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Saiba como foi o festival português Optimus Alive 2012, | Rock 'n' Beats

Saiba como foi o festival português Optimus Alive 2012,

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Publicado em 26 julho, 2012 - Nenhum Comentário

(Por Karina Pilotto)

O Optimus Alive é um dos mais importantes festivais de Portugal. Desde 2007, ele reúne não só nossos “primos” portugueses, mas também diversas nacionalidades que buscam viajar e curtir as melhores bandas da atualidade. Todos os anos, o evento é realizado em três dias, sempre com headliners de peso. Em 2012, nos três dias de festival (13, 14 e 15 de julho), 62 atrações preencheram a programação evento, o qual é dividido em três palcos.

A cidade de Oeiras, quase vizinha de Lisboa, recebeu atrações como Stone Roses, Justice, Snow Patrol, LMFAO, Santigold, Miss Kittin, The Cure, Mumford and Sons, Tricky, Noah and The Whale, We Trust, Mazzy Star, The Kills, Caribou, Metronomy, The Maccabees, Miles Kane, The Kooks, e a banda mais esperada pelos Indies portugueses nos últimos anos: Radiohead. Esse último nome fez com que os ingressos do dia 15 se esgotassem muito antes do dia do show. De acordo com os jornalistas da revista Blitz, as últimas passagens da banda no país coincidiram com o período em que estavam finalizando o Pablo Honey, e com o lançamento do Ok Computer,o que justificava toda a saudade.

(Foto: divulgação)

No show do Radiohead, Thom Yorke ressaltou com alguns comentários o tempo em que a banda esteve longe do país, em pouquíssimos intervalos entre uma música e outra. Ao final, as 55 mil pessoas presentes deixaram o palco principal com “água da boca” (literalmente, porque com aquela brisa fresca e a baixa temperatura da noite portuguesa, não salva nenhuma garganta). Não apenas pela música, o Radiohead contou com uma infra-estrutura que dá um show a parte: as luzes de LED no palco, os efeitos de câmera no telão, além da percussão impecável, convencem até aqueles que se negam em aceitar o poder dos britânicos com quase trinta anos de carreira. Mesmo com uma apresentação de aproximadamente 2h45, o público não se deu por satisfeito, isso porque os clássicos No surprises, Creep e Karma Police, ficaram de fora do setlist. Para fechar o domingo, após Radiohead, a dupla dinâmica do The Kills e seus três percursionistas completavam a noite no palco Heineken, que ainda contou com a apresentação do Metronomy como última atração da noite.

(Foto: divulgação)

Outra banda que também marcou o Optimus Alive foi o The Cure. As nostálgicas músicas finalizaram o segundo dia do evento, com um show nada menos que três horas. Ao contrário do Radiohead, a apresentação deixou a desejar no quesito perfomance, passando para o público a impressão de um show cansativo e que só animou os poucos fãs de carteirinha presentes (e olha lá…). Para conseguir segurar o público, o The Cure deixou “Boys Don’t Cry” como a última música do set list. Outra surpresa no dia 14 foi a de que o espaço reservado para a dona Florence and The Machine, que cancelou apresentação devido a um problema grave nas cordas vocais, foi ocupado pelo Morcheba. A banda, que antecedeu o show do The Cure, trouxe calma e um momento relax para a programação do sábado. Embalados pela tequila e por alguns pequenos erros durante as músicas, o trio, que só foi confirmado no dia anterior da apresentação, conseguiu dar conta do recado.

A primeira banda do palco principal no sábado foi Noah and the Whale. Eles conquistaram o público com suas baladas meigas e o violino calmo, combinada com o carisma do vocalista. O show curto, de uma hora e pouquinho, foi muito bem preparado e ganhou pontos positivos em todas as canções. Em seguida, Mumford and Sons trouxe o banjo e a batida rústica para a platéia, que cantou junto Little Lion Man e The Cave. Outra banda que mandou bem no sábado foi Tricky, que até mandou  um cover de Ace of Spades do Motörhead. O The Kooks, que já passou pelo Brasil, também foi uma atração memorável. Luke e sua carinha de pré-adolescente realizou um show recheado de hits, perfeito pra fazer o público cantar junto.

(Foto: divulgação)

Um detalhe pessoal: O show do Kooks foi um dos únicos shows que assisti muito próximo da grade. Não sou nada fã do empurra-empurra dos festivais, e por isso fiquei com muito “medinho” de ir lá pra frente. Mas a educação do público me surpreendeu. Mesmo na cara do palco, não existe essa história de esmagar o colega da frente, e isso fez com que eu conseguisse assistir ao show com muita tranqüilidade. Entretanto, o público europeu é muito mais frio do que o brasileiro, e deixa a desejar no quesito animação. O silêncio toma conta da platéia durante as apresentações, e é normal alguém mandar um “shhhh” se estiver conversando alto e atrapalhando o show do seu vizinho.

Caso esteja pensando em assistir a um festival em Portugal, não vá pensando que a língua inglesa vai ficar de lado. A cada 10 pessoas presentes, umas oito eram de outra nacionalidade. Então, vale a pena levar um dicionário. Ah! E prepare-se para NÃO gastar: os preços não são abusivos como os daqui, e você pode levar comidas e bebidas (menos alcoólicas) pra passar o dia. Sem contar que a infra-estrutura do Optimus contava com vááááárias opções de alimentação.

A brincadeira só fica cara mesmo quando você para pra pensar que todos os seus gastos são em Euro, que o valor vai ser multiplicado por quase três vezes quando chegar a fatura do seu cartão de crédito… Mas vale a pena! Está na hora do Brasil aprender com a experiência dos festivais da matriz, ora pois.

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