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Os 10 Melhores Clipes Internacionais de 2012 | Rock 'n' Beats

Os 10 Melhores Clipes Internacionais de 2012

Postado por Ana Clara Matta. Posted in Clipe, Destaque, Internacional, Listas Musicais

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Publicado em 07 janeiro, 2013 - Nenhum Comentário

No final de cada ano, uma curiosa troca acontece. Premiações de música se aventuram pelo campo do audiovisual e elegem os melhores clipes do ano e premiações de cinema ativam os sonares e escolhem trilhas e canções originais que se destacaram durante os doze meses anteriores. Essa troca é o exemplo maior do elo inquebrável dessas duas formas de arte, elo que celebramos aqui com a lista anual de melhores clipes do ano.

Grandes diretores do cinema começaram no mundo dos clipes. David Fincher, Michel Gondry, Spike Jonze. Grandes diretores do cinema, após Oscars e Palmas de Ouro, resolveram se aventurar pelo mundo dos clipes. Darren Aronofsky, Martin Scorsese e até exemplos incluidos aqui mesmo na lista de melhores clipes de 2012.

Em 2012, o Oscar do Rock’n'Beats vai para…


10º Psy – Gangnam Style

Elevadores, cavalos, sósias infantis, saunas. O que esses elementos tem em comum? Todos são ingredientes do clipe perfeito. Antes da sensação pop coreana Psy nós não sabiamos disso, mas depois de Gangnam Style, todas essas imagens formaram em nós uma nova consciência coletiva. O clipe nos introduziu à coreografia que fizemos em tantas festas, gerou um milhão de paródias, flashmobs e gifs e foi direto para a primeira posição histórica do YouTube, como vídeo mais assistido até hoje no portal. Ainda não superamos Psy – e nem pretendemos superar tão cedo. – (Ana Clara Matta)

9º Keane – Disconnected

Juan Antonio Bayona teve um grande ano. Além de orquestrar um dos melhores filmes de 2012, O Impossível, o diretor espanhol co-dirigiu com seu irmão o clipe brilhante de Disconnected, do Keane. Para a surpresa de todos, a balada sensível do quarteto britânico ganhou um vídeo que brinca com todos os clichês do horror, seguindo a tradição gore italiana dos anos 70 e ambientando a ação em uma clássica casa mal assombrada. Poucos clipes, nos últimos anos, foram filmados com a classe de Disconnected. – (Ana Clara Matta)


8º Justice – New Lands

Dirigido pelo coletivo espanhol Canada e patrocinado pela Red Bull, o clipe junta em um mesmo estádio/arena os esportes mais idolatrados pelos americanos (e por admiradores do mundo todo): futebol americano, baseball, hockey e motociclismo radical. Violência, tecnologia e a articulação dos poderosos dirigentes de esportes mostrados em um ritmo frenético, englobados por referências visuais que lembram até mesmo o filme/HQ Speed Racer. O clipe de New Lands, porém, vai além da criação de uma competição dos sonhos. Ele é um caso raro que altera a construção da própria música. Como? É simples: experimente ver o vídeo e depois ouvir a faixa pura no disco Audio Video Disco (2011). Você nitidamente sente falta do barulho do público, dos esbarrões entre os jogadores, da bola sendo arremessada. Algo parecido acontece com They Don’t Really Care About Us, de Michael Jackson. Notável! – (Soraia Alves)

7º alt-j – Fitzpleasure

Se há uma certa dificuldade em explicar o som dos ingleses do alt-j, imagine seus clipes. Você pode dizer que são desconstruções do real, mas como cada elemento não está ali à toa, é instigante tentar encontrar o significado de cada personagem bizarro nas duas versões de Fitzpleasure. A primeira, em parceria com a vídeo-produtora COSA, é dirigida por Guillaume Cagniard, e traz uma visão peculiar do sagrado com referências góticas e modernas. Há uma relação de submissão ao que se tem por divino, enquanto bailarinas executam seu balé de almas controladas em uma fotografia absurda de tão perfeita.

