Bloc Party – Four (Frenchkiss)
O Bloc Party retorna de seu hiato de 4 anos com um disco que não empolga como volta triunfante, mas que aponta para um caminho menos eletrônico, o que já é o oposto do último disco lançado por eles em 2008, Intimacy. O primeiro single do disco, Octopus é viciante, mas o restante do álbum está longe de ser tão marcante. As coisas estão mais pesadas no Bloc Party, mas apesar da guitarra de Russell Lissack comandar a maioria das faixas, há muita incoerência, principalmente na seqüência que faz o álbum não fluir bem.
A resenha completa você confere aqui.
Bloc Party – 3×3
(Soraia Alves)
Lynyrd Skynyrd – Last of a Dying Breed (Loud & Proud/Roadrunner)
Uma bandeira sulista, uma dose de whiskey envenenado e três guitarras, temos então o Lynyrd Skynyrd. Contudo, a banda que levou o Alabama às lojas de LP de Nova York nos anos 1970, apesar de manter o nome, não tem a mesma criatividade para unir o blues e o folk ao rock and roll desde de Christmas Time Again (2000).
O mais novo registro dos sulistas não é, entretanto, uma mera continuação do seu antecessor (Gods & Guns, 2009). Mesmo mantendo as influências pop e country (faixas Homegrown, Nothing Comes Easy, Start Livin’ Life Again) que rodearam o último álbum e o fizeram parecer desfigurado, Johnny Van Zant, Gary Rossington e cia, trouxeram um pouco daquele velho rock and roll travestido de botas e chapéus de cowboy em faixas como a que dá nome ao álbum Last of a Dyin’ Breed e Good Teacher.
Last of a Dyin’ Breed tem o Mississipi Blood, citado na 5ª faixa do disco, mas ainda não é o que o que sobrou dos integrantes do Lynyrd Skynyrd pode fazer de melhor.
Lynyrd Skynyrd – Last of a Dyin’ Breed
(Lucas Brêda)
The Darkness – Hot Cakes (Wind-up)
A banda The Darkness é conhecida pelos gritos agudos do vocalista (quem nunca cantou I Believe In a Thing Called Love no banho que atire o primeiro sabonete), os riffs setentistas e até o visual duvidoso dos integrantes. O disco Hot Cakes (terceito álbum de estúdio) chegou após cinco anos de hiato da banda e não decepcionou, já que eles conseguiram manter a intenção de fazer um rock ~divertido~ e despojado.
Solos bem executados e refrões ideais para shows ou para aquele trânsito parado (sério, ouça Keep Me Hangin’ On), mesmo que os riffs não sejam originais e as letras sejam clichês. A banda manteve a essência que é, digamos, celebrar o rock’n’roll de um modo criativo.
Ironia ou não, a melhor do disco é um cover do Radiohead com guitarras agudas e gritos histéricos. Ou o contrário.
The Darkness – Street Spirit (Fade Out)
(Luiza Aloi)
Yeasayer – Fragrant World (Secretly Canadian)
Um álbum do Yeasayer é sempre algo cheio de experimentações e influências variadas. Sabe aquela coisa meio “tribos do mundo” que eles apresentaram em Odd Blood, de 2010? Sumiu. Não completamente, mas foi substituído por um trabalho baseado no eletrônico comum. Claro que eles conseguem impor sua cara em meio a esse comum, e ainda há alguns resquícios da pluralidade do trabalho anterior, mas a falta de inovação faz você linkar a introdução de Longevity à de Blunderbuss, de Jack White. Assim como Henrietta lembra Disparate Youth, da Santigold.
Todas as músicas são muito metalizadas e com incontáveis camadas de sintetizadores. No meio da psicodelia delirante proposta pela banda, faixas como Fingers Never Bleed, No Bones, Devil and the Deed, Demon Road funcionam, mas Fragrant World dificilmente vão ganhar grande atenção.
Yeasayer – Longevity
(Soraia Alves)














novembro 28, 2012 às 22:56
[...] 2012, o Lynyrd Skynyrd lançou o Last of a Dyin’ Breed, disco cheio de altos e baixos. O primeiro single foi para a música de mesmo nome do álbum, que é, também primeira faixa, e [...]