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1 – Ninguém 2 – Alguém 3 – Encontro de Almas 4 – Passarinho 5 – Na Sua Casa 6 – Só 7 – Claire 8 – Souvenir 9 – Café 10 – O Que Eu Não Vi Em Mim 11 – Marina 12 – Verniz 13 – Quando Eu For Pro Mar |
Capa: Arthur Saraiva
Oito Mãos lança disco de estreia “Vejo Cores nas Coisas”
Classificada em importantes festivais do Estado de São Paulo, a banda lança disco independente produzido inteiramente em um home studio.
Após cinco anos de formação, da gravação do disco demo “Inverno Inusitado” e de alguns singles, a banda campineira Oito Mãos muda de estação e passa para uma primavera vibrante e colorida, lançando o que considera seu álbum de estréia: “Vejo Cores nas Coisas”.
Integrada por Felipe Bier (voz/baixo), Leandro Publio (voz/guitarra), Adhemar Della Torre (bateria) e André Leonardo (voz/guitarra), a banda apostou em uma linguagem cosmopolita e universal para a produção do disco, que foi realizada de forma quase que “artesanal”. Em um home studio – batizado de Câmara de Eco – a banda gravou as 13 faixas de “Vejo Cores nas Coisas”, todas compostas pelos próprios integrantes. Os processos de mixagem e masterização contaram com a ajuda técnica do produtor musical Fábio Boto e do músico e produtor Felippe Pompeo, que, desde 2006, acompanha a banda em seus projetos e apresentações ao vivo. A arte do encarte também foi idealizada e desenvolvida pelos integrantes, que fizeram questão de atuar em todos os processos de produção.
Para Bier, a sonoridade do disco de estreia tem suas referências, mas “o centro de gravidade do álbum acabou sendo ele mesmo e não o que estão fazendo ao seu redor”. “Nosso primeiro EP, Inverno Inusitado, foi um marco importante para a banda, pois somente com quatro meses juntos, fomos ao estúdio e gravamos músicas muito boas, mas com diversas limitações. Isso foi importante para descobrir do que éramos capazes. Nosso som foi ganhando cara própria ao longo dos anos e o Vejo Cores nas Coisas é o resultado deste amadurecimento”, afirmou.
Gravação experimental.
“Ter bastante tempo para gravar este disco nos deu chance de experimentar coisas que não poderíamos fazer em estúdios convencionais”, contou Publio. “O disco é nosso filho e está sendo planejado há anos”, continuou.
Entre as experiências feitas na gravação do álbum, está a substituição da bateria na música “Souvenir” pela marcação improvisada de uma baqueta batendo no pedestal do microfone. Na faixa “Marina”, o barulho real da chuva que caía no momento da mixagem acabou entrando para conduzir a melodia, remetendo a um clima de “varanda em um fim de tarde de verão”. Outra curiosidade é que apenas esta faixa foi gravada em um único take.
O disco também conta com duas gravações feitas com celular: a primeira, em uma agitação de uma assembléia na Unicamp (que entrou na faixa que abre o disco “Ninguém”) e a outra de crianças de uma escola em que Bier realizava um estágio. “Quando estávamos fazendo “Ninguém”, resolvemos gravar o som de uma rádio, e, bem no momento, o governador José Serra estava falando sobre a disputa dele com o Aécio Neves para a candidatura do PSDB para as eleições presidenciais de 2010. Por mais que houvesse resistência anti-tucanos, ele acabou ficando”, lembra Bier.
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