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SWU: O festival tem chances de ser, realmente, grande?

Postado por Izadora Pimenta. Posted in Rock 'n' Beats

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Publicado em 23 julho, 2010 - 2 Comentários

Em outubro deste ano, será realizado na Fazenda Maeda, palco de grandes eventos de música eletrônica localizado em Itu (SP), o SWU Music And Arts Festival, idealizado pelo empresário Eduardo Fischer e pelos produtores da The Groove Comcept, a mesma dupla que organizou o Maquinaria Festival em 2009, que trouxe Evanescence, Panic At The Disco e Faith No More.

Mas o SWU promete mais. São 3 dias de festival, com a oportunidade de acampar no local, nos moldes de festivais poderosos como o Glastonbury (Reino Unido) e o Coachella (Estados Unidos). Há também uma bandeira forte, a Sustentabilidade, que é levantada desde já com ações de mídia da organização.

Porém, com um line-up um tanto fraco, até então, e a falta de conhecimento do público brasileiro em relação aos tais moldes, o SWU se torna uma grande incógnita. Será que este festival, anteriormente divulgado como o Woodstock Brasileiro, entrará para a história e passará a causar comoção nacional como o lendário Rock In Rio, que volta ao solo carioca em 2011? Será que a bandeira da sustentabilidade é necessária, e será que as pessoas que estarão presentes estão interessadas em adotá-la?

Marcelo Costa, do Scream & Yell, tem frequentado vários festivais na Europa nos três últimos anos, e a partir desta experiência, declara ter uma grande expectativa em relação ao SWU. “Acho difícil alcançarmos o nível de excelência deles, pois eles estão fazendo aquilo já faz 40 anos. Há um know-how ali, porque eles aprenderam com o tempo e chegaram a fórmula que existe hoje, que é excelente para os artistas e para o público. Como esse é o primeiro SWU (e espero por outros), acho que precisamos olhar como marco que o festival pode vir a ser. E fazer críticas construtivas para que ele venha a melhorar para a segunda edição”. O empresário Guilherme Longo ressalta a carência que o país tem de grandes festivais. “Espero que o SWU seja o ponto de partida para vários outros festivais ocorrerem no Brasil”, declarou.

Kings Of Leon, que se apresentará no dia 10 de outubro no SWU Music And Arts Festival

A organização do festival, portanto, carrega nas costas a missão de reafirmar um estilo musical em um país no qual a música, muitas vezes, é sinônimo de dinheiro fácil e bagunça. Com a bandeira da Sustentabilidade, também tem o grande desafio de implantar uma ideologia em uma geração que não se constrói mais por grandes movimentos, e sim pelas informações flutuantes em timelines de Twitter e em blogs de todo o tipo.

A Sustentabilidade é um tema novo e que pede urgência. O conceito se constitui em aproveitar bem os recursos naturais que existem no planeta para que as futuras gerações possam fazer uso deles. Com o fracasso do Protocolo de Kyoto, por exemplo, pode-se observar que não é levado muito a sério, já que as tais informações flutuantes consomem tempo e espaço na vida da população contemporânea.

Longo acredita que o festival é uma forma de informar entretendo, tornando mais fácil a assimilação de uma maneira mais natural. Já a estudante de arquitetura Aline Fortunato não concorda com a atitude. “É uma grande jogada de marketing. É muito difícil focar a parte atrativa do festival – as bandas – sem desvirtuar a causa. As ações da organização me parecem superficiais”, afirma, referindo-se em especial ao primeiro concurso cultural promovido pelo movimento, no qual observou que as pessoas estavam mais interessadas em conseguir votos em suas dicas sustentáveis do que disseminá-las em si.

“Isso é um trabalho que o próprio festival vai ter em fazer as pessoas vestirem seu lema. É possível”, acredita Marcelo Costa. O estudante de relações internacionais Vinicius Possari, que irá ao festival, ressalta a ideia, quando comparada com o inesquecível paz-e-amor do Woodstock de 1969: “O SWU levantou a bandeira, cabe a nós imortalizá-la ou não”.

Quanto ao line-up, só nos resta esperar. Com poucos anúncios de bandas que “quase cheiram cemitério, se não fosse por algumas atrações como Kings Of Leon e Regina Spektor“, como definiu Christian Camilo, aqui do Rock ‘n’ Beats, vários anúncios de DJs que não são a grande esperança do público alvo e uma promessa bastante interessante para as bandas independentes do Brasil, o SWU ainda nos reserva muitas surpresas. Se elas serão boas ou ruins, ainda não é possível saber, mas é a partir delas que o festival terá a oportunidade de se imortalizar ou de morrer na (ou bem longe da, no caso) praia.

Sobre Izadora Pimenta

Estudo jornalismo e tenho um vício grave em informação. Contato: izadora@rocknbeats.com.br

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2 Comentários

Existem atualmente 2 Comentários no SWU: O festival tem chances de ser, realmente, grande?. Deixe seu comentário

  1. [...] This post was mentioned on Twitter by Izadora Pimenta, Rock 'n' Beats. Rock 'n' Beats said: SWU: O festival tem chances de ser, realmente, grande? http://bit.ly/9hyoFa [...]

  2. [...] no ótimo Rock’n’Beats, numa pauta sobre sustentatibilidade e o polêmico SWU Festival (leia aqui). Tenho uma série de reservas ao festival até o momento. Acho que o planejamento foi feito de [...]

  3. Como é que podem dizer algo assim? Bandas de cemitério!!!!

    Melhor as de cemitério que estas merdas que vcs anunciam por ae, que nem velório esquentam.

    Ir na área vip vc querem né? Vcs querem mesmo estar na crista e defender apenas quem está em voga…no calor de seus momentinhos de merda.

    DMB é banda de cemitério? Incubus? Vcs estão por fora, moçada! Cada vez mais se afundam na idéia de que crítico conhece….mas não entende nada de percepção sonora!

    Este post é uma palhaçada! O que vcs buscam? Holger? Copas?
    O que uma banda dessa traz de bom para a música mundial? Como vcs conseguem detestar sons que o mundo todo aprova…entende…canta e sente, de forma bastante interessante?

    Por isso vcs são um site. Só!

  4. o que e isso o nxzero tinha que ta ai isso nao vai ser bom sem eles

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