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Resenha: Band Of Horses mantém receita de Infinite Arms, agora em nova embalagem | Rock 'n' Beats

Resenha: Band Of Horses mantém receita de Infinite Arms, agora em nova embalagem

Postado por Lucas Brêda. Posted in Destaque, Internacional, Resenhas

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Publicado em 20 setembro, 2012 - Nenhum Comentário

O Band Of Horses surgiu com o lançamento de dois álbuns muito parecidos, Everything All The Time e Cease To Begin (2006 e 2007), e conseguiu emplacar o hit The Funeral. Contudo, a banda se consolidou em 2010, quando pelo selo Columbia Records alcançou o 7o lugar nas paradas americanas com o álbum Infinite Arms.

Para a produção de Mirage Rock, foi escolhido o lendário produtor Glyn Johns (Beatles, Stones, Zeppelin, Who…) e pela primeira vez um álbum da banda foi feito de maneira diferente. Johns é adepto do estilo “foi como foi”, considerando gravações quase ao vivo, mantendo a energia do momento. As canções soam mais próximas de como elas foram compostas, destoando, portanto, do perfeccionismo dos primeiros registros do grupo.

Desde Infinite Arms, o encontro de duas, às vezes três vozes compondo o backing vocal e acompanhando a principal de Ben Bridwell é ponto alto nas músicas da banda. Em Slow Cruel Hands Of Time e Everything’s Gonna Be Undone, baladas levadas ao som do violão, isso fica claro, assim como a influência do novo produtor, que ao limitar o número de overdubs e efeitos, dá caráter mais “cru” e real ao álbum.

As composições seguem a receita do último CD. O estilo “rock vintage” de Factory, Compliments, Older se repete em Knock Knock e Feud. As raízes country/folk da banda aparecem em How To Live, Electric Music e Heartbreak On The 101. Nesta última, derradeira do disco, a voz de Ben curiosamente remete a de Johnny Cash dos últimos discos. Dumpster World, apesar de começar atraente, com uma linha forte de baixo, se perde em meio a riffs desconectos de guitarra na sua segunda metade.

O crescimento do Band Of Horses é aparente. Os vocais simples, quadrados e cheio de efeitos dos dois primeiros álbuns dão lugar à melodias mais elaboradas, completas, com mais essência. As letras, desde sempre bem construídas e cheias de pessimismo, continuam a dar o ar da graça. Em Slow Cruel Hands Of Time, Ben fala sobre o tempo, com o costumeiro desânimo. “Slow cruel hands of time/turning you back into a child”.

Sem grandes novidades, Mirage Rock é um passo à frente na carreira dos barbudos de Seattle, que tendem a crescer tanto em qualidade quanto em público e crítica. E como “em time que está ganhando não se mexe”, o Band Of Horses repetiu a dose do bem sucedido Infinite Arms, agregando, entretanto, o olhar cirúrgico do mestre Glyn Johns, que encontrou um formato e deixou o álbum “sem maquiagens”, mostrando a face mais natural da banda.

Sobre Lucas Brêda

Alagoano, mineiro e paulista. Comentarista de futebol e aspirante a jornalista.

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