Sim, eles já gravaram um no disco do outro, já participaram um no show do outro e já compuseram juntos. Mas, pela primeira vez, Lucas Santanna e Curumin dividem uma noite de apresentação no Brasil. E foi em clima interativo com o público que os músicos encheram a casa do Cine Joia na última sexta-feira (03), na capital paulista.
Às 23h, Lucas Santanna sobe ao palco com a música O Deus que Devasta, mas Também Cura, faixa-título de seu mais novo álbum, quinto da carreira, lançado neste ano e disponibilizado para download. O show prossegue com Dia de Furar Onda no Mar, sambinha que fez para o filho Josué. “To morrendo de saudade do meu filho. Vou me picar daqui assim que acabar o show pra poder vê-lo”, desabafa em tom carinhoso com o público ali presente.
Há um bom tempo sem entrar no setlist de seus shows, De Coletivo ou de Metrô, faixa do primeiro álbum, EletroBenDodô (2000), foi tocada especialmente para os fãs. Mas foi com as canções Night Time in the Backyard, Cira, Regina e Nana e Lycra Limão que o músico conquistou de vez a plateia até o fim da apresentação, cuja duração girou em torno de uma hora e meia.
Após intervalo de 40 minutos, com a casa ainda mais cheia e o público ainda mais animado, foi a vez de Curumin subir ao palco. O artista entra com a música Salve, mistura de hip hop com soul, composta em parceria com o ex-skatista americano Tommy Guerrero.

Curumin encerra noite com versão de Cangote, da cantora Céu, parceira de trabalho de outrora. Foto: Diego Bassinello.
Com Compacto e Caixa Preta, músicas que fizeram até a repórter aqui cair na dança o público vai ao delírio. A essa altura, como não podia ser diferente, Curumin convida Lucas Santanna ao palco, emendando com a deliciosa Passarinho, do novo disco Arrocha (2012), e cuja sonoridade pop faria dela facilmente um sucesso radiofônico, não fossem os novos (e difíceis) tempos da indústria fonográfica.
O show de Curumin, que contou ainda com a participação de Anelis Assumpção e de Cris Scabello, do grupo Bixiga 70, cantando Bola com os Amigos, terminou com a versão de Cangote, da cantora Céu, com quem Curumin já realizou algumas parcerias, chegando inclusive a integrar a banda da cantora como baterista.
Tempos de parceria, tempos de interação
Durante participação no show de Curumin, Lucas chamou a atenção dos presentes para o “poder de comunicação” possibilitado pelas novas tecnologias. Em vários momentos da noite, o artista aproveitava para filmar a plateia com a câmera de seu próprio celular, ao mesmo tempo em que conversava descontraidamente com o público.
“Isso aqui não é só um celular. Isso aqui dá a todos vocês um certo poder de comunicação. Então, aprendam a usar direito”, interrompe o músico segurando o aparelho. Nesse momento, as únicas luzes acesas do local vêm dos celulares da plateia.
Curiosamente, a declaração faz lembrar os primeiros versos de O Deus que Devasta, mas Também Cura, onde se diz: “Um vídeo de um celular/Retrata um dia depois”. Sendo assim, confira o registro do encontro desses dois grandes nomes da nova geração de músicos brasileiros.

















agosto 13, 2012 às 12:06
poxa! coisa linda!
esse show deve ter sido demais! quase saio daqui do sul só pra ir ver!
mto legal suas impressões!
agosto 20, 2012 às 15:07
Valeu, Pablo!
setembro 27, 2012 às 20:14
[...] Cobertura do show onde o músico baiano Lucas Santtana dividiu o palco do Cine Jóia, em São Paulo, com o paulistano Curumin. Para ler a matéria na íntegra, clique. [...]