
Hoje tiveram início os primeiros jogos da Copa do Mundo na África do Sul. Durante um mês, o mundo todo ficará imerso em um sentimento de nacionalidade convertido em torcida e animado pelas tais vuvuzelas (que até a Copa anterior eram carinhosamente chamadas de cornetas aqui no Brasil).
A abertura oficial, que aconteceu no Orlando Stadium, no bairro de Soweto, em Joanesburgo, exprimiu o espírito hospitaleiro e festeiro dos sul-africanos em várias apresentações musicais. E uma frase do presidente da FIFA, Joseph Blatter, que deu início a cerimônia, resumiu uma das grandes características de uma Copa do Mundo: ”Futebol não é só um jogo. Futebol é a conexão de pessoas. Música e ritmo”.
A África do Sul é um país que possui uma cultura muito rica. No campo musical, há a presença massiva de canções em línguas africanas tradicionais, sobretudo após o fim do apartheid. Mas a influência da descendência europeia por parte de 5 milhões de habitantes (em média) e a globalização musical, que atualmente ganhou força com a internet, abriram espaço para as bandas de rock no país, sendo várias destas parte do cenário independente. Na própria abertura pudemos ver duas bandas que são provenientes deste cenário: The Parlotones e BLK JKS.
The Parlotones é uma banda de indie rock de Joanesburgo que existe desde 1998. Quando assinaram com a divisão internacional da Universal Music, em 2006, passaram a fazer bastante sucesso em alguns países da Europa e no Japão. Apesar do figurino e da maquiagem utilizados na cerimônia, que parecia, à primeira vista, remeter à bandas como o My Chemical Romance, a banda soa como as grandes The Killers e Muse -- preferências explícitas da banda, já que o perfil destas no Twitter estão entre os primeiros e poucos seguidos pelo perfil oficial do The Parlotones.
The Parlotones -- Push Me To The Floor
Já os BLK JKS, formados em 2000, lançaram o seu primeiro álbum pela gravadora independente americana Secret Canadian em 2009, e com seu rock experimental, chegaram a ser comparados pela Rolling Stone ao TV On The Radio (fato citado inclusive por Galvão Bueno durante a transmissão da Rede Globo).
Uma curiosidade é que esta é uma das únicas bandas de rock sul-africano na qual os integrantes são negros, e não descendentes de europeus. Algumas das músicas também são cantadas em africâner.
BLK JKS -- Molalatladi
Mas muitas e muitas bandas não tiveram a oportunidade de participar de um evento como este. O cenário alternativo sul-africano é bastante vasto -- e para descobrir isto basta apenas reservar um tempo para conhecê-lo. E foi seguindo este caminho que descobri várias delas, e, então, decidi compartilhar as preferidas.
Começo pelo aKing, da Cidade do Cabo. O nome da banda é proveniente da observação dos nomes do Queen e de Prince, e o “a” foi acrescentado após descobrirem a existência de uma banda na Escandinávia que já utilizava o nome King.
Uma das principais influências da banda é Bruce Springsteen, e a partir disto, uma coisa é certa: O vocalista Laudo Liebenberg, assim como The Boss, possui uma voz peculiar.
aKing -- Heart Of A Fool
O Lark, também da Cidade do Cabo, é uma banda de electro-rock que contém algumas pitadas do trip-hop do Portishead, apesar de o Radiohead ser a sua maior influência.
Lançaram um EP este ano, mas, teoricamente, entraram em hiatus em 2007. Ao que tudo indica, é o caso Los Hermanos da África do Sul.
Lark -- Heroin Mary
Em Pretória, temos o Wrestlerish, que segue um Kings Of Leon way of life ao misturar a música country com o rock alternativo.
Um blog sul-africano definiu muito bem a sonoridade da banda ao dizer que é a música que poderia ser feita por aquele seu amigo deprimido que afoga as mágoas na bebida.
Wrestlerish -- Oliver Tambourine
Por último, mais uma da Cidade do Cabo: Shy Guevaras. Apesar do nome engraçadinho, é música séria, que poderia muito bem ser cantada por Dave Grohl na liderança dos Foo Fighters - influência explícita da banda.
Só que estes já eram peixes grandes quando chegaram ao fim, em 2009.
Shy Guevaras -- Talking Loud
É claro que encontrei várias e várias outras bandas, que mereciam apresentação tanto quanto estas. Mas faço aqui a deixa para estimular o aprofundamento no conhecimento destas, e a partir disto, se aproximar um pouco do país que estará em primeiro lugar na mídia até a metade do mês que vem.
A partir do site Find South African Music é possível encontrar estas apresentadas aqui e muitas outras.














junho 11, 2010 às 22:11
[...] This post was mentioned on Twitter by urbanaque, Izadora Pimenta and Rock 'n' Beats, Ralf Santos. Ralf Santos said: RT @rocknbeats: O cenário independente na África do Sul http://bit.ly/dvNr0T [...]
junho 12, 2010 às 04:02
Parabens Izadora!
legal demais!
junho 24, 2010 às 11:02
super loko manooooooooooooooooooooooooooooo
janeiro 29, 2012 às 12:44
[...] ] Sobre alguns artigos sobre bandas da África do Sul ( SuperInteressante; Colherada Cultural; Rock N’Beats). [ 04:16 ] Sobre a banda Unreal Reflections. [ 04:38 ] Hedge, banda Unreal Reflections. [ 09:10 ] [...]