20) Pipodélica – Simetria Radial (2003)
19) Os Telepatas – Bandeirante (2007)
18) Instiga – Menino Canta Menina (2007)
17) Autoramas – Stress, Depressão e Síndrome de Pânico (2000)
16) Pélico – O Último Dia de um Homem Sem Juízo (2008)
15) Curumim – Japan Pop Show (2008)
14) Seychelles – Nananenen (2008)
13) Bazar Pamplona – A Espera das Nuvens Carregadas (2008)
12) Mamma Cadela – Em Busca da Verdade (2006)
11) Mombojó – Nadadenovo (2006)
10) Charme Chulo – Charme Chulo (2007)
O álbum de estréia do Charme Chulo leva o caipira a sério, foge de abordagens caricatas e clichês e faz tudo isso com fôlego, sinceridade e personalidade. Apesar da viola caipira e até uma gaita regional estarem presentes em diversas canções do grupo escritas pelo vocalista Igor Filus, ou os riffs agudos e apoteóticos de Leandro Delmonico lembrarem muito Johnny Marr, do The Smiths, a banda merece destaque pela personalidade e honestidade do som criado. Eles não precisam soar bregas ou se isolarem nas raízes nacionais para serem originais, e não precisam assumir uma imagem internacional e deixar todas as influências regionais de lado para afastarem qualquer vestígio de rock brasileiro. Um álbum importante para a história do rock brasileiro e ainda por cima contagiante, com os hits Mazzaropi incriminado e Piada cruel. (Junior Passini)
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Charme Chulo – Piada Cruel
9) Moptop – Moptop (2006)
Sintonia com o rock ‘n’ roll contemporâneo. Talvez esse tenha sido o principal mérito do primeiro álbum dos cariocas do Moptop, e foi com esse cartão de visitas que a banda ganhou destaque nacional. O disco, lançado pela gravadora Universal em 2006, é cheio de hits e revela uma talentosa banda brasileira do cenário alternativo, que bebia inspiração da mesma fonte de grupos internacionais como Strokes, Franz Ferdinand e The Killers. (Christian Camilo)
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Moptop – O Rock Acabou
8 ) Supercordas – Seres Verdes ao Redor (2006)
Falar em música psicodélica no Brasil, é lembrar o que Arnaldo Baptista, Sérgio Dias e Rita Lee faziam com Os Mutantes na década de 60. Já se o tema for música psicodélica contemporânea brasileira é obrigatório reverenciar Seres verdes ao redor. O Supercordas, em seu disco de estreia lançado em 2006, imergiu em uma viagem musical construída com a competência de quem sabe o que deve ser feito para agradar um ouvido que aprecia o inusitado; não só com as melodias e os elementos surpreendentes que surgem durante as faixas, sempre muito bem arranjados, mas também com letras curiosas e instigantes. Ouvir Ruradélica, Mangue e Fotossíntese é uma viagem, uma bela viagem. (Leandro Filippi)
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Supercordas – Ruradélica
7) Cidadão Instigado – E o Método Túfo de Experiências (2005)
Música para perder o prumo, rejeitar rótulos, ignorar o lugar comum do rock no Brasil. Essas são algumas das características do Cidadão Instigado, grupo liderado pela cabeça criativa de Fernando Catatau - considerado o melhor compositor brasileiro de 2005, pela Associação de Críticos de Arte de São Paulo. O segundo álbum da banda, E O Método Túfo de Experiências é simples, quando passeia pelo universo brega de personagens e suas dores de cotovelo, histórias de amor, choro e desilusão, mas também é virtuoso, como nos versos inspirados do letrista pernambucano e nos solos intermináveis de guitarra como do ídolo Neil Young. Destaque para o hino O tempo – uma ode às mesas de bares – e a exótica e viciante O pinto de peitos. Uma pérola sincera, desconcertante e estranha da discografia do rock ‘n’ roll nacional. (Junior Passini)
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Cidadão Instigado – O Tempo
6) Pato Fu – Daqui Pro Futuro (2007)
Daqui pro Futuro pode ser definido com a mesma facilidade que é ouvi-lo: é a perfeição do pop. Com melodias limpas, empolgantes e uma Fernanda Takai inspirada no vocal, o oitavo disco de estúdio do Pato Fu, lançado em 2007, levou a música pop brasileira ao ápice da década. É o resultado de uma banda com uma bagagem considerável de trabalhos para música nacional, que culmina em um disco marcante, belo e que serve de lição para quem se arrisca a fazer música pop que soe com maturidade. 30.000 pés e Mamã papá são faixas obrigatórias. (Leandro Filippi)
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Pato Fu – Mamã Papá
5) Ludovic – Idioma Morto (2007)
Uma regressão do rock e até mesmo da música como conhecemos? Idioma morto é o segundo álbum da banda paulistana Ludovic. Lançado em 2007 e já dentro de um período de ascensão do rock independente nacional, altamente influenciado pelos trabalhos de bandas como Pato Fu e Los Hermanos (grupos que já foram de grandes gravadoras), o disco vai na contra-mão estética de décadas de rock nacional. Não há uma linha fácil, uma melodia fácil. O universo criado pelo Ludovic é dele e de mais ninguém. A dimensão do Ludovic pela coragem criativa e a audácia com que recriaram suas influências em seus dois álbuns, dentro de um contexo ainda pouco desbravado no rock independente, coloca banda acima de qualquer comparação como um dos grupos mais singulares e importantes que já existiram no rock nacional. (Christian Camilo)
