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What did you expect from The Vaccines? – A equipe do Rock ‘n’ Beats opina sobre “Come of Age” | Rock 'n' Beats

What did you expect from The Vaccines? – A equipe do Rock ‘n’ Beats opina sobre “Come of Age”

Postado por Ana Clara Matta. Posted in Resenhas, What Did You Expect

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Publicado em 01 agosto, 2012 - 1 Comentário

O ciclo se fecha. O título escolhido por uma banda iniciante em 2011, o The Vaccines, para seu álbum de estreia se transformou em coluna no Rock ‘n’ Beats, e depois de funcionar como manchete para resenhas coletivas de álbuns de grandes bandas como The Strokes, Arctic Monkeys, Justice, Wilco, Noel Gallagher… uma criação do The Vaccines finalmente conquista seu lugar na coluna do Rock ‘n’ Beats. É hora de perguntar – what did you expect from The Vaccines?

A equipe do Rock ‘n’ Beats escutou The Vaccines Come of Age, segundo álbum da hypada banda britânica e uma das revelações absolutas do ano de 2011, e aqui estão as opiniões. Os Vaccines amadureceram bem? Leia, e escute, para saber.

Ana Clara Matta:

O que esperar do The Vaccines? Indie rock animado, divertido, supervalorizado, descartável, com potencial de One-Hit Wonder e alçado pela máquina do hype da NME? Esses eram os precedentes abertos por What did you expect from The Vaccines, álbum de estreia da banda. Mas os que achavam que o espírito irônico do título do primeiro disco (afinal, o que esperar de uma banda desconhecida?) se repetiria em The Vaccines Come of Age, traduzido como “Os Vaccines Amadurecem”, levaram uma rasteira. O amadurecimento realmente aconteceu, e The Vaccines Come of Age é desafiador e mostra uma evolução sensível da banda de Justin Young.

O indie rock cantarolável de singles como Norgaard e If you wanna ganha versões mais longas e bem trabalhadas em No Hope e Teenage Icon, enquanto a atmosfera se torna densa em Ghost Town e o riff noventista de Bad Mood está entre os melhores do ano. I always knew repete a fórmula neo-Jovem Guarda de Blow it up, e o rock dos anos 60 também surge em ecos de All in vain. Esse não é ainda o álbum definitivo do The Vaccines, que ainda tem muito tempo para amadurecer. Mas que, no próximo lançamento, as tais expectativas indagadas no primeiro título estarão maiores… isso sim.

Melhor música: Bad Mood
Pior música: Aftershave Ocean

Guilherme Alves:

O que você esperou do The Vaccines?

Bem, após um primeiro álbum bem legal, que rodou e rodou no rádio do carro, no celular, no mp3 e grudou na cabeça, as expectativas estavam altas. Será que eles vão conseguir manter o nível e a qualidade do primeiro álbum?

Come of Age é diferente. A sonoridade básica da banda se manteve, com a linha de baixo e a bateria marcando a maioria das músicas. Mas se sente um quê de “evolução”. Embora este seja um álbum definitivamente mais “calmo” que seu antecessor, podemos dizer que os riffs cresceram e saíram da adolescência para entrar em uma fase mais madura, mais adulta. Mas sem perder a esperteza, como pode ser visto em faixas como Ghost Town e Teenage Icon. É uma evolução muito bem vinda.

Não tem hits que tocarão nas baladas como If You Wanna, Norgaard e Post Break Up Sex, mas temos faixas para ouvir em casa. Riffs feitos para serem apreciados. Feitos para embalar um encontro entre amigos, bebendo cerveja em uma noite fria de inverno.

Melhor música: Ghost Town
Pior música: Lonely World

Izadora Pimenta:

O Vaccines é uma banda esperta. Resolveu correr atrás de um segundo disco no meio do calor do primeiro, e esta é a melhor decisão que Justin Young e cia. poderiam ter feito. Tendo uma banda que nasceu na era virtual, que certamente foi mais baixada e compartilhada do que comprada, e, ainda por cima, em meio ao velho burburinho de “novo Strokes“, “nova salvação do rock” e tudo o mais, era preciso mostrar serviço para não cair na mesmice ou, pior: no esquecimento.

