Foals – Tapes (!K7)
Cansado de mixtapes espalhadas pelos sites de música por aí? Pois a gravadora alemã !K7 tem sua série de mixtapes oficiais, lançadas a cada dois anos. Em 2008, o The Rapture foi o responsável pelo disco. Em 2010 a tarefa ficou por conta do The Big Pink e agora é a vez dos ingleses do Foals. Com 22 músicas simulando os lados A e B das antigas fitas cassete, Tapes reúne remixes e faixas escolhidas pelos integrantes da banda, que prezaram pelo clima nostálgico dos anos ’80. Algumas faixas, como a dançante Confusion (Ma Afrika), de Condry Ziqubu foram retiradas de discos que a mãe do vocalista Yannis Philippakis ouvia na década citada.
A vibe retro se mistura com presença de artistas contemporâneos e amigos do Foals, como os também ingleses do The Invisible, que aparecem com a música London Girl. No final, o disco acaba soando coerente, com faixas interessantes como We Call Love (Art Department feat. Soul Clap & Osunlade), mas não foge do problema da maioria das mixtapes: agrada plenamente aos donos, mas nem tanto ao resto dos ouvintes.
Foals – Variation (Nicolas Jaar)
(Soraia Alves)
Passion Pit – Gossamer (Columbia)
Não foi por falta de falsetes que o Passion Pit ainda não chegou ao mainstream. Em Gossamer, segundo álbum dos americanos, o frontman Michael Angelakos abusa do recurso e prova que maturidade já não falta. Mas o anseio pelo olimpo pop encontra barreiras no insistente automatismo das canções que buscam o molde de Sleepyhead, de sua estreia.
Gossamer é um disco de felicidade aparente com verdades inconvenientes espalhadas por suas doze faixas. Recorrendo a temas como suicídio (Where We Belong), perdão (On My Way) e vícios (I’ll Be Alright), o talentoso Angelakos paga um preço alto pela inspiração, que o levou a cancelar datas da turnê devido a transtornos mentais.
Preciosos momentos como o trio Take A Walk, I’ll ‘Be Alright e Carried Away conferem fôlego ao registro logo na largada com camadas de vozes, teclados e todo saudosismo dos anos 80. Aposta arriscada, pois reserva ao miolo momentos enfadonhos e caricaturais com Mirrored Sea e On My Way. Gosssamer não tem pretensão alguma de modificar os parâmetros da música, mas cumpre o papel de preparar o Passion Pit para um futuro brilhante no pop.
Passion Pit – Carried Away
(Vinícius Cunha)
The Antlers – Undersea [EP] (ANTI-)
O mar inspira sentimentos bem conflitantes: liberdade e sufocamento, tranquilidade e tormenta, a diversão da costa e o isolamento do alto mar, tudo contido em uma massa de água que nos cerca. O trio The Antlers sabia muito bem que havia conseguido captar todas essas nuances sob a forma de música, ao colocar o título de Undersea em seu novo EP.
Undersea parece uma evolução natural do inconsistente Burst Apart, um álbum que não carregava o impacto emocional do brutal Hospice e apresentava o lado mais experimental da banda. Em Burst Apart, a falta de um foco e de uma edição de ideias era sentida, falhas corrigidas no curto Undersea. Drift Dive e Endless Ladder são hipnotizantes, enquanto Crest e Zelda são os pontos altos da obra etérea. Mas a mesma duração resumida de Undersea que consiste em um de seus pontos fortes é a sua ruína: tudo parece um trailer para um filme que só seria memorável como um álbum completo.
The Antlers – Crest
(Ana Clara Matta)
The Gaslight Anthem – Handwritten (Mercury)
Qual foi a última vez em que você escutou uma estação de rádio? Ou tirou a poeira dos velhos vinis? Ou escreveu um texto completo à mão, com sua própria caligrafia? Como um arqueólogo de tudo o que foi esquecido com o avanço da tecnologia, Brian Fallon nunca perdeu esses velhos hábitos, e declara seu amor aos mesmos em um dos melhores discos da ainda curta carreira do The Gaslight Anthem e talvez de todo o ano de 2012.
É com a urgência de quem grita “And it travels from heart, to limb, to pen” que Fallon escreve, passionalmente, os contos norte-americanos de Handwritten. Explosões punk/grunge como Howl e 45 levam a banda de volta às suas raízes, do álbum de estreia Sink or Swim, enquanto novas influências, do soul ao southern rock, costuram destaques como Keepsake, Too Much Blood e Biloxi Parish.
Leia a resenha completa aqui.
The Gaslight Anthem – Howl
(Ana Clara Matta)














agosto 1, 2012 às 15:54
[...] Constant Conversations faz parte de Gossamer, álbum que o Passion Pit lançou em julho e que você pode conferir a resenha aqui. [...]