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Entrevista: Bruno Souto fala sobre o lançamento do novo disco da Volver em São Paulo | Rock 'n' Beats

Entrevista: Volver se prepara para lançamento de “Próxima Estação” em São Paulo

Postado por Paulo Henrique Moraes. Posted in Destaque, Entrevistas, Nacionais

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Publicado em 03 agosto, 2012 - Nenhum Comentário

Foto: Pita Uchoa

Após lançar Próxima Estação em Recife, sua cidade de origem, a banda Volver volta a São Paulo para apresentar as canções do seu mais recente álbum.

O novo trabalho da Volver está disponível para download gratuito no Álbum Virtual da Trama e evidencia uma banda mais madura em suas composições. Além do lançamento em Recife, recentemente eles fizeram o show do novo álbum no Festival de Inverno de Garanhuns.

Há algum tempo vivendo na capital paulista, a banda pernambucana tem boas expectativas em relação ao show na cidade que já consideram como casa. “Esperamos que o show seja ótimo. Aqui é nossa casa agora e estamos muito felizes e entrosados” disse Bruno Souto, vocalista e responsável pela maioria das canções da banda, em entrevista ao Rock ‘n’ Beats.

Na entrevista, Bruno falou ainda sobre suas composições, as mudanças na banda em quase dez anos de estrada e sobre a polêmica em torno do single Mangue Beatle.

O show de lançamento de Próxima Estação em São Paulo acontece no Beco 203, no próximo dia 08.

Fazendo uma retrospectiva rápida da discografia de vocês, é bem nítido o amadurecimento da banda nas composições e, principalmente, nos arranjos, no modo como vocês resolvem as canções. A que fatores você atribui isso?

Acho que isso se deve a uma inquietação artística e um amadurecimento natural, meu e da banda que gravou cada disco. O fato de cada álbum ter sido gravado com uma formação diferente contribui muito pra isso. O que acho ótimo.

As trocas de integrantes, a mudança de cidade, o tempo na estrada, certamente trouxeram diferenças no modo de concepção dos discos da Volver. Falo não apenas do modo de compor, mas do momento em que vocês se sentem preparados para produzir o disco.  Como funciona isso na banda?

Basicamente, estamos prontos pra gravar um disco quando me sinto seguro com o repertório do disco. Quando isso acontece, arranjamos as músicas e gravamos. Funciona como mágica, até porque nunca fizemos a pré-produção de nenhum dos discos – o que certamente é um grande risco, mas no final sempre deu certo.

As melodias e harmonias vocais em Próxima Estação parecem melhor acabadas que nos seus antecessores. Isso aconteceu naturalmente ou é fruto de um cuidado maior no trabalho de composição?

Pode ser só uma impressão. Não sei se estão mais bem acabadas… Talvez só diferentes. E o cuidado com a composição sempre foi uma tônica pra mim, mas a experiência certamente ajuda bastante na hora de definir ou cortar caminhos na hora de compor.

Mangue Beatle tem uma mensagem bem forte, em sentido restrito parece menos uma provocação do que uma forma de ‘grito’, manifesto. Quanto de cada coisa há realmente na canção? Como vocês a encaram?

Do meu ponto de vista, como coautor da música, é um pouco dos dois. Sempre encarei a música como uma canção de protesto bem humorada, uma tiração de sarro. Um misto de posicionamento com uma pitada de provocação, até pra não ficar uma coisa panfletária. Até porque somos fãs de Chico Sciense, Fred Zero Quatro, etc. Afinal, os caras contribuíram muito pra respeitabilidade que a música pernambucana alcançou. E nós também estamos contribuindo à nossa maneira.

A polêmica que a música gerou foi além do imaginado? Vocês se sentiram compreendidos de alguma forma?

Ah, impossível lançar uma música dessas e ser compreendido por todos. E claro que sabíamos disso. A carapuça caiu na cabeça de muita gente, outros não entenderam, mas a grande maioria achou massa. Pode parecer o contrário, mas é porque oposição sempre faz mais barulho, né? (risos)

Quanto aos shows, como o público tem reagido à versão ao vivo de Próxima Estação? E como tem sido encaixar as novas músicas nos shows?

O público está adorando. E nós também. É muito bom tocar repertório novo. No show atual, a maioria das músicas são do novo disco.

Imagino que depois da mudança para São Paulo seja sempre especial pra vocês tocar em Recife. Como foi lançar o disco na cidade de origem da banda?

Foi lindo. Um astral inesquecível… Tocamos também no Festival de Inverno de Garanhuns e foi demais.

O que vocês esperam desse show de lançamento em São Paulo? Quais as principais diferenças entre tocar na capital paulista e em outras cidades?

Esperamos que o show seja ótimo. Aqui é nossa casa agora e estamos muito felizes e entrosados. O público daqui parece mais difícil, mais blasé, mais acho que também é outra forma de assistir. Prestam mais atenção que interagem. E isso também é bom.

Pra finalizar, após esse tempo todo de vivência na música, qual é a diferença essencial entre a Volver de quase dez anos atrás e a de agora?

Os integrantes são outros do início da banda, mas o tesão em fazer música só cresce. Tenho muito orgulho da obra que estamos construindo.

 

 

Sobre Paulo Henrique Moraes

Sempre entre a palavra e a música. @ph_moraes_

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