Ainda com hits como Post Break-Up Sex e All In White na cabeça, agora já podemos conhecer Come of Age, o novo lançamento dos britânicos, e nos deparar com uma surpresa agradável: a banda se reinventou sutilmente, mas sem perder a sua essência. Ainda estão lá as irresistíveis inquietações da juventude, daquelas histórias que você ouve os amigos contarem bêbados no bar, mas o Vaccines se equilibra cada vez melhor no mundo dos poucos acordes, e de forma ainda mais sedutora do que em sua estreia. Ao invés dos hits, mensagens cada vez mais rápidas, direto ao ponto, em grande parte sobre romances que ainda não são por motivos simplórios – o ideal para conquistar a geração neste presente momento.

Soa “como isso aqui e aquilo acolá, com uma influência daquele cara na faixa tal”. Só que a soma dos fatores se afirmou como um produto. Mesmo que eles não nos ofereçam nada de inovador, difícil agora é ouvir uma música da banda por aí e não afirmar com toda a certeza do mundo: “isso é Vaccines“.

Afinal, o que mais a gente poderia esperar do Vaccines?

Melhor Música: I Wish I Was a Girl
Pior Música: Lonely World

Soraia Alves:

De cara, o Vaccines apresenta uma música que vai sintetizar todo o seu álbum. Com guitarras simples e nervosas, No Hope carrega a mensagem de que é difícil crescer e que a juventude tem seu peso, mas as coisas ficam mais fáceis se você não se importar tanto. Essa é a ideia de Come of Age: não é fácil crescer como uma banda e a fama conquistada com o debut (que inspirou o nome dessa coluna) tem seu peso, mas tudo fica mais fácil se eles simplesmente não se importam muito com a opinião alheia e continuam fazendo seu rock com cara de juvenil, que empolga até os ouvintes mais turrões e viraliza de forma rápida.

O Vaccines está nitidamente trilhando seu caminho de amadurecimento, que sonoramente aparece em faixas de riffs detalhistas como Weirdo ou na bela I Wish I Was a Girl. Em outros momentos, como Bad Mood, a bateria marcada e as guitarras rápidas trazem todo o frescor de quem ainda só quer fazer música por puro prazer em “fazer barulho”. Barulho esse que é contagiante.

Melhor música: Ghost Town
Pior música: Lonely World

Sobre Ana Clara Matta

Uma soma de todas as músicas que já escutei e todos os filmes aos quais assisti. / @_ana_c

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1 Comentário

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  1. No começo, o “Come of Age” me deixou um pouco entediada. É difícil para qualquer fã esquecer um trabalho anterior quando este é memorável, e o primeiro álbum do The Vaccines ficou repetindo no meu som e no meu celular por algum tempo [e isso ainda acontece]. E quando saiu o “Come of Age”, eu corri para adquirir minha cópia e ver o que os quatro haviam aprontado. Não fiquei decepcionada, mas não vou falar que fiquei surpresa, eu fiquei uma mistura de ambos. Decepcionada por novamente ser um álbum curto (“What Did You Expect from The Vaccines?” dura 35 minutos e “Come of Age” dura 39 minutos e alguns segundinhos) e surpresa por não ver e muito menos ouvir alguma similaridade com o primeiro trabalho. A idéia dos rapazes foi um álbum simples, menos rebuscado e um pouco mais honesto, a começar pelos singles “No Hope”, “Teenage Icon” e “I Always Knew” que nessa ordem podem ser descritos como ‘música para adolescentes deprimidos que não querem ficar velhos’, – há certa repetição do tema e isso já é perceptível no título do álbum – ‘música que bandas que não conseguiram alcançar o sucesso cantariam no chuveiro’ – “I’m no teenage Icon, I’m no Frankie Avalon, I’m nobody’s hero” ["Não sou nenhum ícone adolescente, não sou nenhum Frankie Avalon, não sou herói de ninguém"] – e, já que “I Always Knew” é o single mais recente, ela pode ser definida como ‘música que cara apaixonado canta ao perceber que encontrou A mulher’. De uma maneira geral, o “Come of Age” de Justin Young e cia. tornou-se uma auto-avaliação que o vocalista [e letrista] fez de si mesmo, chegando ao ponto de considerar-se um esquisitão [Weirdo] e até mesmo narrando sobre seus desejos de ser uma garota [I Wish I Was A Girl]. O trabalho é sim marcante e a grata surpresa é que a banda não ficou seguindo a linha do “What Did You Expect From The Vaccines?”, aqui eles tentaram fazer um som indie mais divertido e menos soturno, tal qual foi o bem recebido primeiro trabalho. Agora, ficaremos na expectativa do novo single do quarteto inglês.
    Nota para o álbum: 9/10

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