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Ludovic – Janeiro Continua Sendo o Pior dos Meses
4) Los Hermanos – Bloco do eu Sozinho (2001)
É importante começar o texto pela conclusão: o Bloco do eu sozinho é o disco brasileiro mais importante da década. Canções belas, melódicas e inesquecíveis não aparecem todos os dias, mas aparecem. Uma música não precisa mudar o mundo. Mas ela pode mudar muita coisa. Enfrentando uma ressaca pela cobrança de um hit inimaginável no primeiro álbum, a universal Ana Júlia, a banda teve que lidar também com a resistência da gravadora, a Abril Music, que afirmou que o álbum não era comercial. Essa tensão acabou em uma remixagem agradando os dois lados. Quando finalmente saiu, o Bloco do Eu Sozinho foi recebido com espanto por fãs e criticas, não apenas pela diferença das novas composições, cadenciadas e maduras, mas também pela precisão da mistura de rock, samba, mpb e ska, resultando num dos melhores álbuns do rock brasileiro. Um álbum tão bom e tão importante que redefiniu o rumo da música independente brasileira – principalmente na parte criativa -, mostrando que não é preciso apenas emular artistas internacionais para se fazer rock, e assim inspirando centenas de bandas a cantarem em português sobre histórias reais e próximas, como as que o Los Hermanos cantou por toda uma década, levando junto deles uma legião de fãs. (Junior Passini)
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Los Hermanos – Todo Carnaval Tem Seu Fim
3) Pullovers – Tudo Que Eu Sempre Sonhei (2009)
A diferença entre um bom disco e um disco que marca uma época passa pela criatividade e pelo cuidado com que o trabalho foi concebido. Apontar imperfeições no conjunto de um álbum marcante é possível, mas uma tarefa muito mais árdua do que criticar a enxurrada que vem na esteira. Tudo que eu sempre sonhei não é apenas estéticamente bonito, mas um disco denso, em que as letras conversam entre si, formando um trabalho coerente, que traçou um ideal e o alcançou. O primeiro disco desse renovado Pullovers fechou a década da música nacional dando a esperança de que mais bandas busquem a perfeição com tanta vontade. Ouvir Lição de casa, O amor não tem vista para o mar e a faixa título do álbum, Tudo que eu sempre sonhei, é ter certeza de que esses paulistanos fizeram música para hoje, e para amanhã. Um perdão pelo trocadilho, mas o primeiro disco cantado em português do Pullovers, certamente atingiu um resultado de tudo que eles sempre sonharam. Ou quase isso. (Leandro Filippi)
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Pullovers – Tudo Que Eu Sempre Sonhei
2) Ludovic – Servil (2004)
O início da década e a influência da internet, expandindo o alcance de bandas independentes, marcaram uma espécie de levante contra a indústria fonográfica brasileira. Enquanto alguns se esquivaram, abertos a concessões, outros, como os paulistanos do Ludovic, mostraram que o rock brasileiro não é feito por meia dúzia de grupos assépticos que a mídia insistia em nos empurrar. Como Jair Naves, vocalista e compositor, gritava antes dos shows da banda, para o Ludovic bastava fazer música pra gente igual a eles. Gente que trabalha de segunda a sexta – ou mais -, pra quem se fode a semana inteira para conseguir as suas coisas, e que só deseja sair, beber, e ouvir uma música que o faz sentir vivo. Servil, de 2004, marca a estréia da banda mais sincera, real e urgente da década. Desconstruções pessoais nas letras e uma latência influenciada pelo pós-punk formam o som do Ludovic, e escancaram desequilíbrios e histórias que soam verossímeis o suficiente para que muitos não estejam preparados para escutá-las. Servil transborda coragem e consegue sustentar o peso de enfrentar o ainda inóspito rock independente brasileiro no começo da década. Destaques para Você sempre terá alguém a seus pés, CVV e Nós, os milionários. (Junior Passini)
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Ludovic – Você Sempre Terá Alguém a Seus Pés
1) Los Hermanos – Ventura (2003)
Lançado em 2003, Ventura foi o terceiro álbum do Los Hermanos. É o disco que consolida a banda como expoente do rock alternativo nacional, trajetória iniciada com Bloco do eu sozinho. Estilisticamente, o disco segue uma linha já presente no trabalho anterior da banda, a evolução musical que os guiou para composições com traços marcantes de samba e bossa-nova, mas fazendo tudo soar como um bom rock brasileiro dos anos 2000. Se há um disco que possa representar a trajetória da cultura musical no Brasil na década, esse disco é Ventura. Simbólicamente, representa o início e o fim de uma era. Da história de uma banda que foi alçada à fama em seu início de carreira por um hit de rádios FM - Ana Júlia – e que atingiu seu ápice criativo quando o mercado já não era mais esmagadoramente dominado pelas grandes gravadoras e paradas de sucesso. Todo esse caminho vivido de forma íntegra nas escolhas artísticas, sem concessões e sem amarras. (Christian Camilo)
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Los Hermanos – Último Romance