Já a versão oficial tem o comando de Emile Sornin e mostra uma recriação de estereótipos urbanos que se tornam nada convencionais quando nem mesmo o corpo humano obedece um padrão. Tudo estranho e genial demais! – (Soraia Alves)

6º Sigur Rós – Fjögur Píanó

O Sigur Rós já é figurinha marcada em listas de melhores clipes, mas em 2012 eles se superaram lançando nada menos que 16 vídeos -que juntos se transformaram no Valtari Mystery Film Experiment- e dificultando bastante a tarefa de escolher qual é o melhor. Optamos por Fjögur piano, que se tivesse de ser descrito em apenas uma palavra, se encaixaria bem em “intenso”. Uma mistura do clássico com o surreal e do sensual com o emocionante, acompanhado de uma fotografia incrível que fez com que apesar da intensidade, não deixasse de ser delicado, assim como a música que acompanha. É praticamente impossível tirar os olhos da tela. – (Nathanna Raíssa)

5º Paul McCartney – My Valentine

Johnny Depp. Natalie Portman. Linguagem de sinais para uma música cuja letra diz “… she makes me certain that I can fly”, canção essa cantada por Paul McCartney. Por que será que My Valentine é um dos clipes mais bonitos e emocionantes de 2012? O projeto ainda tem o dedo de Wally Pfister (trilogia Batman de Christopher Nolan, A Origem), foi ideia da filha de Paul, Stella McCartney, e mostra que nem sempre são necessários grandes efeitos, e nem mesmo cores para um resultado impecável, assim como os sentimentos mais simples e puros.

Obs: My Valetine ganhou três versões no total. As outras duas trazem os atores interpretando a música individualmente. – (Soraia Alves)

4º Spiritualized – Hey Jane

Um soco no estômago. Esta seria a definição perfeita para o clipe de Hey Jane, primeiro single de Sweet Heart, Sweet Light, do Spiritualized. Dirigido por AG Rojas, o curta-metragem de dez minutos traz um herói inusitado: um travesti. A narrativa vai além dos programas que ele faz para tentar criar seus dois filhos e analisa de modo cru as questões da sexualidade, gênero, raça, classe e violência. Com um final digno dos melhores filmes do gênero dramático, Hey Jane martela na cabeça do espectador conferindo um sentido muito maior a já bela canção do projeto liderado por J. Spaceman. – (Vinícius Cunha)

3º Explosions in the sky – Postcard from 1952

Sete minutos de pura magia da vida é o que oferecem os diretores Peter Simonite e Annie Gunn com o clipe de Postcard from 1952. Da simples interação de uma criança com uma frágil bola de sabão ao romance do casal, o post rock do Explosions In The Sky passa suave entre os belíssimos planos captados em câmera lenta. Uma visão romântica da simplicidade da vida na década de 50, o vídeo está em total sintonia com a velocidade da música para que o espectador repare em cada nuance do excelente trabalho de direção. Impossível não se render à nostalgia dos tempos de criança com tão pueris e delicadas imagens. – (Vinícius Cunha)

2º Foals- Inhaler

O clipe de Inhaler acompanhou a música desde seu lançamento, proporcionando uma interpretação impecável para a letra de Yannis e cia. Inhaler é uma música sobre vício, e Inhaler é um clipe sobre vício. O ambiente urbano do vídeo é espetacular, a edição ágil. O vício vai da união de amigos, do estilo de vida radical até entrelinhas de doença, culminando então em uma coreografia facilmente associável aos Zumbis de Thriller. – (Ana Clara Matta)

1º Alt-J – Breezeblocks

Uma narrativa tão complexa quanto a música do alt-J. Em Breezeblocks, a inversão total da ordem cronológica te força a manter um estado de alerta, com atenção total aos detalhes, enquanto você desvenda o mistério da morte de uma das protagonistas, revelada desde a primeira (ou última?) cena. Um clipe simples que se torna complexo a partir de um simples apertar de botão “rebobinar”. Uma música aparentemente singela, que traz versos de Maurice Sendak como “Please don’t go, I’ll eat you up, I’ll love you so” e mostra que todo esse amor tem seu lado sombrio e obsessivo, a partir desse brilhante vídeo. – (Ana Clara Matta)

Sobre Ana Clara Matta

Uma soma de todas as músicas que já escutei e todos os filmes aos quais assisti. / @_ana_c

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