoas se emocionando, cantando com sentimento! Eles têm uma presença de palco incrível, um envolvimento dos integrantes que contagiava – riam, brincavam e faziam caras e bocas no palco!
Essa turnê, creio, foi um sucesso! Os fãs agradecem por mais uma vez poder presenciar essa banda tão sensacional em cima do palco!
Uma noite única em Porto Alegre
Josiele Silva:
Foi uma noite única. E quando eu derramei a primeira lágrima, aos primeiros acordes, eu tive a sensação de que uma alma agitada e confusa começava a entrar em paz. Deixei a voz de lado e cantei com a minha alma. Deixei toda a dor que eu carregava no meu peito transbordar e sair Pepsi a fora a cada letra, a cada refrão. Foi realizar um sonho de anos com uma pitada especial: a de começar a se amar. Ao me despedir dos meus barbudos, deixei com eles todas as lágrimas que um dia eu derramei. Deixei naquela noite todas as lembranças, os sonhos e os medos compartilhados, e eles me deram em troca todas as músicas que meu coração pediu. Sai de lá não só me despedindo dos quatro caras que eu mais amo nesse mundo, mas também de uma vida que já não me pertencia a muito tempo, dando espaço para uma nova fase, mais feliz, mais bonita, e com a frase mais importante na ponta da língua: eu fui em um show do Los Hermanos!
Vídeo por Priscila Siqueira
Priscila Siqueira:
Pra mim o ponto alto do show foi Conversa de Botas, quando o Camelo chama o Bubu pra cantar o final. E também no momento de Além do Que Se Vê quando ele diz “e a turma diz” e todo mundo canta e as luzes se acendem e todo mundo vai à loucura.
Para o próximo post, estamos recrutando o pessoal que vai aos shows de Curitiba e Belo Horizonte. Grave ou escreva depoimentos, tire muitas fotos e o que mais lhe der na telha. Depois envia pra gente através do e-mail izadora@rocknbeats.com.br!
























Nenhum Comentário
Nenhum Comentário em Além Do Que Se Vê: saiba como foram os shows do Los Hermanos em São Paulo e Porto Alegre na visão dos fãs. Talvez você queira deixar um Comentário