
(texto por Vinícius Cunha e fotos por Tomás Tróia/Partybusters.org)
Uma noite de quarta-feira reserva alguma grata surpresa para você? Não? Pois 25 de agosto de 2010 será lembrado por um bom tempo por fãs do Bombay Bicycle Club, que desde às 20h30 já começavam a formar fila em frente ao Teatro Odisséia. Nem mesmo o meio da semana e os compromissos do dia seguinte impediram a casa de contabilizar um excelente público para os tempos atuais, nos quais o Rio de Janeiro suplica por shows.
O baixo valor do ingresso (15 reais a meia) estimulou um maior número de presentes. E tratando da Banda Revelação de 2010, segundo a revista britânica NME, o local só encheria mais. Para dimensionar a situação, no dia anterior à apresentação na Lapa o grupo tocou para uma plateia inerte do Prêmio Multishow, sendo estranhos no ninho no ambiente da “nova música brasileira”. Caso totalmente oposto de uma noite de boa música proporcionada exclusivamente pelos quatro rapazes de Crouch End aos aproximadamente 500 presentes, estes com um interesse louvável.

Com um atraso aceitável, o Bombay subiu ao palco às 22h40 e foi logo tratando de dar as boas vindas. Magnet abriu os trabalhos e apresentou o motivo de serem uma grata reveleção da Terra da Rainha. O carismático grupo possui em Jack Steadman, seu hiperativo frontman, a peça principal. Sua performance lembra muito a de Thom Yorke nos tempos de Pablo Honey, que se contorcia entre os riffs de sua música.
Em um set elétrico, o disco de estreia I Had The Blues But I Shook Them Loose ditou o ritmo da apresentação, que contou com treze músicas, dentre elas The Hill, Evening/Morning, Cancel on Me e Always Like This, e a faixa que compõe a trilha sonora de Eclipse, da saga Crepúsculo, How Can You Swallow So Much Sleep. Preterir canções desplugadas de Flaws, álbum lançado este ano, também contribuiu para dinâmica do show, que, energético, abriu espaço para faixas antes esquecidas no repertório.

De forma a enaltecer as boas melodias produzidas pelo Bombay, o destaque vai para Ed Nash e Surem de Saram, que abrem espaço para Jack e sua desenvoltura vocal enriquecendo os riffs entrelaçados das guitarras e o estilo pós-grunge, que, estando presente em suas músicas, os configura com um algo a mais em relação ao o restante dos grupos de indie britânico.
Em pouco mais de uma hora, o repertório ainda contou com duas novas músicas que estão começando a ser incluídas no setlist da banda. Bad Timing é soturna e se desenvolve pela tensa linha de baixo que martela durante a música. Ao contrário de Ode to Lucy, que é tão animada que parece feita para tardes de verão. Ambas mostram o quão versátil o Bombay pode se tornar em breve, já que habilidade é o que não falta.
Já para o final da apresentação, a boa trinca com Evening/Morning, The Hill e Always Like This contou, como de costume, com a participação de percussionistas. O Empolga às 9 se integrou às guitarras – assim como na véspera no Prêmio Multishow – e deu novo ar a composição, encerrando o show com ao estilo do reduto do samba carioca.
Espera-se que dias como este possam trazer o Rio de Janeiro de volta ao eixo dos shows internacionais, que há tempos são “esquecidos” e que fazem falta a um público que se mostra fiel à música – fato comprovado pelo sucesso da campanha que traz Miike Snow à cidade.
Para mais fotos da apresentação do Bombay Bicycle Club no Teatro Odisséia, acesse o Flickr do Rock ‘n’ Beats.
(Créditos de vídeos: Felipe Passarelli)














setembro 6, 2011 às 09:25
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outubro 27, 2011 às 17:38
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